A preservação da densidade óssea é um dos cuidados mais negligenciados na saúde feminina, embora seja o pilar que sustenta a mobilidade ao longo da vida. Com a chegada da maturidade, a redução natural de hormônios acelera a reabsorção de minerais pelos ossos, tornando-os mais porosos e suscetíveis a fraturas que poderiam ser evitadas com intervenção precoce.

Em Curitiba, o estilo de vida urbano e o clima muitas vezes limitam a exposição solar necessária para a síntese de Vitamina D, agravando o risco de osteopenia e osteoporose. Buscar um cuidado específico que combine fortalecimento muscular com estímulo ósseo é a estratégia mais eficaz para garantir que o esqueleto suporte as demandas do dia a dia com segurança e sem dor.

Por que a densidade óssea é o pilar invisível da saúde feminina?

Os ossos são tecidos vivos que estão em constante renovação. No entanto, para as mulheres, essa renovação sofre um impacto direto após os 45 anos. A ciência explica que a estrutura óssea depende de estímulos de carga e tensão para se manter forte; sem isso, o corpo entende que não precisa investir energia na manutenção daquela massa, iniciando o processo de desgaste.

Mulher passando por exame de densidade ossea
Mulher passando por exame de densidade ossea – Créditos: depositphotos.com / imagepointfr

Manter uma boa densidade não serve apenas para evitar fraturas graves. Ossos saudáveis garantem que os músculos e articulações trabalhem em alinhamento correto. Quando a base óssea enfraquece, a postura sofre alterações e dores crônicas na coluna e nos quadris começam a surgir como um sinal de alerta de que a estrutura interna está pedindo socorro.

Como o clima e o estilo de vida impactam os ossos

A menor incidência de radiação UV durante boa parte do ano dificulta a fixação do cálcio nos ossos. Além disso, o sedentarismo provocado pelos dias mais frios reduz o impacto mecânico necessário para “avisar” o organismo que ele deve fortalecer o esqueleto.

Representação 3d de osteoporose na espinha
Representação 3d de osteoporose na espinha – Créditos: depositphotos.com / Crevis

Para reverter esse quadro, é necessário compensar a falta de estímulos naturais com protocolos de fisioterapia preventiva e exercícios de resistência. Atividades realizadas em parques como o Barigui ou o Jardim Botânico são excelentes, mas precisam ser complementadas por um trabalho de força que proteja as articulações e estimule a mineralização óssea de forma direcionada.

O papel do exercício de carga controlada na proteção do esqueleto

Muitas mulheres temem o exercício de impacto ao receberem um diagnóstico de baixa densidade óssea, mas o repouso excessivo é, na verdade, um inimigo. O segredo está na carga controlada. O osso precisa sofrer pequenas tensões através da contração muscular e do impacto leve para ativar as células construtoras de massa óssea.

A fisioterapia moderna utiliza técnicas que protegem a articulação enquanto sobrecarregam o osso na medida exata para o fortalecimento. Esse equilíbrio é o que diferencia um treino comum de um tratamento clínico focado em longevidade, onde o objetivo é aumentar a resistência do esqueleto sem expor a paciente ao risco de lesões por sobrecarga.

Este artigo foi revisado por: Dra Celia Sandrini

Dra Celia Sandrini

CREFITO 14.700F

Phd em Prevenção de Lesões

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