Horas sentado podem anular seu treino de academia, segundo a ciência

Você treina direitinho, cumpre a ficha na musculação ou faz seu cardio religiosamente, mas passa 8 horas (ou mais) sentado na frente do computador. A sensação é de dever cumprido, só que a ciência vem avisando: o tempo excessivo na cadeira cobra um preço alto da sua saúde, mesmo quando você malha.

Estudos com dezenas de milhares de pessoas mostram que longos períodos sentado aumentam o risco de morte e de doenças cardiovasculares, independentemente de a pessoa cumprir as recomendações de exercício. Em alguns trabalhos, quem passa mais de 10–11 horas por dia sentado tem aumento de cerca de 30% no risco de morte, mesmo sendo fisicamente ativo.

Ficar sentado prejudica até quem treina?

Isso não significa que o treino “não vale nada”, mas indica que só a academia não é suficiente para compensar um estilo de vida muito sedentário.

Em saúde, “comportamento sedentário” não é apenas “não fazer exercício”. É qualquer comportamento de vigília feito sentado ou reclinado, com gasto energético muito baixo – como trabalhar no computador, dirigir, ver TV. Você pode, sim, ser alguém que treina e, ainda assim, ser classificado como “ativo e sedentário”, se passa o resto do dia praticamente imóvel.

O que acontece no corpo quando você fica horas sentado

Quando você permanece muito tempo na cadeira, vários mecanismos entram em jogo:

  • Músculos desligados: as pernas e a musculatura postural quase não se contraem, o que reduz o consumo de glicose e gorduras como fonte de energia.
  • Metabolismo mais lento: o sangue circula mais devagar, aumenta a tendência a resistência à insulina, ganho de gordura abdominal e alterações de colesterol.
  • Inflamação silenciosa: o sedentarismo prolongado está ligado a inflamação crônica de baixo grau, fator que participa de doenças cardíacas, diabetes tipo 2 e alguns tipos de câncer.
  • Coração e vasos sob pressão: estudos recentes relacionam longos períodos sentado a maior risco de infarto, AVC e insuficiência cardíaca, inclusive em pessoas que fazem exercícios regularmente.

Em um estudo com mulheres idosas, aquelas que passavam cerca de 11,7 horas por dia sentadas tiveram risco de morte 30% maior do que quem ficava em torno de 8 horas, mesmo quando praticavam atividade física. Ou seja: o treino continua importante, mas não “zera” o dano acumulado por um dia inteiro de imobilidade.

Hábitos simples para que o dia sentado não anule seu treino

A boa notícia: você não precisa largar o trabalho nem viver na academia.
Pequenas “quebras” ao longo do dia já reduzem uma parte relevante do risco associado a 8 horas na cadeira.

1. Use a regra dos 20–30 minutos

  • A cada 20 a 30 minutos sentado, levante e se mexa por 1 a 3 minutos.
  • Vale ir ao banheiro, encher a garrafa de água, alongar, dar uma volta rápida no corredor.

Estudos mostram que levantar com frequência e fazer caminhadas curtas ao longo do dia ajuda a melhorar glicemia, pressão arterial e circulação, mesmo mantendo a mesma carga total de trabalho sentado.

2. Transforme tarefas em mini-caminhadas

  • Atenda ligações em pé ou caminhando.
  • Combine “reuniões em movimento” com colegas, sempre que possível.
  • Desça um andar de escada antes do elevador ou estacione um pouco mais longe.

Esses minutos extras contam para o chamado NEAT (gasto energético fora do exercício formal), que ajuda a controlar peso e melhora marcadores metabólicos.

3. Não confie só na mesa em pé

Mesas elevatórias ajudam, mas ficar horas em pé, parado, também não é o ideal.
Trocar apenas a posição sentado por em pé não reduz tanto o risco cardiometabólico quanto incorporar pausas de caminhada ao longo do dia.

Se puder, pense em alternar: sentado → em pé → pequena caminhada → volta ao trabalho.

4. Garanta o “mínimo sindical” de exercício na semana

As principais diretrizes de saúde recomendam, para adultos:

  • 150 a 300 minutos por semana de atividade aeróbica moderada (ex.: caminhada rápida, bike leve),
    ou
  • 75 a 150 minutos de atividade vigorosa (ex.: corrida, HIIT, bike intensa),
  • além de 2 dias de fortalecimento muscular (musculação, treinos de resistência).

Isso equivale, por exemplo, a:

  • 30 minutos de caminhada rápida, 5 vezes por semana + musculação 2 dias; ou
  • 25–30 minutos de treino mais intenso, 3–4 vezes por semana.

Pesquisas sugerem que 30–40 minutos diários de exercício moderado a vigoroso ajudam a compensar boa parte dos efeitos de ficar sentado muito tempo, mas não todos.

5. Ajuste seu treino de academia pensando no dia sentado

Se você passa 8 horas na cadeira:

  • Priorize exercícios multiarticulares (agachamento, remadas, supino, avanços), que recrutam grandes grupos musculares.
  • Inclua algum componente de condicionamento (tiros intervalados na esteira ou na bike, circuitos, aulas aeróbicas).
  • Evite ficar muitos minutos parado entre séries: use os intervalos para caminhar leve pela sala ou fazer alongamentos dinâmicos.

O que a ciência diz sobre passar muito tempo sentado

Revisões recentes sobre atividade física reforçam três pontos importantes: a maioria dos benefícios de saúde aparece com 150–300 minutos de atividade moderada ou 75–150 minutos de vigorosa por semana. Então, mais tempo sedentário, pior: ficar muitas horas parado está associado a maior risco de morte, doenças cardiovasculares, câncer e diabetes tipo 2. A recomendação atual é “mover mais e sentar menos” em qualquer intensidade, inclusive leve.

Outros estudos específicos sobre sedentarismo mostram que:

  • Exercício reduz o risco em relação a quem não se mexe nunca,
    mas
  • O tempo sentado aparece como um fator de risco independente: quanto mais horas na cadeira, maior o risco, mesmo em pessoas que treinam.
Este artigo foi revisado por: Dra Celia Sandrini

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Fisioterapia no combate à cefaleia do dia a dia

Entre os diferentes tipos de dores de cabeça, a Cefaleia Tensional destaca-se por ser uma das mais comuns em adultos atualmente. Essa condição, constantemente relacionada ao estresse, à má postura e ao excesso de atividades diárias, afeta milhões de pessoas e interfere diretamente na qualidade de vida. Em grande parte dos casos, o desconforto surge de maneira persistente, muitas vezes se estendendo por vários dias e afetando braços, pescoço e couro cabeludo.

Especialistas em saúde reconhecem que as tensões musculares da região cervical desempenham papel central no desenvolvimento da Cefaleia Tensional. Os músculos do pescoço e dos ombros, quando sobrecarregados por más posturas ou esforços repetitivos, podem irradiar dor para regiões próximas à cabeça, desencadeando crises recorrentes. Muitos relatos de pacientes apontam um início gradual dos sintomas, acompanhados de sensação de peso e compressão na cabeça.

Como a fisioterapia atua no combate à Cefaleia Tensional?

A fisioterapia oferece abordagens efetivas para reduzir a frequência e a intensidade das dores de cabeça desse tipo. Profissionais da área atuam diretamente no relaxamento muscular, reeducação postural e alívio das tensões localizadas, promovendo melhor equilíbrio entre as estruturas do pescoço. O tratamento fisioterapêutico se baseia na identificação dos fatores desencadeantes e na correção de desequilíbrios que contribuem para o perpetuamento da dor.

Durante as sessões, são utilizados diferentes recursos terapêuticos. Técnicas manuais, exercícios de alongamento, mobilizações articulares e até recursos como calor e eletroterapia podem ser empregados. O objetivo principal é restabelecer a mobilidade cervical e diminuir os pontos de tensão, prevenindo novas crises e minimizando impactos no cotidiano.

Qual é a relação entre a dor no pescoço e a Cefaleia Tensional?

Os músculos cervicais têm conexão direta com estruturas da cabeça, incluindo nervos e vasos sanguíneos responsáveis pela sensibilidade da região. Quando há sobrecarga muscular, especialmente no trapézio e nos músculos suboccipitais, ocorrem processos inflamatórios e aumento da sensibilidade local. Essa condição, frequentemente denominada dor referida, explica por que tanto o pescoço quanto a cabeça são afetados simultaneamente.

  • Posturas inadequadas no trabalho ou no descanso intensificam a rigidez da musculatura cervical.
  • falta de atividade física regular contribui para fraquezas musculares, facilitando o aparecimento de dores.
  • Estresse emocional, por sua vez, aumenta a tensão nos músculos do pescoço e do couro cabeludo.

A integração entre o tratamento fisioterapêutico e a adoção de hábitos saudáveis é determinante para uma melhora consistente dos sintomas. Muitos pacientes relatam diminuição expressiva das dores após ajustes na rotina, como pausas para alongamentos, correção ergonômica e exercícios de fortalecimento muscular.

Quais técnicas fisioterapêuticas são recomendadas para aliviar a Cefaleia Tensional?

Entre as diversas opções disponíveis, algumas se destacam pela eficácia comprovada no manejo da cefaleia de origem tensional. A seguir, estão métodos frequentemente indicados:

Cefaleia – Créditos: depositphotos.com / AndrewLozovyi
  1. Massoterapia: terapia manual voltada para o relaxamento muscular, reduzindo pontos de tensão no ombro e pescoço.
  2. Exercícios de alongamento: promovem flexibilidade e aliviam rigidez nos músculos cervicais.
  3. Fortalecimento muscular: exercícios específicos para a região do pescoço ajudam a prevenir novas crises.
  4. Reeducação postural: orientação sobre postura correta em atividades cotidianas, como uso do computador e tempo de tela.
  5. Técnicas de relaxamento: exercícios de respiração e controle do estresse auxiliam na redução da tensão muscular.

O acompanhamento com fisioterapeuta permite a personalização do plano de cuidados, adaptando os recursos de acordo com o histórico e as necessidades de cada indivíduo. Ao adotar uma abordagem multidisciplinar, envolvendo também orientações sobre ergonomia e práticas de autocuidado, amplia-se o potencial de controle das cefaleias tensionais.

Com a expansão das jornadas profissionais e o crescimento do tempo diante de telas, identifica-se um aumento no número de pessoas acometidas por dores de cabeça derivadas de tensões cervicais até o ano de 2025. O papel da fisioterapia, nesse cenário, ganha relevância tanto na prevenção quanto na reabilitação, promovendo mais conforto e bem-estar na rotina diária.

Este artigo foi revisado por: Dra Celia Sandrini

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Dor no punho ao digitar: o que pode ser?

Manter uma rotina de trabalho em casa trouxe uma série de mudanças na vida de muitas pessoas, entre elas o aumento do tempo em frente ao computador. Diversos profissionais afirmam ter notado incômodos nas mãos, principalmente Dor no Punho ao Digitar, fenômeno que tem se tornado mais comum no home office. Esse tipo de dor geralmente está associado ao uso repetitivo do teclado e do mouse, podendo evoluir para quadros clínicos conhecidos como Lesão por Esforço Repetitivo (LER) ou Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT).

Essas condições, quando não diagnosticadas e tratadas adequadamente, podem prejudicar as atividades do dia a dia e impactar negativamente o desempenho profissional. Vale ressaltar que além dos fatores físicos, a falta de pausas regulares e a postura inadequada também colaboram para o surgimento desses problemas. Portanto, adotar medidas preventivas é fundamental para preservar a saúde e garantir mais conforto durante o expediente remoto.

Dor no punho – Créditos: depositphotos.com / AndrewLozovyi

Quais são as principais causas da dor no punho ao digitar?

O surgimento da dor no punho enquanto se digita normalmente está relacionado a hábitos inadequados e à configuração do ambiente de trabalho. Movimentos repetidos por longos períodos, apoio incorreto das mãos e utilização de equipamentos sem ergonomia são fatores que favorecem o aparecimento de LER/DORT. Além disso, a ausência de pausas regulares aumenta a fadiga muscular e sobrecarrega tendões e nervos na região do punho.

Outro aspecto relevante está na altura e inclinação dos dispositivos utilizados. Um teclado alto ou inclinado de maneira inadequada pode exigir maior esforço dos músculos do antebraço, favorecendo dores e desconfortos. O uso constante do mouse, sem o suporte ideal para o punho, também pode acentuar o problema. Portanto, ajustar a estação de trabalho pode ser um primeiro passo importante na prevenção.

Como prevenir a LER/DORT no ambiente de home office?

Adotar algumas medidas simples no cotidiano é eficiente para evitar o desenvolvimento de lesões por esforço repetitivo no home office. No entanto, esse cuidado exige disciplina e atenção aos detalhes do ambiente de trabalho. Entre as ações recomendadas, destacam-se:

  • Pausas regulares: Intercalar o uso do computador com pequenos intervalos ajuda a reduzir a sobrecarga muscular e permite a recuperação dos tecidos.
  • Alongamentos específicos: Realizar exercícios de alongamento para mãos, punhos e antebraços contribui para aumentar a flexibilidade e aliviar tensões.
  • Correção postural: Sentar-se com a coluna ereta e manter os pés apoiados no chão é essencial para evitar desalinhamentos.
  • Ergonomia dos equipamentos: Ajustar a altura da cadeira, da mesa, do monitor e utilizar suportes para teclado e mouse garantem maior conforto e diminuem riscos de lesão.

Quais sinais indicam que é hora de procurar ajuda médica?

Nem sempre as dores no punho desaparecem apenas com mudanças nos hábitos. Em caso de sintomas persistentes, como formigamento, perda de força ou sensibilidade alterada, torna-se indispensável buscar avaliação profissional. Esses sinais podem indicar o início de quadros mais graves, como síndrome do túnel do carpo ou tenossinovite.

O tratamento adequado, muitas vezes, envolve fisioterapia, uso de medicamentos ou, em casos excepcionais, orientação para procedimentos cirúrgicos. Quanto antes o diagnóstico for realizado, maiores são as chances de recuperação plena e retorno às atividades sem limitações. Por essa razão, o acompanhamento médico é um aliado fundamental na manutenção da qualidade de vida no trabalho remoto.

Quais práticas favorecem a saúde dos punhos durante o home office?

Manter a saúde das articulações no home office depende da atenção às práticas diárias. Deixar os punhos relaxados, evitar o excesso de força ao teclar e preferir teclados e mouses ergonômicos são atitudes recomendadas. Outra estratégia eficiente é alternar tarefas digitadas com outras atividades manuais distintas, proporcionando descanso aos músculos e prevenindo o aparecimento de sintomas de LER/DORT.

  1. Organizar o espaço de trabalho para atender às normas de ergonomia;
  2. Incluir pausas programadas no cronograma;
  3. Realizar automassagem nos punhos e mãos;
  4. Utilizar suportes específicos, como apoios de silicone, para aliviar a pressão nos punhos;
  5. Consultar profissionais especializados em ergonomia para avaliações detalhadas.

Com as adaptações certas, é possível minimizar significativamente o risco de dor no punho ao digitar e evitar complicações relacionadas à LER/DORT no home office, favorecendo uma rotina mais produtiva e saudável.

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Ficar muito tempo sentado pode causar lesões?

Com o avanço do trabalho remoto e as longas horas passadas em escritórios, surge uma preocupação constante: Ficar Sentado o Dia Todo pode causar lesões? A rotina de muitos brasileiros, principalmente os que trabalham em ambientes corporativos, tem sido marcada por períodos prolongados na cadeira, em frente a computadores, o que eleva os riscos para a saúde corporal.

Estudos recentes em ergonomia apontam que atividades laborais predominantemente sedentárias favorecem o aparecimento de dores musculares, problemas de postura e até distúrbios circulatórios. O sedentarismo, por sua vez, não está ligado apenas ao ganho de peso, mas também à maior incidência de doenças crônicas e lesões, principalmente quando não são adotadas medidas de prevenção e correção postural no ambiente profissional.

Por que permanecer sentado por muitas horas pode causar prejuízos à saúde?

Adotar a posição sentada por períodos prolongados pode sobrecarregar certas regiões do corpo, como coluna lombar, pescoço, ombros e membros inferiores. Nesses casos, a inatividade dos músculos e articulações durante a jornada de trabalho impede uma distribuição harmoniosa do peso corporal. Dessa maneira, podem surgir lesões por esforço repetitivo (LER), distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho (DORT) e quadros de má circulação, como varizes.

Além disso, a ausência de movimento reduz o gasto calórico e pode favorecer problemas metabólicos, facilitando o aparecimento de quadros como diabetes tipo 2 e hipertensão arterial. O corpo humano é adaptado para se movimentar com regularidade, por isso passar praticamente todo o dia sentado, sem pausas ou alongamentos, potencializa o surgimento de complicações físicas ao longo do tempo.

Quais são as principais lesões associadas ao sedentarismo no escritório?

No contexto dos escritórios, o sedentarismo e a má ergonomia são fatores frequentes para o desenvolvimento de patologias. Entre elas, destacam-se:

  • Dores lombares: O excesso de tempo sentado favorece tensões e compressões na região inferior das costas.
  • Problemas cervicais: Inadequação da altura do monitor ou da posição do pescoço pode originar dor cervical.
  • Lesões de punho e mão: Maus hábitos de digitação e uso incorreto do mouse levam a quadros como tendinite.
  • Fadiga ocular: A exposição intensa à tela sem intervalos regulares pode resultar em desconforto visual.

Além dessas, há relatos cada vez mais frequentes de quadros como síndrome do túnel do carpo, rigidez articular e formigamentos nas pernas, sintomas relacionados à falta de movimentação periódica.

Como se proteger dos riscos do sedentarismo e das lesões no escritório?

Evitar os prejuízos causados pelo sedentarismo no trabalho requer adoção de boas práticas ergonômicas e mudanças de postura. Veja algumas recomendações fundamentais:

  1. Adapte o espaço de trabalho: Certifique-se de que cadeira, mesa e monitor estejam na altura adequada. O encosto da cadeira deve oferecer suporte lumbar, os pés devem permanecer apoiados no chão e o monitor deve ficar no nível dos olhos.
  2. Realize pausas frequentes: Levantar-se a cada hora por alguns minutos ajuda na circulação e reduz o risco de dores musculares. Pequenos alongamentos podem ser feitos ao lado da mesa.
  3. Inclua exercícios no cotidiano: A prática regular de atividades físicas fora do trabalho auxilia a manter o corpo saudável e a prevenir lesões.
  4. Fique atento à postura: Mantenha as costas eretas, ombros em posição confortável e pulsos alinhados durante a digitação.
  5. Use acessórios ergonômicos: Apoios de punho, suportes de monitor e cadeiras com ajuste contribuem para uma melhor acomodação corporal.

Além disso, buscar orientação de um profissional especializado em ergonomia pode auxiliar na personalização do ambiente de trabalho, levando em conta características individuais e demandas específicas da atividade exercida.

Ficar Sentado o Dia Todo – Créditos: depositphotos.com / alebloshka

Ergonomia realmente faz diferença na prevenção de lesões?

A adaptação ergonômica de escritórios e estações de trabalho mostra resultados positivos na prevenção de lesões e no aumento do conforto físico ao longo do expediente. Quando aplicada corretamente, a ergonomia promove não só o bem-estar dos trabalhadores, mas também contribui para o aumento da produtividade e redução de afastamentos por problemas de saúde.

Os benefícios vão além do aspecto físico, alcançando também o ambiente psicológico, já que um espaço melhor organizado e adaptado diminui o estresse e o desconforto no dia a dia do trabalho. Investir em soluções ergonômicas e incentivar pausas ativas são medidas importantes para quem busca qualidade de vida, mesmo em profissões que exigem longos períodos na posição sentada.

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Dor no pescoço por celular? Saiba como prevenir

A rotina moderna, cada vez mais marcada pelo uso frequente de dispositivos móveis, trouxe à tona uma preocupação crescente: a dor no pescoço causada pelo hábito de olhar para baixo constantemente, conhecida como Text Neck. Este problema tem afetado pessoas de diferentes idades e profissões, impactando aspectos como bem-estar, produtividade e qualidade de vida.

Com a popularização dos smartphones, é comum observar indivíduos passando longos períodos em posturas inadequadas, frequentemente inclinando a cabeça para frente ao digitar mensagens, assistir vídeos ou navegar nas redes sociais. Tal tendência pode gerar desconforto, tensão muscular e, em casos mais avançados, contribuir para o surgimento de problemas crônicos se não houver mudanças nos hábitos diários.

O que é o text neck e como ele se desenvolve?

O termo text neck designa a dor no pescoço associada ao uso prolongado de aparelhos eletrônicos portáteis, como celulares e tablets. O movimento repetitivo de inclinar a cabeça para visualizar a tela destes dispositivos provoca um estresse excessivo na região cervical. Essa inclinação aumenta significativamente a carga sobre a musculatura e as estruturas ósseas do pescoço.

Ao manter a cabeça projetada para frente, é natural que músculos, tendões e articulações sejam sobrecarregados para sustentar o peso extra. Estudos demonstram que, ao se inclinar o pescoço em um ângulo de 60 graus, a força exercida sobre a coluna cervical pode chegar a 27 quilos – o equivalente ao peso de uma criança de sete anos. Este impacto, repetido diversas vezes ao dia, pode desencadear sintomas como rigidez, dor, dores de cabeça e até diminuição da mobilidade local.

Quais são os sinais mais comuns do text neck?

Entre os sintomas mais frequentes do text neck estão a sensação de peso ou rigidez na cervical, dores irradiadas para ombros e parte superior das costas e, em alguns casos, formigamento nos braços. Em situações prolongadas, pode ocorrer fadiga muscular e diminuição da amplitude dos movimentos do pescoço, impactando atividades diárias como dirigir, estudar ou trabalhar.

  • Dor cervical: incomodo persistente ou pontual na parte de trás do pescoço;
  • Dores nos ombros e parte superior das costas: reflexo da sobrecarga muscular;
  • Dor de cabeça: tensão nos músculos da cabeça pela má postura;
  • Limitação de movimentos: dificuldade para girar ou movimentar o pescoço;
  • Formigamento: irradiação causada por compressão de nervos locais.

Reconhecer esses sinais ajuda na identificação precoce do problema, permitindo a adoção de medidas corretivas antes que as consequências se agravem.

Como prevenir a dor no pescoço causada pelo uso do celular?

Manter uma postura saudável durante o uso de smartphones e outros aparelhos eletrônicos é fundamental para evitar o text neck. Recomenda-se segurar o dispositivo na altura dos olhos, evitando inclinar a cabeça para baixo por períodos prolongados. Fazer pausas regulares e variar a posição também contribui para a diminuição do risco de dores cervicais.

Outros cuidados envolvem ajustar a estação de trabalho e escolher cadeiras com apoio adequado, de modo a manter coluna alinhada e apoiar o pescoço de forma confortável. O uso de suportes para celulares e tablets pode ser útil para reduzir o esforço muscular.

  1. Mantenha o aparelho na altura dos olhos;
  2. Alterne a posição do corpo ao longo do dia;
  3. Evite utilizar o celular por longos períodos sem intervalos;
  4. Adote cadeiras com respaldo apropriado;
  5. Realize alongamentos e exercícios específicos para a região cervical.

Quais exercícios simples ajudam a aliviar o text neck?

A prática de exercícios e alongamentos direcionados pode ser uma estratégia eficaz para minimizar a dor no pescoço decorrente do uso do celular. Movimentos suaves auxiliam no relaxamento da musculatura cervical, evitando a sobrecarga e melhorando a circulação local.

Alguns exemplos de exercícios incluem:

  • Rotação do pescoço: gire lentamente a cabeça para a direita e para a esquerda, mantendo os ombros relaxados;
  • Inclinação lateral: aproxime a orelha do ombro, alternando os lados para alongar a musculatura lateral do pescoço;
  • Alongamento da nuca: incline suavemente a cabeça para frente, aproximando o queixo do peito, e mantenha por alguns segundos;
  • Exercício do olhar: foque o olhar ao longe de tempos em tempos, evitando esforço excessivo dos músculos cervicais ao olhar fixamente para a tela próxima.

A inclusão dessas atividades na rotina pode ser fundamental não só para aliviar sintomas atuais, mas também para prevenir o agravamento de quadros de text neck. É importante ressaltar que, caso os sintomas persistam, a busca por orientação de um profissional de saúde é recomendada para avaliação personalizada.

Adotar pequenos ajustes na rotina e priorizar o cuidado com a postura são atitudes essenciais para quem deseja evitar as consequências do uso excessivo do celular para a saúde da coluna cervical. A conscientização sobre o text neck representa um passo importante para garantir maior conforto e bem-estar no convívio com a tecnologia.

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Como desfazer nó nas costas e aliviar a dor

Muitas pessoas já experimentaram a sensação desconfortável de um Nó nas Costas, caracterizado por uma dor localizada e sensação de rigidez muscular. Essa condição é comumente associada à formação de pontos de tensão nos músculos das costas, afetando atividades do dia a dia. O desconforto pode variar em intensidade, trazendo limitações na movimentação e até mesmo dificuldade para realizar tarefas simples.

Este incômodo tende a ocorrer devido a fatores como postura inadequada, estresse ou esforços repetitivos, provocando a tensão muscular e acúmulo de pequenas contraturas, conhecidas também como pontos-gatilho miofasciais. Em situações prolongadas, esses nós podem gerar dor crônica e demandar atenção especial ao tratamento, especialmente por meio de técnicas fisioterapêuticas especializadas.

O que é o Nó nas Costas e quais são suas principais causas?

O Nó nas Costas refere-se à presença de áreas endurecidas e sensíveis nos músculos, denominadas pontos-gatilho miofasciais. Estes pontos, geralmente palpáveis, provocam dor local ou irradiada, desconforto e sensação de tensão. Entre as causas mais frequentes, encontram-se má postura durante longos períodos, movimentos repetitivos, sobrecarga muscular e episódios de estresse ou ansiedade. Fatores emocionais também contribuem, pois o corpo reage ao estresse com aumento da tensão muscular.

É comum notar o surgimento desses nódulos em pessoas que passam muitas horas sentadas ou realizam movimentos monótonos, sem intervalos para alongamento. Além disso, problemas como fraqueza muscular, patologias da coluna e lesões esportivas podem predispor ao aparecimento de dores miofasciais.

Como a fisioterapia atua no tratamento do nó nas costas?

A fisioterapia oferece recursos eficazes para aliviar o nó nas costas causado por dor miofascial ou tensão. O objetivo principal do tratamento fisioterapêutico é reduzir a dor, promover o relaxamento dos músculos e melhorar a função das costas, restaurando a qualidade de vida da pessoa afetada. Técnicas como liberação miofascial, massagem terapêutica e exercícios de alongamento são frequentemente utilizadas para desfazer os pontos-gatilho.

O fisioterapeuta avalia cada caso individualmente, identificando a origem da dor e orientando o paciente sobre posturas corretas, ajustes na rotina e fortalecimento muscular. Além do trabalho manual, métodos como o uso de calor, eletroterapia e exercícios personalizados fazem parte do protocolo habitual para promover a regeneração muscular e evitar recidivas.

Quais são as recomendações para evitar e desfazer o nó nas costas?

Prevenção e alívio do nó nas costas dependem de atitudes cotidianas simples, que podem ser facilmente inseridas na rotina. Algumas estratégias recomendadas por fisioterapeutas incluem:

  • Manutenção de postura adequada: Ajustar a posição ao sentar e evitar permanecer na mesma postura por períodos prolongados é fundamental.
  • Prática regular de atividades físicas: Exercícios de alongamento, fortalecimento e mobilidade ajudam a preservar a saúde dos músculos das costas.
  • Pausas no trabalho: Levantar-se a cada hora para movimentar o corpo e realizar pequenos alongamentos previne o acúmulo de tensão.
  • Gerenciamento do estresse: Técnicas de relaxamento e respiração auxiliam na redução da tensão muscular relacionada ao aspecto emocional.

Caso o desconforto persista ou piore, a busca por atendimento com um profissional de fisioterapia é indispensável, pois somente a avaliação detalhada poderá apontar o tratamento mais adequado. Dessa forma, é possível retomar as atividades diárias com menos dor e maior bem-estar.

Quais sinais indicam a hora de procurar um fisioterapeuta?

Nem sempre o nó nas costas desaparece apenas com mudanças posturais ou repouso. Alguns sinais importantes sugerem a necessidade de consultar um fisioterapeuta:

  1. Dor persistente que não melhora em até três dias.
  2. Limitação significativa de movimento.
  3. Formigamento ou perda de força nos membros.
  4. Dores muito intensas ou que acordam o paciente à noite.

Em casos como esses, a avaliação profissional identifica possíveis causas secundárias para as dores, direcionando o tratamento e favorecendo a recuperação completa. Adotar cuidados preventivos e procurar orientação adequada são iniciativas essenciais para evitar complicações relacionadas ao nó nas costas.

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Tecnologias que aceleram a recuperação de atletas

Nos últimos anos, os Recursos Tecnológicos aplicados à fisioterapia esportiva têm ocupado um papel de destaque no acompanhamento de atletas profissionais e amadores. As inovações visam potencializar a recuperação física, prevenir lesões e contribuir para o desempenho durante treinos e competições. Nesse contexto, o uso de aparelhos como o laser e o ultrassom vem ganhando espaço por apresentar resultados comprovados em diferentes quadros clínicos relacionados ao esporte.

Com a rotina de treinos intensos, as exigências sobre o corpo do atleta aumentam consideravelmente. Para atender a essas demandas e manter uma performance consistente, muitas equipes médicas e fisioterapeutas optam por soluções avançadas, que unem conhecimento científico à tecnologia. Entre as opções disponíveis, os equipamentos de laserterapia e ultrassom terapêutico têm se mostrado eficazes para diferentes fins dentro da reabilitação esportiva.

Como a tecnologia transforma a fisioterapia esportiva?

Tecnologia na Fisioterapia – Créditos: depositphotos.com / EdZbarzhyvetsky

A introdução de novas ferramentas no ambiente clínico esportivo mudou a forma como tratamentos e prevenções são conduzidos. Equipamentos modernos oferecem alternativas para acelerar o tempo de reabilitação, o que se mostra fundamental durante campeonatos e em situações que exigem retorno rápido do atleta às atividades. Além disso, essas tecnologias ampliam o leque de possibilidades terapêuticas, permitindo abordagens menos invasivas e mais confortáveis ao paciente.

Quais são os principais avanços tecnológicos nos tratamentos fisioterapêuticos?

A combinação de métodos tradicionais com equipamentos de alta tecnologia abre espaço para estratégias inovadoras. Entre elas, destacam-se o uso do laser terapêutico, do ultrassom terapêutico e de outras modalidades de eletrotermofototerapia. Essas ferramentas agem de forma localizada, alcançando tecidos profundos e promovendo efeitos fisiológicos que facilitam a reabilitação de lesões musculares, ligamentares e articulares.

  • Laserterapia: Utilizada para reduzir inflamações, aliviar dores e estimular a regeneração dos tecidos, a aplicação do laser possibilita resultados positivos especialmente em lesões musculares e tendinosas. O ajuste da intensidade e da frequência do feixe luminoso permite tratar desde quadros agudos até crônicos.
  • Ultrassom terapêutico: Essa ferramenta utiliza ondas sonoras de alta frequência para auxiliar na cicatrização e no relaxamento de tecidos. Sua aplicação é indicada em casos de entorses, estiramentos musculares e outras ocorrências comuns entre atletas.
  • Outros recursos tecnológicos: Atualmente, a fisioterapia esportiva também incorpora equipamentos como a crioterapia, a termoterapia e a eletroterapia, colaborando para uma abordagem multidisciplinar e adaptável à individualidade de cada paciente.

Quais são os benefícios de utilizar laser e ultrassom em atletas?

A aplicação de laser e ultrassom em clínicas especializadas proporciona diversos ganhos para a saúde física do esportista. Em primeiro plano, destaca-se a aceleração do processo de reparo tecidual, que pode reduzir significativamente o tempo de afastamento dos treinos. Além disso, essas tecnologias contribuem para a diminuição da dor, da inflamação e do edema, promovendo o bem-estar durante e após a reabilitação.

  1. Recuperação otimizada: O uso dessas ferramentas acelera o metabolismo celular e potencia a circulação sanguínea, fatores essenciais para uma resposta mais rápida frente às lesões.
  2. Prevenção de recidivas: Ao fortalecer a estrutura dos tecidos e favorecer a cicatrização eficiente, diminui-se o risco de novas lesões no mesmo local.
  3. Segurança e adaptabilidade: Os protocolos podem ser personalizados conforme as necessidades individuais, adaptando a intensidade e a frequência dos aparelhos ao quadro específico apresentado pelo atleta.

Quais tendências se destacam no futuro da fisioterapia esportiva?

À medida que a ciência avança, surgem novas possibilidades baseadas em inteligência artificial, realidade aumentada e dispositivos vestíveis, os chamados wearables. Esses recursos prometem contribuir para uma análise ainda mais detalhada dos movimentos, identificação precoce de vulnerabilidades e acompanhamento em tempo real de parâmetros fisiológicos.

O cenário aponta para o crescimento do uso integrado de várias tecnologias na prática fisioterapêutica, com foco na personalização dos tratamentos e na otimização dos resultados. A tendência é que a busca por inovação continue guiando a evolução da fisioterapia esportiva, sempre em busca de oferecer cuidado individualizado, ágil e eficiente para atletas de todas as modalidades.

Este artigo foi revisado por: Dra Celia Sandrini

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Como a fisioterapia trata desequilíbrio muscular

A fisioterapia desempenha um papel significativo na correção de Desequilíbrios Musculares, tornando-se uma aliada essencial para quem busca melhorar a qualidade de vida e prevenir lesões. Os Desequilíbrios Muscularespodem surgir por má postura, excesso de treinamento de determinados grupos musculares ou mesmo fatores genéticos. Esses fatores podem comprometer funções motoras, causar dor e dificultar atividades simples do dia a dia.

A abordagem fisioterapêutica direciona o tratamento conforme a origem do desequilíbrio, utilizando técnicas de avaliação minuciosa para identificar adaptações e compensações realizadas pelo corpo. Ao longo do processo, o fisioterapeuta avalia a força, flexibilidade e postura, priorizando procedimentos que promovam harmonia entre os grupos musculares afetados e evitando sobrecarga em regiões já tensionadas.

O que são Desequilíbrios Musculares?

Os Desequilíbrios Musculares caracterizam-se por diferentes níveis de força, resistência ou flexibilidade entre músculos agonistas e antagonistas ou entre lados opostos do corpo. Essa condição pode se manifestar em regiões como ombros, quadris, joelhos e coluna, gerando desconfortos persistentes. Alterações biomecânicas e demandas físicas inadequadas também figuram entre os principais fatores relacionados ao surgimento dessa disfunção.

De acordo com especialistas, o reconhecimento precoce desse quadro é crucial para o sucesso do tratamento. A identificação dos padrões de movimento compensatórios orienta a escolha de intervenções apropriadas, reduzindo riscos de agravamento ou novas lesões. A fisioterapia, nesse contexto, assume papel preventivo e terapêutico, fundamentando-se na avaliação individualizada de cada caso.

Quais técnicas a fisioterapia utiliza para ajustar Desequilíbrios Musculares?

A fisioterapia conta com diversas estratégias para reequilibrar o sistema musculoesquelético. Entre as abordagens mais empregadas, destacam-se:

  • Exercícios de fortalecimento: Direcionados para grupos musculares enfraquecidos, fortalecendo de forma isolada ou integrada aos movimentos funcionais.
  • Alongamentos específicos: Praticados para relaxar estruturas encurtadas e restabelecer amplitude de movimento ideal.
  • Treinamento postural: O alinhamento corporal é incentivado por meio de exercícios de consciência corporal, prevenindo compensações prejudiciais.
  • Liberação miofascial: Técnica manual utilizada para soltar pontos de tensão e melhorar mobilidade dos tecidos moles.
Desequilíbrios Musculares – Créditos: depositphotos.com / AntonShevchenko

Além dessas práticas, a fisioterapia pode incorporar recursos como eletroestimulação, bandagens terapêuticas e exercícios em equipamentos funcionais. O planejamento das intervenções sempre leva em conta as necessidades individuais, focando na progressão dos estímulos e na integração com outras áreas da saúde se necessário.

Quais os benefícios do reequilíbrio muscular promovido pela fisioterapia?

O reequilíbrio muscular conquistado por meio da fisioterapia traz uma série de benefícios amplamente reconhecidos. Entre eles estão a redução da dor, melhora da performance motora, prevenção de recorrência de lesões e aumento da qualidade do sono. A regularização das funções musculares contribui também para correção postural, tornando as atividades cotidianas menos desgastantes.

Outro ponto importante é que, ao restaurar o equilíbrio entre os grupos musculares, diminui-se o risco de sobrecarga em articulações e tendões, fator essencial para evitar patologias como tendinites, bursites e lombalgias. A promoção da consciência corporal proporciona maior percepção sobre os próprios limites, incentivando adoção de hábitos mais saudáveis e postura adequada nas tarefas diárias.

Quando buscar a fisioterapia para corrigir Desequilíbrios Musculares?

A procura por suporte fisioterapêutico é recomendada diante de sinais como dor persistente, dificuldade para executar movimentos rotineiros, sensação de rigidez muscular ou histórico frequente de lesões. Atletas, pessoas que exercem atividades repetitivas ou passam longos períodos em uma mesma posição encontram na fisioterapia a possibilidade de minimizar prejuízos à musculatura e melhorar o desempenho funcional.

No contexto atual, em 2025, a informação e o acesso a profissionais especializados têm facilitado a busca por abordagens preventivas, diminuindo a frequência de complicações associadas aos Desequilíbrios Musculares. Por meio de acompanhamento personalizado, a fisioterapia oferece ferramentas adequadas para recuperar e manter a harmonia do sistema musculoesquelético.

Este artigo foi revisado por: Dra Celia Sandrini

Dra Celia Sandrini

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Como evitar lesões no futebol amador com fisioterapia

Atletas Amadores de Futebol buscam constantemente maneiras de melhorar o desempenho e evitar interrupções decorrentes de lesões. Nesse contexto, a fisioterapia preventiva tornou-se uma aliada essencial, especialmente para quem pratica o esporte de modo recreativo e, muitas vezes, sem respaldo técnico especializado. Implementar estratégias de prevenção é fundamental para garantir a continuidade na pelada do fim de semana e a manutenção da saúde ao longo do tempo.

É comum que praticantes amadores estejam menos atentos à preparação física adequada, favorecendo o surgimento de lesões musculares, entorses e sintomas de overtraining. Ao adotar cuidados preventivos, é possível reduzir significativamente o risco desses incidentes. O trabalho de fisioterapia especializado colabora não só na abordagem de dores e desconfortos, mas principalmente na promoção da consciência corporal e estabilidade articular, pilares para quem deseja atuar nas quatro linhas por mais tempo, sem intercorrências.

O que é fisioterapia preventiva no futebol amador?

Fisioterapia preventiva refere-se ao conjunto de práticas terapêuticas voltadas à antecipação e ao bloqueio de possíveis lesões, antes que elas ocorram. No futebol amador, essa abordagem ganha destaque devido ao alto índice de contusões observado em jogos informais, onde nem sempre há aquecimento ou alongamento prévios adequados. Nesse cenário, realizar sessões de fisioterapia preventiva não exige que o atleta esteja lesionado, mas, pelo contrário, tem como meta deixá-lo apto para a prática esportiva de forma segura e eficiente.

O fisioterapeuta analisa a mecânica dos movimentos, identifica pontos de vulnerabilidade e orienta sobre exercícios e hábitos benéficos. Dentre as atividades sugeridas, estão treinos de propriocepção, fortalecimento muscular focado em grupos mais exigidos no futebol, como quadríceps, isquiotibiais, tornozelos e core, além do treinamento de equilíbrio. Pequenas adaptações na rotina podem significar menos idas ao banco de reservas por lesões comuns, como estiramentos e torções.

Quais lesões podem ser evitadas com fisioterapia preventiva?

As lesões mais relatadas entre amadores abrangem distensões muscularesentorses de tornozelo, lesões de ligamento, desequilíbrios posturais e desconfortos lombares. O tratamento preventivo atua diretamente para diminuir a incidência desses quadros, fortalecendo estruturas vulneráveis e promovendo a melhora da flexibilidade. A atuação do fisioterapeuta ampara o atleta amador não apenas em episódios de dor, mas principalmente na manutenção de uma rotina saudável, alinhando autocuidado e práticas seguras.

  • Distensões Musculares: Geralmente ocorrem devido ao esforço repentino ou preparo insuficiente antes do jogo.
  • Entorses de tornozelo: São comuns nas mudanças rápidas de direção e contato com outros jogadores.
  • Lesões de ligamento: Frequentemente relacionadas a superfícies irregulares e movimentos bruscos.
  • Dores lombares e desequilíbrios posturais: Resultam da falta de fortalecimento do core e hábitos inadequados no dia a dia.

Como funciona a rotina de fisioterapia preventiva para quem joga futebol amador?

Incorporar a fisioterapia preventiva no dia a dia do futebolista amador é um processo que envolve avaliação individual e aplicação de exercícios específicos. O acompanhamento pode ocorrer em clínicas especializadas ou, em algumas situações, no próprio ambiente dos jogos. O profissional da área realiza uma análise funcional, buscando identificar padrões de movimento e deficiências que possam sobrecarregar músculos e articulações.

  1. Avaliação funcional: Análise da marcha, postura, flexibilidade e força muscular.
  2. Elaboração de plano personalizado: Criação de exercícios de alongamento, resistência e equilíbrio, adaptados à rotina e necessidades do atleta.
  3. Execução regular: Prática frequente dos exercícios, tanto nos dias de treino quanto fora deles.
  4. Reforço de hábitos saudáveis: Orientações sobre aquecimento, hidratação e recuperação pós-jogo.

Em muitos casos, práticas como o trabalho de propriocepção e a inclusão de faixas elásticas, pranchas de equilíbrio e sessões de massagem ajudam no controle de microlesões e na rápida recuperação de pequenas dores. A integração desses métodos com o futebol diário resulta não apenas em menor incidência de lesões, mas também em melhor rendimento físico e maior resistência dentro de campo.

Atletas Amadores de Futebol – Créditos: depositphotos.com / belart84

Quais são os benefícios a longo prazo da fisioterapia preventiva?

A adesão contínua à fisioterapia preventiva representa ganhos expressivos para jogadores de futebol amador. Entre os benefícios estão a maior liberdade de movimento, a redução significativa nos afastamentos por questões físicas e a melhora na qualidade de vida. Prevenir lesões, nesse contexto, significa garantir que a prática esportiva possa ser feita de forma duradoura e sem prejuízos à saúde.

Além disso, a orientação do fisioterapeuta contribui para o desenvolvimento de uma relação mais consciente com o próprio corpo, identificando rapidamente sinais de sobrecarga e agindo preventivamente antes que evoluam para lesões graves. Essa abordagem, quando internalizada, promove não apenas bem-estar físico, mas também motivação e confiança para entrar em campo, sabendo que a preparação vai além das quatro linhas.

Este artigo foi revisado por: Dra Celia Sandrini

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Como a eletroterapia acelera a reabilitação?

A busca por métodos eficazes de recuperação física é constante entre atletas e praticantes de esportes, especialmente diante das lesões ortopédicas comuns que podem afetar tanto amadores quanto profissionais. A Eletroterapia surge como uma opção de tratamento amplamente discutida nas últimas décadas, integrando o arsenal terapêutico das clínicas de fisioterapia esportiva. Essa técnica utiliza correntes elétricas controladas com a finalidade de promover a reabilitação tecidual de maneira segura.

Eletroterapia – Créditos: depositphotos.com / AndrewLozovyi

Nos primeiros momentos após uma lesão, o corpo humano inicia processos inflamatórios, dor e, por vezes, restrição de movimentos nas áreas afetadas. Nesses casos, a Eletroterapia  apresenta-se como alternativa para minimizar sintomas e acelerar o reparo muscular, favorecendo o retorno do atleta às atividades rotineiras. O método se destaca pela versatilidade de aplicações, abrangendo diferentes etapas do processo de reabilitação.

O que é Eletroterapia e como é aplicada em lesões esportivas?

Eletroterapia consiste no uso de equipamentos que emitem correntes elétricas de baixa ou média frequência direcionadas a tecidos lesionados. Adaptando-se às necessidades do paciente, diferentes modalidades — como TENS (Estimulação Elétrica Nervosa Transcutânea), FES (Estimulação Elétrica Funcional) e microcorrentes — podem ser selecionadas pelo fisioterapeuta. O objetivo é estimular terminais nervosos, fibras musculares ou áreas de inflamação localizadas, favorecendo respostas biológicas específicas.

O tratamento costuma ser indolor, podendo causar apenas uma leve sensação de formigamento durante sua aplicação. Tais sessões são realizadas sob acompanhamento de um profissional, que ajusta intensidade, frequência e tempo de exposição, de acordo com a gravidade da lesão e a resposta tecidual individual. Vale ressaltar que a indicação de Eletroterapia deve considerar avaliações clínicas detalhadas para garantir a segurança do procedimento.

De que forma a Eletroterapia favorece a recuperação do atleta?

A atuação da Eletroterapia em lesões esportivas pode ser observada em diferentes frentes. Em primeiro lugar, destaca-se o potencial analgésico — as correntes elétricas têm capacidade de modular sinais transmitidos pelas fibras nervosas, reduzindo a sensação de dor. Paralelamente, há evidências de que determinadas frequências promovem o relaxamento da musculatura, auxiliando na diminuição de espasmos e rigidez após traumas.

Outro benefício está associado ao estímulo da circulação sanguínea local. A vasodilatação induzida pela Eletroterapia favorece o aporte de nutrientes e oxigênio para as células, facilitando a reparação dos tecidos danificados. Além disso, modalidades específicas são empregadas para combater edemas, acelerando o processo inflamatório e favorecendo a cicatrização muscular.

  • Alívio da dor — bloqueio de impulsos nervosos relacionados à sensação dolorosa
  • Redução de edemas — otimização do fluxo linfático e sanguíneo
  • Recuperação muscular — estimulação direta de fibras atrofiadas
  • Prevenção de atrofia — manutenção do tônus durante o período de imobilização

Quais lesões esportivas podem se beneficiar da Eletroterapia?

A aplicação da Eletroterapia na recuperação esportiva abrange diferentes tipos de lesões frequentemente observadas em ambientes esportivos. Torções, distensões, contusões, rupturas de ligamentos e lesões tendíneas estão entre os quadros tratados por meio dessa tecnologia. Atletas de alto rendimento, especialmente do futebol, atletismo e modalidades de impacto, encontram na Eletroterapia um complemento relevante à fisioterapia convencional.

Cada tipo de lesão demanda uma abordagem personalizada. No caso de entorses de tornozelo, por exemplo, a Eletroterapia contribui para controlar o inchaço e acelerar a reabilitação, enquanto em quadros de ruptura muscular, os estímulos elétricos são utilizados para ativar fibras e retornar progressivamente ao desempenho pré-lesão. Importante lembrar que a eletroterapia, embora seja útil, raramente é aplicada de forma isolada, sendo parte de protocolos multidisciplinares que incluem exercícios e outras modalidades terapêuticas.

Quais são as principais recomendações e cuidados para o uso da Eletroterapia?

Embora a Eletroterapia seja considerada segura e com baixo risco de efeitos colaterais, existem recomendações que devem ser respeitadas. Antes de iniciar o tratamento, é fundamental que o profissional realize uma avaliação física completa, excluindo contraindicações como presença de marcapasso, feridas abertas, infecções ativas ou gravidez em áreas a serem tratadas.

  1. Avaliação individualizada do atleta
  2. Seleção adequada do tipo de corrente elétrica
  3. Monitoramento de reações adversas
  4. Alinhamento do tratamento com outras formas de fisioterapia
  5. Revisão periódica dos objetivos terapêuticos

A atuação conjunta de profissionais da saúde é fundamental para garantir a segurança do paciente, otimizando os resultados e minimizando o risco de recidivas. Ressalta-se, por fim, que o retorno do atleta ao esporte deve sempre respeitar os limites biológicos do corpo e avaliações detalhadas do quadro clínico, evitando prejuízos funcionais futuros.

Este artigo foi revisado por: Dra Celia Sandrini

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