Dor após o treino é normal ou sinal de lesão?

Quem começa a treinar com mais frequência costuma enfrentar um dilema comum: sentir dor após o exercício e não saber se isso é apenas adaptação muscular ou sinal de lesão. Esse desconforto pode surgir horas depois da atividade e gerar dúvidas sobre parar, insistir ou mudar o treino. Entender o que está acontecendo com o corpo ajuda a tomar decisões mais seguras.

A Dor Muscular Tardia, conhecida pela sigla em inglês DOMS (Delayed Onset Muscle Soreness), é uma resposta típica ao esforço, especialmente quando a pessoa está iniciando ou aumentando a intensidade do treino. Já a dor causada por lesão tende a ter outra origem, outro padrão e pode exigir cuidados específicos, como repouso prolongado ou avaliação profissional.

Dor muscular tardia (DOMS): o que é e por que acontece?

dor muscular tardia aparece, em geral, entre 12 e 24 horas após o treino, atingindo o pico em torno de 24 a 72 horas. Ela costuma surgir depois de estímulos novos: aumento de carga, mudança de exercício, retorno às atividades após um período parado ou treinos com muitas contrações excêntricas (como descer o peso no agachamento ou no supino). Essa dor é resultado de microlesões nas fibras musculares, algo esperado no processo de adaptação.

Dores Musculares – Créditos: depositphotos.com / HayDmitriy

Na DOMS, o desconforto é difuso, pega uma região inteira do músculo e aparece principalmente ao movimentá-lo ou ao tocar a área. É comum a pessoa sentir rigidez, sensação de “peso” ou de estar “travado”, mas ainda assim conseguir realizar as atividades do dia a dia. Em muitos casos, mexer o corpo com leveza, fazer alongamentos suaves e caminhar ajuda a diminuir a sensação de rigidez ao longo do dia.

Outro ponto importante é que, embora seja desconfortável, a dor muscular tardia tende a diminuir gradualmente com o passar dos dias e costuma ser menor quando o corpo se acostuma à rotina de treino. Isso explica por que quem começa atividade física sente mais dor nas primeiras semanas e, depois, passa a conviver com desconfortos mais leves, mesmo mantendo ou até aumentando a intensidade.

Quando a dor indica lesão e não apenas dor muscular pós-treino?

A palavra-chave neste tema é diferença entre DOMS e lesão. A lesão costuma apresentar um padrão de dor mais localizado, intenso e, muitas vezes, de início mais rápido. Em alguns casos, a dor surge durante o próprio exercício, como um “puxão”, “estalo” ou pontada bem definida. Além disso, pode aparecer inchaço, vermelhidão, calor local ou dificuldade clara para mover a articulação ou o músculo afetado.

Enquanto a dor muscular tardia melhora dia após dia, a dor de lesão tende a permanecer igual ou até piorar, especialmente quando a área é exigida novamente. Em casos de problemas em tendões, ligamentos ou articulações, a dor pode se manifestar mais ao início do movimento, ao descer escadas, correr, saltar ou girar uma articulação específica, como joelho, ombro ou tornozelo.

  • Dor de DOMS: difusa, bilateral muitas vezes (por exemplo, nas duas coxas), pior ao mexer, melhora com o tempo.
  • Dor de lesão: pontual, em um ponto específico, pode ter inchaço e limitação clara de movimento.
  • DOMS: aparece no dia seguinte ao treino e vai reduzindo em alguns dias.
  • Lesão: pode surgir na hora ou logo após a atividade e se manter por mais tempo, sem melhora consistente.

Como diferenciar DOMS de lesão na prática?

Na rotina de quem está treinando, alguns sinais ajudam a diferenciar dor muscular tardia de uma possível lesão esportiva. Observar a intensidade da dor, o momento em que ela aparece e como se comporta ao longo dos dias é um passo importante para interpretar o que o corpo está sinalizando.

  1. Local da dor: se o incômodo é amplo, pegando todo o músculo (como toda a coxa ou todo o peitoral), tende a ser DOMS. Se é um ponto bem definido, como na lateral do joelho ou em um ponto do ombro, a chance de lesão é maior.
  2. Momento em que começou: dores que aparecem só no dia seguinte ao treino costumam ser tardias. Dor súbita, durante o exercício, principalmente associada a sensação de estalo ou falha de força, levanta suspeita de lesão.
  3. Limitação funcional: DOMS causa incômodo, mas a pessoa ainda consegue se movimentar, mesmo com rigidez. Em lesões, pode haver dificuldade real para apoiar o pé, erguer o braço ou estender o joelho, por exemplo.
  4. Sinais visíveis: inchaço, hematomas, deformidade aparente ou aumento do calor local são sinais mais típicos de lesão muscular, ligamentar ou articular do que da dor tardia comum.
  5. Evolução com o tempo: se em 48 a 72 horas a dor muscular começa a reduzir, é compatível com DOMS. Se, após alguns dias, a dor segue igual ou pior, especialmente ao repetir o movimento, convém considerar avaliação profissional.

Como lidar com a dor após o treino sem piorar o quadro?

Independentemente de ser DOMS ou lesão, alguns cuidados básicos ajudam a proteger o corpo. Em caso de dor muscular tardia leve, costuma ser possível manter a rotina de treinos, ajustando a intensidade e evitando sobrecarregar exatamente a mesma região todos os dias. Alternar grupos musculares, respeitar o descanso e seguir um planejamento orientado por profissional de educação física diminui o risco de transformar um desconforto normal em problema maior.

Já quando há suspeita de lesão, a orientação mais segura é reduzir ou interromper temporariamente o estímulo que gera dor intensa, aplicar medidas simples como gelo nas primeiras 48 horas (quando indicado) e, principalmente, buscar avaliação de um fisioterapeuta ou médico do esporte. Persistência da dor, sensação de instabilidade articular, perda de força importante ou dor que acorda à noite são sinais de atenção.

Iniciantes, em especial, se beneficiam de uma progressão gradual de carga, aquecimento adequado e foco na técnica dos movimentos. Entender a diferença entre um desconforto esperado de adaptação e a dor de lesão permite manter o treino como aliado da saúde, sem ignorar alertas importantes do corpo.

Este artigo foi revisado por: Dra Celia Sandrini

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Tênis de corrida serve para musculação? Veja a resposta

Quem pratica atividades físicas em academia costuma ter uma dúvida recorrente: o mesmo Tênis de corrida pode ser usado para musculação ou é melhor separar um calçado específico para cada tipo de treino? A escolha do calçado adequado influencia diretamente em estabilidade, segurança articular e até na eficiência dos movimentos durante o exercício.

Nos últimos anos, a popularização da corrida de rua fez com que muitas pessoas passassem a utilizar apenas esse tipo de tênis no dia a dia e também nos treinos com pesos. No entanto, o desenho do solado, o nível de amortecimento e o suporte lateral variam bastante entre modelos voltados para corrida, musculação e treinos funcionais. Entender essas diferenças ajuda a reduzir riscos de torções, sobrecargas e desconfortos.

Tênis – Créditos: depositphotos.com / Maxisports

Tênis de corrida serve para musculação?

A palavra-chave central nesse debate é tênis de corrida para musculação. De maneira geral, o calçado de corrida foi projetado para deslocamentos para frente, com ênfase em amortecimento e resposta de passada. Já na musculação, o foco está em estabilidade, base firme no chão e boa transferência de força durante exercícios como agachamento, levantamento terra e supino.

Isso significa que o tênis de corrida até pode ser utilizado em sessões leves de musculação, especialmente por iniciantes ou em treinos com máquinas, onde a exigência de equilíbrio é menor. Porém, em cargas mais altas ou em movimentos que exigem maior controle postural, o excesso de espuma e o solado muito macio podem dificultar o ajuste do centro de gravidade e alterar a mecânica do exercício.

Quais as diferenças entre calçados para corrida e para treino de força?

A comparação entre calçado de corrida e tênis para musculação começa pela estrutura do solado. Enquanto um busca absorver impacto, o outro prioriza firmeza. Alguns pontos chamam atenção:

  • Amortecimento: tênis de corrida costumam ter entressola alta, com espumas macias ou placas que reduzem o impacto na corrida. Na musculação, esse amortecimento em excesso pode criar instabilidade em exercícios de base.
  • Drop (diferença de altura entre calcanhar e antepé): modelos de corrida frequentemente apresentam drop mais elevado. Já calçados voltados ao treino de força tendem a ter drop baixo ou até solado plano, favorecendo distribuição uniforme do peso.
  • Suporte lateral: na corrida, o movimento é predominantemente linear. Já em treinos de academia, há deslocamentos laterais, mudanças rápidas de direção e estabilização em diferentes planos, exigindo reforço nas laterais do tênis.
  • Rigidez do solado: solados mais rígidos aumentam a estabilidade na hora de empurrar o chão em exercícios de força. Tênis de corrida geralmente são mais flexíveis para facilitar a transição da passada.

Por isso, muitos fabricantes oferecem linhas específicas chamadas de “training”, “gym” ou “cross training”, que buscam um equilíbrio entre amortecimento moderado e boa firmeza para suportar desde exercícios com peso até atividades aeróbicas curtas.

Quando usar tênis de corrida na musculação faz sentido?

Embora não seja a combinação mais indicada para todos os contextos, há situações em que o tênis de corrida na academia pode ser funcional. Em treinos focados em esteira, bicicleta, elíptico ou circuitos com pouco peso, o amortecimento extra tende a trazer conforto e proteção contra impactos repetitivos.

Alguns cenários em que o tênis de corrida pode ser considerado adequado:

  1. Treinos iniciais de musculação: pessoas em fase de adaptação, utilizando cargas moderadas e muitas máquinas guiadas, podem manter o calçado de corrida sem grandes prejuízos.
  2. Sessões combinadas de corrida e musculação leve: quem faz primeiro uma corrida e depois exercícios simples pode priorizar um tênis de corrida versátil, desde que evite cargas muito altas.
  3. Exercícios de membros superiores sentados ou deitados: em movimentos como supino, remada ou desenvolvimento em máquinas, a demanda de estabilidade dos pés é menor.

Mesmo nessas situações, o ideal é ficar atento a sinais de desconforto nos joelhos, tornozelos e lombar, avaliando se o calçado está contribuindo para uma base segura durante os movimentos.

Como escolher o melhor calçado para treinar musculação?

Para quem pratica treino de força com regularidade, especialmente com exercícios livres e cargas mais elevadas, a escolha de um calçado estável tende a ser mais interessante do que o uso exclusivo de tênis de corrida. Alguns critérios podem ajudar nessa seleção:

  • Solado mais plano e firme: melhora a sensação de contato com o solo e a transferência de força.
  • Amortecimento moderado: suficiente para conforto, mas sem comprometer a estabilidade.
  • Boa aderência: evita escorregões em pisos de borracha ou áreas mais lisas da academia.
  • Ajuste seguro no pé: cadarço eficiente e estrutura que impeça o pé de “dançar” dentro do tênis.

Em modalidades específicas, como levantamento olímpico, alguns atletas optam por calçados ainda mais rígidos, com salto levemente elevado no calcanhar e travas adicionais, focados exclusivamente em agachamentos profundos e movimentos técnicos.

Vale a pena ter um tênis para corrida e outro para musculação?

A decisão de separar um tênis para correr e outro para treinar musculação depende de frequência de treino, tipo de exercício e orçamento disponível. Para quem corre várias vezes na semana e também realiza treinos intensos de força, a divisão tende a preservar melhor a estrutura dos calçados e a oferecer características mais adequadas para cada atividade.

De forma prática, muitas pessoas adotam a seguinte estratégia:

  1. Utilizar um tênis de corrida principal, reservado às corridas e caminhadas.
  2. Manter um tênis de treino com solado mais estável para musculação, aulas de funcional e exercícios com peso.
  3. Substituir o calçado de corrida para uso em treinos gerais quando ele já não apresenta o mesmo desempenho para correr, estendendo a vida útil como tênis “secundário” para a academia.

Com essas escolhas, a pessoa ajusta o calçado às exigências de cada modalidade, reduzindo o desgaste prematuro do tênis de corrida e favorecendo uma base mais segura na musculação. O ponto central não é proibir o uso do tênis de corrida na academia, mas compreender em quais contextos ele é adequado e quando um modelo específico para treino de força se torna uma opção mais alinhada às demandas do corpo.

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Os 3 exercícios simples para aliviar dor no pescoço e ombros, relaxar e remover a tensão da nuca

A dor no pescoço e nos ombros é, muitas vezes, o resultado de horas de compressão muscular devido ao uso de telemóveis e computadores. Este guia prático foca-se na descompressão das vértebras e na libertação do trapézio, utilizando técnicas de baixo impacto que podem ser feitas em qualquer lugar.

Especialistas em ergonomia sugerem que estas pausas ativas sejam feitas pelo menos duas vezes ao dia. Ao realizar estes movimentos, você estimula a circulação sanguínea e interrompe o ciclo de dor causado pela postura estática, garantindo mais bem-estar e produtividade.

1. Retração Cervical (Chin Tuck) para alinhar a coluna

Este exercício é essencial para corrigir o “pescoço de texto” (quando a cabeça fica projetada para a frente). Ele fortalece os músculos profundos que sustentam a base do crânio.

Movimento de retração cervical
Movimento de retração cervical
  • Como fazer: Sentado com as costas direitas, olhe para a frente. Sem inclinar o queixo para cima ou para baixo, deslize a cabeça para trás, criando um “queixo duplo”.
  • Duração: Mantenha por 5 segundos e relaxe. Repita 10 vezes.
  • Dica: Imagine que uma corda está a puxar o topo da sua cabeça em direção ao teto enquanto recolhe o queixo.

2. Alongamento do Trapézio Superior para relaxar os ombros

O trapézio é o músculo que mais acumula tensão emocional e postural. Este alongamento ajuda a baixar os ombros e a libertar o fluxo de oxigénio para a região cervical.

Alongamento de trapezio
Alongamento de trapezio
  • Como fazer: Coloque a mão direita sobre a orelha esquerda e puxe suavemente a cabeça em direção ao ombro direito. Mantenha o ombro esquerdo relaxado e “pesado”.
  • Duração: Segure por 30 segundos em cada lado.
  • Importante: Respire profundamente durante o processo; a expiração ajuda as fibras musculares a relaxarem mais profundamente.

3. Rotação de Escápulas para mobilidade total

Muitas dores no pescoço começam na falta de movimento das escápulas (as “asas” das costas). Este exercício lubrifica a articulação do ombro e alivia a carga sobre a cervical.

  • Como fazer: Faça círculos lentos e amplos com os ombros. Leve-os lá em cima (perto das orelhas), depois bem para trás (apertando as escápulas) e deixe-os cair.
  • Repetição: Faça 10 círculos para trás e 10 para a frente.
  • Dica de Especialista: Tente manter os braços relaxados ao lado do corpo para que o esforço seja focado apenas nos músculos das costas.

FAQ: Dúvidas comuns sobre dores posturais

Com que frequência devo fazer estes exercícios? Para quem trabalha sentado, o ideal é realizar esta sequência a cada 2 ou 3 horas. A consistência é mais importante do que a intensidade.

Posso fazer os exercícios se estiver com dor aguda? Se a dor for uma “pontada” forte ou se houver formigueiro nos braços, interrompa e consulte um médico. Estes movimentos são preventivos e para alívio de tensão muscular leve a moderada.

O calor ajuda no processo? Sim, aplicar uma bolsa de água quente na região antes de iniciar os exercícios pode ajudar a relaxar os tecidos e tornar o alongamento mais eficaz.

A dor no seu joelho pode se tornar uma cirurgia necessária por deixar de lado este músculo esquecido

É um ciclo frustrante que muitos pacientes conhecem bem: o joelho começa a doer, você faz compressa, toma anti-inflamatório, a dor alivia, mas volta com força total assim que você tenta correr, subir uma escada ou agachar. A culpa geralmente recai sobre o menisco, a patela ou a cartilagem, mas a fisioterapia baseada em evidências aponta que, na grande maioria dos casos, o seu joelho é apenas uma vítima.

O verdadeiro culpado costuma estar um andar acima, na região do quadril. Um músculo específico e frequentemente ignorado nos treinos de academia — o glúteo médio — é o grande responsável pela estabilidade da sua perna. Quando ele “dorme” ou está fraco, o joelho paga o preço.

O joelho é uma dobradiça (e ele só obedece ordens)

Para entender por que o joelho sofre, precisamos olhar para a biomecânica de forma simples. O joelho é uma articulação que funciona basicamente como uma dobradiça: ele foi desenhado para dobrar e esticar (flexão e extensão). Ele não foi feito para girar excessivamente ou sambar para os lados.

Representação de diagnóstico de dor de joelho na Avanttos
Entenda por que tratar apenas o local da dor é um erro comum e descubra como o “músculo estabilizador do quadril” é a chave para uma articulação saudável.

Quem controla a direção da perna são duas articulações vizinhas: o tornozelo (embaixo) e, principalmente, o quadril (em cima).

Se o quadril não tiver estabilidade, o fêmur (osso da coxa) roda internamente e o joelho “cai” para dentro durante o movimento. Esse colapso é chamado tecnicamente de valgo dinâmico. É nesse momento que a patela raspa na cartilagem de forma errada, gerando a famosa condromalácia, tendinites e dores agudas na parte anterior.

O papel do Glúteo Médio: o estabilizador invisível

Aqui entra a estrela da recuperação: o glúteo médio. Localizado na lateral do quadril (diferente do glúteo máximo, que dá volume), a função dele não é estética, mas funcional. Ele é o “piloto” que impede que a sua bacia despenque para o lado quando você tira um pé do chão para caminhar.

Teste para descorbrir causa de dor
Se você fizer um teste simples na frente do espelho — ficar em um pé só — e seu joelho virar para dentro ou seu tronco tombar para o lado oposto, é um sinal de alerta: seu glúteo médio está inativo.

Uma meta-análise recente com 1.066 pacientes mostrou que o fortalecimento do quadril foi significativamente mais efetivo que o fortalecimento do joelho na redução da dor. Ao “acordar” esse músculo, você tira a sobrecarga mecânica do joelho. É como alinhar os pneus de um carro: parar de trocar o pneu (tratar a dor local) e corrigir a direção (fortalecer o quadril).

Por que apenas “fazer agachamento” não resolve

Muitas pessoas tentam fortalecer as pernas na academia, mas focam apenas no quadríceps (coxa) com exercícios como leg press ou agachamento tradicional. Embora importantes, esses movimentos, se feitos sem supervisão, podem até piorar a dor se o glúteo médio não estiver ativado antes.

A reabilitação exige exercícios que desafiem a estabilidade lateral, como a “abdução de quadril”, a “ostra” ou passadas com elásticos (minibands). Porém, a execução precisa ser cirúrgica. Fazer o movimento compensando com a coluna lombar pode criar um novo problema nas costas em vez de salvar o joelho.

Avaliação biomecânica em Curitiba: o diferencial para a cura

Saber que o quadril é importante é o primeiro passo, mas a “receita de bolo” da internet muitas vezes falha porque não considera a pisada e o alinhamento individual do paciente. O que funciona para um corredor pode lesionar um idoso com artrose.

Profissional da saúde realizando procedimento com idosa em consultório
Atendimento fisioterapêutico na Avanttos

É aqui que a fisioterapia especializada se diferencia. Em Curitiba, a Clínica Avanttos (localizada no Bacacheri) trabalha justamente com essa visão investigativa. Em vez de focar apenas em aparelhos para alívio momentâneo, a equipe realiza uma avaliação funcional para identificar se a falha mecânica vem do pé, do quadril ou da postura.

Se você mora na região e está cansado de tratamentos que não resolvem a causa raiz, vale a pena agendar uma avaliação na Avanttos. Com foco em terapia manual, Pilates terapêutico e correção do gesto esportivo, o objetivo é ensinar seu corpo a se mover de forma inteligente para que o joelho deixe, finalmente, de ser a vítima.

Como identificar e tratar dor no nervo ciático

Dor Ciática é um termo usado para descrever um tipo de dor que se espalha ao longo do trajeto do nervo ciático, que começa na região lombar, passa pelo quadril, nádegas e pode seguir até o pé. Em muitos casos, a pessoa sente uma dor que pode ser queimação, choque, formigamento ou sensação de peso na perna. Esse desconforto costuma aparecer de um lado do corpo e pode interferir em atividades simples do dia a dia, como caminhar, sentar ou levantar da cama.

Na prática, a Dor Ciática não é uma doença em si, mas um sintoma de que algo está irritando ou comprimindo o nervo ciático. Entre as causas mais comuns estão hérnia de disco na coluna lombar, desgaste natural das articulações, espasmos musculares e alterações posturais. Em 2025, ainda é um dos motivos mais frequentes de afastamento do trabalho por dor lombar e de procura por atendimento em pronto-socorros e consultórios de fisioterapia.

O que é Dor Ciática e como ela se manifesta?

A expressão dor ciática costuma ser usada quando a dor começa na região lombar ou glútea e desce pela parte de trás da coxa, podendo alcançar a panturrilha e o pé. Esse quadro está ligado à irritação do nervo ciático, o maior nervo do corpo humano. A intensidade da dor varia bastante: algumas pessoas relatam desconforto leve e intermitente; outras, dor forte, que limita movimentos simples e impede permanecer muito tempo em pé ou sentado.

Além da dor que irradia pela perna, podem surgir formigamentos, sensação de “agulhadas”, perda leve de força ou dificuldade para realizar movimentos finos com o pé. Ficar muito tempo parado na mesma posição, levantar peso de forma inadequada ou movimentos bruscos podem agravar o quadro. Em situações mais graves, a dor ciática vem acompanhada de perda de força importante, alterações de sensibilidade intensas e, raramente, alterações no controle da bexiga ou do intestino, situações que exigem avaliação médica imediata.

Dor ciática: principais causas e fatores de risco

A dor no nervo ciático geralmente surge quando alguma estrutura comprime ou inflama esse nervo. Entre as causas mais frequentes estão a hérnia de disco lombar, em que parte do disco entre as vértebras se projeta e pressiona o nervo, e a estenose do canal vertebral, um estreitamento do espaço por onde passam as raízes nervosas. Alterações na musculatura, como contraturas intensas no glúteo ou no piriforme, também podem gerar irritação do nervo, sendo conhecidas como síndrome do piriforme.

Alguns fatores de risco tornam a dor ciática mais provável: sedentarismo, sobrepeso, trabalhos que exigem carregar peso com frequência, longos períodos sentado, principalmente sem apoio adequado da lombar, e tabagismo. O envelhecimento natural contribui para desgastes na coluna, o que aumenta as chances de compressão do nervo ciático. Ainda assim, adultos jovens com hábitos inadequados de postura, como trabalhar muitas horas ao computador ou no celular, também aparecem com frequência entre os casos de ciatalgia.

  • Sedentarismo: reduz a força dos músculos que protegem a coluna.
  • Excesso de peso: aumenta a carga nas vértebras lombares.
  • Postura inadequada: permanecer curvado por longos períodos.
  • Movimentos repetitivos: levantar ou torcer o tronco de forma incorreta.

Quais exercícios para dor ciática podem ajudar em casa?

Exercícios simples podem auxiliar no alívio da dor ciática quando realizados com cuidado e orientação adequada. O objetivo desses movimentos é alongar a musculatura da região lombar, do quadril e da parte posterior da perna, além de ativar músculos que estabilizam a coluna. Em geral, recomenda-se começar com exercícios leves, sem forçar a amplitude, observando sempre se a dor não aumenta durante ou após a prática.

Dor na perna -Créditos: depositphotos.com / marinesea

É importante que qualquer rotina de atividade para aliviar a dor do nervo ciático seja adaptada à condição física de cada pessoa. Não é indicado reproduzir treinos intensos vistos nas redes sociais sem avaliação prévia. Para quem já recebeu diagnóstico médico e autorização para praticar exercícios, algumas opções caseiras costumam ser utilizadas como apoio no controle dos sintomas.

Passo a passo de exercícios para aliviar a dor ciática em casa

A seguir, alguns exemplos de movimentos frequentemente indicados por profissionais de saúde para auxiliar no alívio da dor ao longo do nervo ciático. A intensidade deve ser ajustada, e qualquer piora importante do quadro é sinal para interromper a prática e buscar avaliação especializada.

  1. Alongamento de joelho ao peito
    • Deitar de barriga para cima, em superfície firme e confortável.
    • Flexionar uma perna e trazer suavemente o joelho em direção ao peito, usando as mãos para apoiar.
    • Manter o alongamento por cerca de 20 a 30 segundos, respirando de forma calma.
    • Retornar devagar e repetir com a outra perna, fazendo de 3 a 5 repetições de cada lado.
  2. Alongamento do piriforme sentado
    • Sentar em uma cadeira, com os pés apoiados no chão.
    • Cruzar o tornozelo da perna dolorida sobre o joelho da perna oposta.
    • Inclinar o tronco levemente à frente, mantendo as costas retas, até sentir um alongamento no glúteo.
    • Segurar por 20 a 30 segundos e repetir de 3 a 5 vezes.
  3. Alongamento de isquiotibiais em pé
    • Apoiar o calcanhar da perna alongada em um degrau baixo ou cadeira firme.
    • Manter o joelho levemente flexionado e o pé apontado para cima.
    • Inclinar o tronco um pouco à frente, sem curvar demais a coluna, até sentir alongar a parte de trás da coxa.
    • Segurar por 20 segundos, trocando as pernas, com 3 repetições de cada lado.
  4. Fortalecimento leve da lombar em quatro apoios
    • Ficar em posição de quatro apoios, com mãos abaixo dos ombros e joelhos abaixo do quadril.
    • Contrair o abdômen, mantendo a coluna neutra.
    • Elevar um braço e a perna oposta lentamente, alinhando com o tronco, sem forçar.
    • Segurar de 3 a 5 segundos, retornar e alternar os lados, fazendo de 8 a 10 repetições.

Cuidados, sinais de alerta e hábitos que protegem o nervo ciático

Mesmo com a prática de exercícios para dor ciática em casa, alguns cuidados gerais são importantes. Manter pausas ao longo do dia para se levantar e caminhar um pouco, ajustar a altura da cadeira e da tela do computador e evitar ficar curvado por longos períodos ajuda a reduzir a sobrecarga na lombar. Atividades regulares de baixo impacto, como caminhada leve, bicicleta ergométrica ou hidroginástica, costumam ser aliadas na prevenção de novas crises.

Existem, porém, sinais de alerta que indicam necessidade de atendimento médico imediato, como dor ciática associada a perda acentuada de força na perna, dificuldade para andar, alteração importante de sensibilidade na região do períneo ou perda do controle urinário ou intestinal. Em situações assim, o quadro pode indicar compressão mais séria das estruturas nervosas, exigindo avaliação rápida. Fora desses casos de urgência, a combinação de orientação profissional, ajustes de postura e exercícios regulares tende a ser uma estratégia importante para manter o nervo ciático menos irritado e reduzir episódios de dor ao longo do tempo.

Este artigo foi revisado por: Dra Celia Sandrini

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Como saber se sua postura está desalinhada

Postura Incorreta é um conjunto de hábitos de posicionamento do corpo que, ao longo do tempo, pode sobrecarregar músculos, articulações e ligamentos. Em geral, surge de pequenas compensações diárias: sentar torto na cadeira, olhar para o celular com a cabeça baixa ou ficar muito tempo em pé sempre apoiando o peso em uma perna só. Esses comportamentos, quando repetidos, tendem a alterar o alinhamento natural da coluna e influenciam diretamente o movimento.

Identificar se a postura precisa de ajuste não exige, necessariamente, equipamentos sofisticados. Observações simples diante do espelho, atenção à forma de caminhar e à sensação de cansaço no fim do dia já fornecem pistas importantes. Em muitos casos, dores recorrentes no pescoço, nos ombros ou na região lombar sinalizam que o corpo está compensando desequilíbrios posturais e que o movimento cotidiano já não ocorre com tanta eficiência.

O que é Postura Incorreta no dia a dia?

A expressão Postura Incorreta é usada para descrever posições do corpo que se afastam do alinhamento considerado funcional para a coluna, cabeça, ombros, quadris e joelhos. Não se trata de uma imobilidade rígida, mas da maneira como o corpo se organiza em repouso e em movimento. Quando essa organização foge muito do padrão anatômico, a distribuição de carga fica desigual, o que aumenta o esforço de determinadas regiões.

Entre as alterações mais frequentes estão ombros projetados para frente, cabeça avançada em relação ao tronco, curva lombar acentuada ou, ao contrário, muito reta. Também é comum observar joelhos sempre semifletidos e pés voltados para dentro ou para fora de forma exagerada. Esses detalhes, somados, podem modificar a forma de andar, correr, trabalhar e até dormir, afetando o desempenho em tarefas simples.

Postura Incorreta – Créditos: depositphotos.com / Sandalphonarts

Além dos fatores ligados ao hábito, elementos como mobiliário inadequado, uso prolongado de telas e calçados pouco estáveis tendem a reforçar a má postura. Crianças e adolescentes, por exemplo, podem adquirir padrões posturais alterados ainda na escola, carregando mochilas pesadas em um ombro só ou permanecendo várias horas sentados sem apoio adequado.

Como saber se a postura precisa de ajuste?

Reconhecer se a postura precisa de correção começa com uma análise básica do corpo em pé e sentado. Diante de um espelho de corpo inteiro, é possível observar se a cabeça está inclinada para um lado, se um ombro parece mais alto que o outro ou se a linha da cintura foge da horizontal. A palavra-chave aqui é simetria funcional, não perfeição estética. Assimetrias muito evidentes costumam indicar sobrecarga de um dos lados.

Alguns sinais costumam aparecer com frequência em pessoas com postura inadequada:

  • Dores ou rigidez frequente em pescoço, ombros e região lombar.
  • Sensação de cansaço ao permanecer sentado ou em pé por pouco tempo.
  • Hábito de cruzar sempre a mesma perna ao sentar.
  • Cabeça constantemente projetada para frente ao usar computador ou celular.
  • Marcas de apoio exagerado nos ombros pelo uso de mochilas ou bolsas pesadas.

Observações durante a caminhada também ajudam. Passadas muito curtas, balanço lateral exagerado do tronco ou pés que “arrastam” no chão podem indicar compensações posturais. Em caso de dúvidas, avaliações com fisioterapeutas, educadores físicos ou médicos especializados permitem um estudo mais detalhado do alinhamento e do padrão de movimento.

Postura e movimento: qual a relação prática?

A relação entre postura e movimento é direta: o modo como o corpo se organiza parado influencia a forma como se move. Uma postura inadequada pode limitar a amplitude de certos gestos, aumentar o gasto de energia e diminuir a eficiência de atividades simples, como subir escadas ou carregar sacolas. Já um alinhamento mais equilibrado favorece movimentos coordenados e reduz a sobrecarga nas articulações.

No contexto diário, pequenos ajustes posturais podem transformar a experiência de movimento. Ajustar a altura da cadeira, aproximar a tela do computador para evitar que a cabeça avance demais, ou distribuir melhor o peso ao ficar em pé são exemplos de correções acessíveis. A ideia não é manter o corpo estático, mas permitir que ele alterne posições de forma segura e consciente.

  1. Ao sentar: buscar apoio completo das costas, pés totalmente apoiados no chão e quadris alinhados com os joelhos.
  2. Ao usar o celular: elevar o aparelho à altura dos olhos, evitando curvar o pescoço excessivamente.
  3. Ao ficar em pé: distribuir o peso entre as duas pernas, evitando apoiar sempre no mesmo lado.
  4. Ao carregar peso: preferir mochilas com duas alças ou dividir o peso em mais de uma bolsa.

Quais cuidados ajudam a melhorar a Postura Incorreta?

Adotar hábitos que protejam a coluna e favoreçam o alinhamento do corpo é uma das formas mais eficazes de reduzir o impacto da Postura Incorreta. A prática regular de atividades físicas orientadas, como caminhadas, fortalecimento muscular e alongamentos, contribui para dar suporte à coluna e melhorar a mobilidade das articulações.

Outros cuidados simples podem ser incorporados à rotina:

  • Fazer pausas a cada 40 a 60 minutos de trabalho sentado ou em pé.
  • Alterar de tempos em tempos a posição de apoio dos braços e das pernas.
  • Ajustar cadeira, mesa e tela de computador à altura do corpo.
  • Preferir calçados estáveis, que ofereçam bom apoio aos pés.
  • Buscar orientação profissional em caso de dor persistente ou limitações de movimento.

A postura, portanto, não é algo fixo, mas um comportamento que se constrói ao longo do tempo. Ao reconhecer sinais de desalinhamento e relacioná-los ao modo como o corpo se movimenta, torna-se possível adotar estratégias mais adequadas para preservar articulações, músculos e ligamentos, favorecendo uma rotina de movimentos mais eficientes e confortáveis.to estático, quando desejado, ajudando a cuidar da flexibilidade e do bem-estar muscular ao longo do tempo.

Este artigo foi revisado por: Dra Celia Sandrini

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Como melhorar o equilíbrio com exercícios simples

O interesse pelo Equilíbrio Corporal vem crescendo em academias, consultórios e até em casa, onde muitas pessoas buscam maneiras simples de se movimentar com mais segurança. Em 2025, exercícios para melhorar a estabilidade são recomendados não apenas para atletas, mas também para quem passa muitas horas sentado ou tem histórico de quedas. Nesse cenário, o treinamento proprioceptivo aparece como uma ferramenta acessível e adaptável a diferentes rotinas de atividade física.

Enquanto a força muscular costuma receber destaque em treinos tradicionais, o equilíbrio nem sempre é tratado com a mesma prioridade. Especialistas, porém, apontam que estabilidade, coordenação e consciência corporal são fatores decisivos para prevenir lesões e manter a autonomia nas tarefas diárias. Assim, entender como a propriocepção atua e de que forma pode ser treinada ajuda a organizar um programa mais completo e funcional.

O que é equilíbrio e por que ele importa tanto quanto a força?

Equilíbrio é a capacidade do corpo de manter postura estável, seja parado, em movimento lento ou durante ações rápidas, como mudanças de direção. Já a força está relacionada à capacidade de gerar tensão muscular para levantar, empurrar ou sustentar cargas. Em atividades reais do dia a dia, esses dois componentes atuam juntos. Subir escadas, carregar compras ou caminhar em um piso irregular exigem força nos músculos e controle postural ao mesmo tempo.

Quando apenas a força é treinada, sem atenção à estabilidade, o corpo pode até suportar cargas mais altas, mas fica mais vulnerável a torções, desequilíbrios e sobrecargas em articulações. O equilíbrio bem desenvolvido auxilia na distribuição adequada das forças, melhorando o alinhamento de joelhos, quadris e coluna. Dessa forma, a combinação entre força e estabilidade passa a ser vista como um dos pilares de um corpo funcional, capaz de reagir a imprevistos sem perder o controle.

Equilíbrio é tão importante quanto a força no treino diário?

A discussão sobre se o equilíbrio é tão importante quanto a força não se limita a atletas de alto rendimento. Em idosos, por exemplo, a redução da estabilidade aumenta o risco de quedas e fraturas, mesmo quando a força ainda é razoável. Em praticantes de musculação, a falta de controle corporal pode comprometer a execução dos exercícios, diminuindo o rendimento e elevando a chance de lesão. Isso mostra que o equilíbrio não é apenas um complemento, mas um componente central do condicionamento físico.

Um programa de treino que coloca estabilidade e força no mesmo nível de prioridade tende a promover resultados mais consistentes. O corpo passa a responder melhor a movimentos complexos, como agachamentos, saltos e mudanças rápidas de direção. Além disso, a coordenação melhora, o que facilita tarefas simples, como caminhar em superfícies irregulares, descer calçadas ou permanecer em pé por longos períodos sem fadiga excessiva.

  • Melhor controle das articulações em movimentos amplos
  • Redução de torções em tornozelos e joelhos
  • Apoio mais seguro para exercícios de força com carga
  • Maior confiança em atividades cotidianas que exigem estabilidade

O que é treinamento proprioceptivo simples?

treinamento proprioceptivo trabalha a capacidade do corpo de perceber a posição das articulações e ajustar automaticamente a postura. Essa percepção interna, chamada de propriocepção, envolve receptores presentes em músculos, tendões e ligamentos. Ao estimular esses sensores com exercícios específicos, o sistema nervoso passa a reagir com mais rapidez e precisão a mudanças de apoio, desequilíbrios e impactos.

Equilíbrio Corporal – Créditos: depositphotos.com / IgorVetushko

Um treino proprioceptivo simples não exige aparelhos sofisticados. É possível começar apenas com o peso do próprio corpo, em espaços pequenos, como uma sala ou quintal. O foco está em desafiar o equilíbrio de forma progressiva, respeitando o nível de cada pessoa. Pequenas variações de base de apoio, instabilidade controlada e mudanças de direção já são suficientes para ativar o sistema proprioceptivo e gerar adaptações relevantes.

Como praticar treinamento proprioceptivo simples em casa?

Para inserir exercícios de equilíbrio no cotidiano, a recomendação é iniciar com movimentos básicos e aumentar a dificuldade de forma gradual. Pessoas com limitações, dor ou histórico de lesões devem buscar orientação profissional antes de intensificar o treino. Ainda assim, algumas estratégias simples podem ser adotadas na rotina para estimular a propriocepção sem equipamentos complexos.

  1. Apoio unipodal estático
    • Ficar em pé sobre uma perna só, mantendo a outra levemente flexionada.
    • Segurar entre 15 e 30 segundos e trocar o lado.
    • Para aumentar o desafio, realizar o exercício perto de uma parede e tentar não usar o apoio.
  2. Apoio unipodal com movimento
    • Manter-se em uma perna e movimentar a outra para frente, para trás e para os lados.
    • Os braços podem acompanhar o movimento, como se desenhassem um círculo no ar.
    • Executar de 8 a 10 repetições por perna.
  3. Caminhada em linha imaginária
    • Simular uma linha reta no chão, colocando um pé exatamente à frente do outro.
    • Dar de 10 a 15 passos, mantendo o olhar à frente e não para o piso.
    • Para aumentar a dificuldade, reduzir a velocidade da caminhada.
  4. Agachamento com foco em estabilidade
    • Realizar agachamentos lentos, concentrando-se na distribuição do peso nos dois pés.
    • Evitar que os joelhos girem para dentro ou para fora.
    • Fazer de 8 a 12 repetições, priorizando o controle do movimento, não a profundidade.

Como integrar equilíbrio e força em um mesmo treino?

A combinação de força muscular e equilíbrio pode ser feita em sessões curtas durante a semana. Uma estratégia comum é alternar exercícios de estabilidade com movimentos tradicionais de musculação ou treinos funcionais. Dessa forma, o sistema nervoso se adapta a situações em que precisa sustentar cargas e, ao mesmo tempo, manter o corpo estável.

Um exemplo prático é organizar a sessão em blocos, como agachamento com carga seguido de apoio unipodal estático, ou remada com elástico combinada com caminhada em linha. Outra possibilidade é usar a propriocepção como aquecimento, preparando articulações e músculos para esforços maiores. Com o tempo, a tendência é que gestos simples, como levantar-se da cadeira, subir escadas ou caminhar por trajetos mais longos, se tornem mais seguros e eficientes, mostrando na prática como o equilíbrio é tão relevante quanto a força no dia a dia.

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Fortalecer o glúteo alivia dor no joelho e na lombar

O fortalecimento do glúteo, especialmente do Glúteo Médio, tem se tornado um ponto central em treinos, reabilitação e prevenção de dores musculoesqueléticas. Esse músculo, localizado na lateral do quadril, participa diretamente da estabilidade do corpo durante a caminhada, corrida e em atividades simples do dia a dia. Quando ele está fraco, outras estruturas, como joelhos e coluna, tendem a ser mais exigidas.

Profissionais de fisioterapia e educação física observam, com frequência, que indivíduos com dor no joelho ou desconforto lombar apresentam algum grau de déficit de força na região do quadril. Nesses casos, o Glúteo Médio assume papel estratégico. Ao ser fortalecido, esse grupo muscular contribui para um alinhamento mais adequado dos membros inferiores, o que pode reduzir sobrecarga nas articulações.

O que é o glúteo médio e por que ele é tão importante?

glúteo médio é um músculo localizado na parte lateral do quadril, abaixo da crista ilíaca. Sua principal função é promover a abdução do quadril, ou seja, afastar a perna do eixo central do corpo, além de auxiliar na rotação e, sobretudo, na estabilização da pelve durante o apoio de uma perna só. Esse papel estabilizador é fundamental ao caminhar, subir escadas, correr ou permanecer em pé em superfícies irregulares.

Quando o glúteo médio apresenta boa força e resistência, a pelve permanece alinhada, o tronco não precisa compensar e o joelho tende a se manter em um eixo mais estável. Por outro lado, um glúteo médio enfraquecido pode gerar movimento excessivo do fêmur para dentro ou para fora, alterando a mecânica dos membros inferiores e exigindo mais dos ligamentos, meniscos e coluna lombar.

Como o fortalecimento do glúteo protege o joelho?

saúde do joelho está diretamente relacionada ao posicionamento do fêmur e da tíbia durante o movimento. O glúteo médio atua como um “guia” desse alinhamento, ajudando a manter o joelho apontado para frente e reduzindo movimentos de valgo (quando o joelho entra para dentro). Em atividades como agachar, correr ou saltar, a força do glúteo médio contribui para que o joelho não sofra torções desnecessárias.

Algumas situações em que o fortalecimento do glúteo médio pode ser relevante para o joelho incluem:

  • Prática de corrida ou caminhada em longa distância;
  • Atividades que envolvem saltos, mudanças rápidas de direção e giros;
  • Histórico de dor na parte anterior do joelho ou na região ao redor da patela;
  • Cirurgias no joelho, nas quais o quadril passa a ser foco de reabilitação.

Ao atuar como estabilizador do quadril, o glúteo médio auxilia na distribuição de cargas de forma mais equilibrada. Dessa forma, estruturas como cartilagem, ligamentos e tendões do joelho tendem a sofrer menos estresse mecânico repetitivo.

Fortalecer o glúteo ajuda na saúde da coluna?

A relação entre glúteo médio e coluna passa, principalmente, pela estabilidade pélvica. A pelve funciona como uma espécie de “ponte” entre a coluna e os membros inferiores. Quando o quadril é estável, a região lombar precisa fazer menos compensações para manter o corpo em equilíbrio.

Em casos de fraqueza do glúteo médio, costumam ser observados:

  • Inclinação excessiva do tronco para um dos lados durante a marcha;
  • Desalinhamento da pelve, gerando sobrecarga nos músculos lombares;
  • Maior recrutamento da musculatura paravertebral para manter a postura;
  • Padrões de movimento mais rígidos ou assimétricos nas atividades diárias.

O fortalecimento do glúteo, associado a um trabalho de mobilidade de quadril e fortalecimento do core, pode colaborar para uma coluna mais estável. Isso não significa ausência de dor garantida, mas representa um dos pilares importantes em programas de prevenção e tratamento de queixas lombares.

Quais exercícios fortalecem melhor o glúteo médio?

A escolha de exercícios para o fortalecimento do glúteo médio costuma incluir movimentos em cadeia cinética fechada (com o pé apoiado) e aberta (perna livre). Em geral, profissionais indicam combinações de ambos para melhorar força, resistência e controle motor. Entre os exercícios mais conhecidos estão elevações laterais de perna, abdução de quadril com elástico e variações de agachamento.

Alguns exemplos de exercícios frequentemente utilizados são:

  1. Abdução de quadril em decúbito lateral: pessoa deitada de lado, elevando a perna de cima, mantendo o tronco alinhado.
  2. Caminhada lateral com elástico: elástico posicionado acima dos joelhos ou nos tornozelos, passos laterais controlados.
  3. Agachamento com foco em alinhamento de joelhos: atenção ao eixo joelho-pé, evitando que os joelhos se aproximem.
  4. Elevação pélvica unilateral: apoio em um pé só, elevando o quadril, o que exige bastante controle do glúteo.

A intensidade, frequência e progressão desses exercícios devem ser adaptadas a cada pessoa, considerando nível de condicionamento, presença de dor e recomendações de profissionais habilitados.

Agachamento – Créditos: depositphotos.com / DragonImages

Como incluir o fortalecimento do glúteo na rotina de forma segura?

Para incorporar o treino de glúteo médio na rotina, muitas pessoas optam por sessões curtas, de duas a três vezes por semana, intercaladas com outros tipos de atividade física. Uma estratégia comum é incluir alguns exercícios específicos de quadril no aquecimento ou no final do treino, priorizando a qualidade do movimento e não apenas o número de repetições.

Alguns cuidados gerais podem ajudar na segurança do treino:

  • Iniciar com cargas leves ou apenas com o peso do corpo;
  • Respeitar limites de dor, evitando movimentos que causem desconforto intenso;
  • Buscar orientação profissional em casos de lesões prévias no joelho, quadril ou coluna;
  • Associar o fortalecimento do glúteo a exercícios para core, coxa e tornozelos, favorecendo equilíbrio global.

Dessa maneira, o fortalecimento do glúteo médio deixa de ser apenas um componente estético do treino e passa a ser encarado como parte de uma estratégia ampla para proteção do joelho, estabilidade da coluna e maior segurança nos movimentos do dia a dia.

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Como proteger a lombar ao levantar objetos

Carregar Peso no dia a dia, como sacolas de supermercado, mochilas ou caixas, costuma fazer parte da rotina de muitas pessoas. Quando esse esforço é feito sem atenção à postura, aumentam os riscos de dores lombares, tensão muscular e lesões que podem limitar atividades simples. Por isso, entender Como Levantar Peso Sem Machucar As Costas deixou de ser um tema restrito a ambientes de trabalho e passou a ser assunto de saúde cotidiana.

A ergonomia funcional propõe justamente adaptar os movimentos do corpo às tarefas diárias, respeitando limites físicos e reduzindo sobrecargas. Ao aplicar princípios ergonômicos em ações comuns, como pegar um objeto no chão ou erguer sacolas pesadas do carro, a pessoa consegue proteger a coluna, melhorar a distribuição de esforço e diminuir ao máximo a chance de machucar a região lombar.

Como levantar peso sem machucar as costas?

A expressão Como Levantar Peso Sem Machucar As Costas resume uma série de cuidados que envolvem postura, técnica e planejamento do movimento. Em vez de apenas “curvar o tronco e puxar o peso”, a recomendação é alinhar a coluna, usar mais a força das pernas e organizar o ambiente para facilitar o transporte. Essa combinação ajuda a preservar as articulações e os músculos que sustentam a lombar.

Na prática, a ergonomia funcional indica alguns passos básicos antes de erguer qualquer carga: avaliar o peso, escolher a forma mais segura de segurar o objeto, aproximá-lo do corpo e evitar giros bruscos enquanto se está inclinado. Esses detalhes fazem diferença tanto em esforços repetitivos quanto em ações ocasionais, como ajudar em uma mudança ou carregar sacolas muito cheias.

Qual o passo a passo para uma ergonomia funcional ao levantar cargas?

Para colocar a ergonomia funcional em prática ao erguer sacolas pesadas, caixas ou outros volumes, alguns cuidados são considerados fundamentais. O objetivo é distribuir o esforço entre diferentes grupos musculares e manter a coluna em posição neutra, reduzindo a pressão sobre discos intervertebrais e ligamentos.

  1. Avaliar o peso antes de levantar
    Verificar se a carga é adequada à própria condição física, tentando deslocá-la levemente com as mãos ou com o pé. Se houver resistência excessiva, o ideal é reduzir o peso ou pedir ajuda.
  2. Aproximar o corpo do objeto
    Chegar o máximo possível perto da carga, evitando esticar os braços. Quanto menor a distância entre o peso e o tronco, menor a alavanca sobre a coluna.
  3. Flexionar quadris e joelhos
    Em vez de curvar apenas a lombar, recomenda-se dobrar os joelhos e empinar levemente o quadril, mantendo as costas alinhadas. Assim, glúteos e coxas assumem grande parte do trabalho.
  4. Manter a coluna neutra
    A coluna não deve ficar arqueada para frente. A ideia é conservar o alinhamento da cabeça com o tronco, olhando para frente ou levemente para baixo, sem forçar o pescoço.
  5. Segurar a carga com firmeza
    Garantir uma boa pega com as mãos, usando ambas sempre que possível. Pegadas instáveis aumentam o risco de quedas e movimentos repentinos.
  6. Erguer usando a força das pernas
    O movimento de subida é feito estendendo os joelhos e os quadris, empurrando o chão com os pés, enquanto o tronco apenas acompanha, ainda alinhado.
  7. Evitar torções com a coluna
    Se for necessário virar para o lado, o recomendado é girar todo o corpo em bloco, movendo os pés, em vez de torcer apenas a cintura com o peso nas mãos.
Como Levantar Peso Sem Machucar As Costas – Créditos: depositphotos.com / lawangdesign

Quais cuidados tomar ao carregar sacolas pesadas?

Ao transportar sacolas de compras ou mochilas, a ergonomia funcional sugere distribuir o peso e planejar a forma de carregá-lo. Em vez de concentrar tudo em um único braço, o ideal é repartir a carga entre os dois lados do corpo, sempre que possível. Isso reduz a inclinação lateral da coluna e o desequilíbrio muscular.

  • Dividir o peso: usar duas sacolas em vez de uma muito pesada, ou alternar os braços em trajetos mais longos.
  • Manter as sacolas próximas ao corpo: segurar os itens junto ao tronco, evitando braços estendidos, o que aumenta a sobrecarga lombar.
  • Preferir carrinhos ou mochilas com duas alças: sempre que houver opção de rodinhas ou mochila bem ajustada nos ombros, o impacto na coluna tende a ser menor.
  • Ajustar a altura das alças: no caso de mochilas, a parte inferior não deve ultrapassar muito a região lombar, evitando puxões nas costas.
  • Fazer pausas: em percursos longos ou com muitos lances de escada, intervalos curtos ajudam a aliviar a tensão dos músculos.

Como fazer o fortalecimento e quais hábitos que protegem a coluna no dia a dia?

Além da técnica correta ao erguer e transportar pesos, o fortalecimento muscular tem papel importante na proteção das costas. Músculos do abdômen, glúteos e região lombar funcionam como uma espécie de “cinturão natural” de sustentação. Quando estão condicionados, suportam melhor os esforços de levantar peso e suportar sacolas pesadas.

Entre as práticas recomendadas, destacam-se atividades físicas orientadas, alongamentos regulares e pausas em tarefas que exigem ficar muito tempo sentado ou em pé. Pequenas mudanças na organização da casa e do trabalho também contribuem, como armazenar objetos mais pesados em prateleiras intermediárias, reduzir o peso das sacolas e priorizar carrinhos ou auxiliares de transporte quando disponíveis.

Ao combinar ergonomia funcional, cuidado com a postura e fortalecimento muscular, torna-se mais seguro lidar com as diversas formas de carga presentes na rotina, preservando as costas e permitindo que as atividades diárias sejam realizadas com menos risco de lesões.

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Conheça a posição ideal para evitar dores no sono

Dormir de Mau Jeito é uma situação comum e pode trazer consequências diretas para a coluna e os ombros. Muitas pessoas acordam com dor, rigidez ou sensação de peso nessa região sem perceber que a origem está na postura adotada durante a noite. A forma como o corpo se acomoda na cama, a qualidade do colchão e a altura do travesseiro influenciam bastante nesse desconforto.

Comportamentos aparentemente simples, como apoiar o braço de maneira inadequada ou torcer o pescoço para um lado, podem provocar tensão muscular e sobrecarga nas articulações. Em alguns casos, esse hábito repetido diariamente pode agravar quadros já existentes, como dores crônicas, problemas na lombar ou incômodos no pescoço e ombros. Por isso, entender como a posição de dormir interfere na saúde da coluna ajuda a prevenir essas queixas.

Dormir de Mau Jeito afeta mesmo a coluna?

A expressão Dormir de Mau Jeito geralmente descreve posições em que a coluna não fica alinhada, o que gera compressão em músculos, nervos e discos intervertebrais. Quando a coluna sai do seu eixo natural por várias horas, os tecidos ao redor precisam fazer um esforço maior para sustentar o corpo, e isso tende a resultar em dor ao acordar ou ao longo do dia. Essa sobrecarga pode atingir tanto a região cervical quanto a dorsal e a lombar.

A má posição ao dormir também interfere na circulação sanguínea. Áreas que ficam pressionadas por muito tempo podem apresentar formigamento, sensação de dormência ou cãibras. Em quem já possui alterações na coluna, como hérnias de disco ou desgaste articular, dormir em postura inadequada pode intensificar os sintomas. Em contrapartida, alinhar a coluna durante o sono favorece o relaxamento muscular e a recuperação do corpo após a rotina diária.

Como a posição de dormir impacta a coluna e os ombros?

posição ao dormir tem relação direta com o tipo de dor que surge ao acordar. Deitar de bruços, por exemplo, costuma obrigar o pescoço a ficar virado para um lado, gerando rotação excessiva na coluna cervical e tensão na musculatura dos ombros. Com o tempo, isso pode resultar em enrijecimento, dor de cabeça ao despertar e limitação de movimento ao girar a cabeça.

Já dormir de lado, sem apoio adequado, pode provocar desalinhamento da coluna e dos ombros. Quando o travesseiro é muito baixo ou muito alto, a cabeça fica inclinada, o que força o pescoço e os músculos da região dos trapézios. Além disso, o ombro que fica em contato com o colchão pode ser comprimido, aumentando o risco de inflamação de tendões e estruturas articulares. Nessas situações, o hábito de Dormir de Mau Jeito se transforma em fator constante de irritação nessa área.

  • De costas: costuma ser mais neutra para a coluna, desde que o travesseiro não deixe o pescoço inclinado.
  • De lado: pode ser confortável, mas requer bom ajuste entre travesseiro, quadril e joelhos para manter o alinhamento.
  • De bruços: tende a forçar o pescoço e a região lombar, sendo uma das posições mais associadas a desconfortos.

Qual a melhor posição para evitar dor nos ombros e na coluna?

Para reduzir as consequências de Dormir de Mau Jeito, muitas orientações apontam para duas posições principais: de lado com apoio adequado ou de costas com a coluna bem alinhada. Deitar de lado com um travesseiro que mantenha a cabeça no mesmo eixo da coluna e outro entre os joelhos ajuda a distribuir o peso do corpo e diminui a torção na lombar. Essa combinação costuma aliviar a pressão sobre os ombros e quadris.

Dormir de Mau Jeito – Créditos: depositphotos.com / AndrewLozovyi

Ao dormir de costas, o ideal é utilizar um travesseiro que preencha o espaço entre o pescoço e o colchão, evitando que a cabeça fique muito elevada ou caída. Algumas pessoas também usam um pequeno apoio sob os joelhos para reduzir a tensão na lombar. Em ambos os casos, o objetivo é preservar o alinhamento natural da coluna, reduzindo a possibilidade de acordar com rigidez ou dor.

  1. Escolher um travesseiro adequado à altura do pescoço.
  2. Preferir colchões que não cedam em excesso nem sejam extremamente duros.
  3. Evitar dormir frequentemente de bruços.
  4. Apoiar um travesseiro entre os joelhos ao dormir de lado.
  5. Observar se a dor melhora ao ajustar a posição de sono.

Quais cuidados podem ajudar a evitar “Dormir de Mau Jeito”?

Alguns ajustes simples na rotina podem diminuir o risco de acordar com dor na coluna e nos ombros. Manter horários regulares para dormir, criar um ambiente escuro e silencioso e evitar o uso prolongado de celular na cama reduzem a tensão muscular antes do sono. A iluminação intensa e a postura curvada sobre o aparelho tendem a deixar pescoço e ombros sobrecarregados, o que facilita o desconforto ao amanhecer.

Outro cuidado importante é observar colchão e travesseiro. Colchões muito antigos podem formar “buracos” e forçar a coluna a permanecer curvada por horas. Travesseiros deformados ou altos demais também colaboram para dores cervicais. Em alguns casos, exercícios leves de alongamento antes de dormir e ao acordar contribuem para relaxar a musculatura. Quando a dor é persistente ou se repete com frequência, a recomendação é buscar avaliação profissional para investigar a causa e receber orientação adequada.

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