Cotovelo de tenista: a lesão que atacou Federer e pode estar sabotando seus treinos — Saiba como identificar agora

Entre os problemas ortopédicos mais comuns entre atletas, principalmente praticantes de esportes de raquete, está a Epicondilite Lateral. Popularmente conhecida como “cotovelo de tenista”, essa lesão afeta não apenas profissionais como Roger Federer, mas também pessoas que realizam atividades repetitivas com os braços. Por sua frequência, é importante conhecer seus sintomas, fatores de risco e como agir para buscar uma recuperação eficiente.

A Epicondilite Lateral decorre da sobrecarga dos tendões responsáveis pela extensão do punho e dedos. Movimentos repetidos e força excessiva podem desencadear pequenas lesões nesses tendões, levando à dor e sensibilidade fora do cotovelo. Apesar do nome, o cotovelo de tenista não é exclusivo do tênis, podendo surgir em trabalhadores, praticantes de musculação e até tarefas domésticas.

O que é a Epicondilite Lateral?

A Epicondilite Lateral consiste em uma inflamação dos tendões que se fixam na região lateral do cotovelo, chamada epicôndilo lateral do úmero. Essa condição ocorre quando atividades repetidas, como segurar raquetes, ferramentas ou objetos, provocam microlesões e inflamação. O quadro resulta em sensação dolorosa, formigamento e inclusive dificuldade para fazer movimentos simples, como apertar a mão ou carregar sacolas.

Epicondilite Lateral – Créditos: depositphotos.com / VitalikRadko

Como identificar os sintomas?

Identificar o cotovelo de tenista nem sempre é simples, pois os sintomas podem variar de acordo com a gravidade da lesão. Os principais sinais são:

  • Dor na parte externa do cotovelo que pode irradiar para o antebraço;
  • Dificuldade para segurar objetos ou realizar movimentos de rotação do braço;
  • Sensação de fraqueza na mão afetada;
  • Desconforto ao apertar a mão ou girar maçanetas.

Caso esses sintomas estejam presentes, é recomendado procurar um médico ortopedista para avaliação e diagnóstico adequado, principalmente se a dor persistir por mais de duas semanas ou interferir nas atividades do dia a dia.

Quais as causas e fatores de risco para o cotovelo de tenista?

As principais causas da Epicondilite Lateral estão relacionadas a movimentos repetitivos e esforço sobre a musculatura do antebraço. Jogadores profissionais como Federer desenvolvem o problema devido à exigência constante e aos impactos repetidos no tênis. No entanto, a lesão também pode acometer:

  1. Trabalhadores que utilizam chaves, martelos ou parafusadeiras;
  2. Praticantes de musculação com técnica inadequada;
  3. Pessoas que carregam sacolas ou fazem tarefas domésticas com frequência;
  4. Idade acima de 40 anos, devido à menor elasticidade dos tendões.

Os fatores de risco aumentam se houver falta de alongamento, fortalecimento muscular inadequado ou sobrecarga no braço não dominante.

Como tratar e prevenir a Epicondilite Lateral?

O tratamento do cotovelo de tenista costuma começar com medidas conservadoras, como repouso, uso de gelo e anti-inflamatórios prescritos. A fisioterapia desempenha papel fundamental para fortalecer a musculatura do antebraço, recuperar a função e prevenir novas lesões. Em casos mais graves ou persistentes, podem ser necessários infiltrações ou, raramente, cirurgia.

  • Adequação da carga de treino ou trabalho, para evitar repetição excessiva;
  • Realização de alongamentos e fortalecimento muscular específico;
  • Adaptação de equipamentos, como utilização de raquetes ou ferramentas com empunhadura correta;
  • Consulta regular com profissionais da saúde para acompanhamento.

A prevenção também envolve atenção à postura corporal, à técnica durante os exercícios e ao uso de suportes quando indicado. Essas práticas podem reduzir drasticamente a incidência de Epicondilite Lateral.

Como um diagnóstico precoce pode ajudar?

Buscar orientação médica logo no início dos sintomas colabora para um retorno mais rápido às atividades, impedindo que a lesão avance. Com o apoio de avaliação clínica e, em alguns casos, exames de imagem, o diagnóstico da Epicondilite Lateral se torna preciso, possibilitando intervenções eficazes e evitando complicações.

Entender os mecanismos, sintomas e formas de intervenção contribui para uma rotina esportiva ou de trabalho mais saudável, sem limitações impostas pela dor no cotovelo. Assim, seja para quem compete, pratica esportes de lazer ou trabalha com movimentos repetidos, conhecer a Epicondilite Lateral é fundamental para preservar a saúde articular e a qualidade de vida em 2025.

Este artigo foi revisado por: Dra Celia Sandrini

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Você está com dor no cotovelo ao pegar peso? Pode ser Epicondilite Medial — a lesão silenciosa que derrubou grandes atletas

A dor no cotovelo frequentemente associada à prática de atividades físicas ou movimento repetitivo pode indicar a presença da Epicondilite Medial. Essa condição é mais comum do que se imagina, afetando pessoas de diferentes idades, especialmente aquelas envolvidas em esportes ou profissões que exigem esforço repetitivo dos músculos e tendões do antebraço.

Conhecida popularmente como “cotovelo do golfista”, a Epicondilite Medial ganhou destaque por ter prejudicado o desempenho de grandes nomes do esporte, mas seu impacto não se restringe aos atletas. Muitas pessoas só percebem os sintomas quando a dor se torna incômoda durante atividades diárias, como carregar objetos ou até mesmo ao apertar as mãos.

O que é Epicondilite Medial?

A Epicondilite Medial é caracterizada por uma inflamação dos tendões localizados na parte interna do cotovelo, onde os músculos flexores do antebraço se originam. Essa inflamação ocorre geralmente devido à sobrecarga ou esforço repetitivo, o que pode ocasionar microlesões nos tecidos. Embora seja frequentemente associada ao tênis, golfe ou musculação, qualquer movimento repetitivo dos membros superiores pode desencadear o problema.

Quais são as principais causas da Epicondilite Medial?

Os fatores mais comuns que levam ao desenvolvimento dessa lesão envolvem:

  • Repetição excessiva de movimentos de flexão do punho
  • Uso inadequado de equipamentos esportivos ou ferramentas profissionais
  • Enfraquecimento dos músculos do antebraço
  • Prática de esportes como tênis, golfe, arremesso ou musculação
  • Atividades ocupacionais intensas, como jardinagem, carpintaria e serviços manuais

Além disso, fatores como idade acima de 35 anos, ausência de aquecimento adequado e falta de alongamento aumentam o risco do desenvolvimento da Epicondilite Medial. Em muitos casos, a lesão evolui de maneira silenciosa, levando o indivíduo a buscar ajuda médica apenas quando a dor já está bem evidente.

Como identificar se a dor no cotovelo é causada por Epicondilite Medial?

A presença de dor na região interna do cotovelo, que pode irradiar para o antebraço, é um dos principais indícios. Outros sinais comuns incluem:

  1. Sensação de fraqueza ao apertar ou segurar objetos
  2. Desconforto ao levantar peso com as mãos
  3. Perda de força durante atividades simples, como abrir uma porta ou dar um aperto de mão
  4. Rigidez pela manhã ou após períodos de repouso
  5. Inchaço localizado ao redor do epicôndilo medial

Na dúvida, é fundamental contar com avaliação de um profissional de saúde, que pode solicitar exames complementares, como ultrassonografia ou ressonância magnética, para excluir outras causas e confirmar o diagnóstico.

Como é feito o tratamento da Epicondilite Medial?

O manejo da condição foca em aliviar a dor, reduzir a inflamação e restabelecer a função do braço. As recomendações mais comuns incluem:

  • Repouso e mudança de atividade, evitando movimentos que sobrecarreguem o cotovelo
  • Aplicação de gelo na região dolorida durante as primeiras 48-72 horas
  • Uso de anti-inflamatórios, sob orientação médica
  • Fisioterapia para fortalecimento e alongamento dos músculos do antebraço
  • Técnicas de reabilitação, como liberação miofascial e exercícios específicos

Em situações persistentes, a infiltração com corticosteroides ou tratamento cirúrgico pode ser indicada, mas esses métodos geralmente são adotados apenas em casos refratários ao tratamento conservador.

Como prevenir a Epicondilite Medial durante as atividades do dia a dia?

Medidas simples podem ajudar a evitar o desenvolvimento da inflamação no cotovelo:

  1. Realizar aquecimento e alongamento apropriados antes de iniciar exercícios
  2. Utilizar equipamentos adequados e ergonomicamente ajustados
  3. Evitar sobrecarregar o braço com movimentos repetitivos intensos
  4. Fortalecer os músculos do antebraço por meio de treinamento supervisionado
  5. Alterar a técnica de execução dos movimentos sempre que sentir desconforto

Atenção frequente ao próprio corpo e valorização de sintomas precoces são passos fundamentais para evitar a evolução do quadro e preservar a capacidade funcional do cotovelo.

Epicondilite Medial – Créditos: depositphotos.com / Vonschonertagen

Em resumo, detectar a Epicondilite Medial nas fases iniciais contribui para uma recuperação mais rápida e eficaz. O acompanhamento especializado e a adoção de medidas de prevenção ajudam a reduzir o impacto da doença e permitem o retorno seguro às atividades habituais.

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A dor que aposentou vários jogadores: o que é Pubalgia e por que você precisa tratar antes que seja tarde

A Pubalgia é uma condição frequentemente citada no universo do futebol e ganhou notoriedade ao longo dos anos por afastar atletas renomados dos gramados. Marcada por uma dor persistente na região do púbis, essa lesão tornou-se tema de preocupação não apenas para os jogadores profissionais, mas também para praticantes amadores e treinadores que buscam compreender suas causas e melhores formas de tratamento. Casos de jogadores célebres, como Kaká, levantaram alerta para a importância do manejo correto desse problema de saúde.

Pubalgia – Créditos: depositphotos.com / fantasticstudio33

O desconforto causado pela Pubalgia costuma impactar de maneira significativa a rotina dos esportistas, limitando a mobilidade e, nos casos mais graves, obrigando o afastamento prolongado das atividades. Esse quadro clínico não afeta apenas carreiras em ascensão, mas também pode ser responsável pela aposentadoria precoce de atletas de alto rendimento. Portanto, conhecer os sinais e buscar orientação especializada são etapas fundamentais para evitar agravamentos.

O que é Pubalgia e por que afeta tantos jogadores?

A Pubalgia, também conhecida como síndrome pubálgica, é fruto de um processo inflamatório ou lesão nos músculos e tendões localizados na região da pelve, especialmente próximo à sínfise púbica. Essa área é constantemente exigida em esportes que envolvem mudanças bruscas de direção, chutes potentes e corridas intensas, como o futebol – o que explica a alta incidência entre atletas dessa modalidade.

Fatores frequentes para o surgimento da Pubalgia incluem desbalanceamento muscular, excesso de treinos, lesões prévias mal curadas e a falta de fortalecimento em grupos musculares específicos da região abdominal e adutora. Outro aspecto importante refere-se à dificuldade no diagnóstico diferencial, já que os sintomas da pubalgia podem ser confundidos com outros tipos de dores abdominais ou inguinais, atrasando o início do tratamento adequado.

Como identificar os sinais da Pubalgia?

O principal sintoma da Pubalgia é a dor na região do púbis, frequentemente irradiando para a virilha, abdômen inferior ou parte interna da coxa. Essa dor tende a piorar durante atividades físicas que exijam explosão muscular, acelerações ou desacelerações abruptas, além de movimentos típicos do chute no futebol. Em muitos casos, o incômodo se prolonga mesmo em repouso ou durante atividades cotidianas.

  • Desconforto ao subir escadas ou levantar de uma cadeira.
  • Dor acentuada ao tossir, espirrar ou mesmo durante o aquecimento para jogos.
  • Sensação de rigidez muscular ao redor da região púbica.
  • Diminuição da performance nos treinos devido ao incômodo contínuo.

Ao identificar alguns desses sinais, é fundamental suspender as atividades físicas e procurar uma avaliação médica, geralmente realizada por ortopedistas ou fisioterapeutas especializados em medicina esportiva.

Por que tratar a Pubalgia de forma precoce é essencial?

Ignorar os primeiros sintomas ou atrasar a busca por atendimento pode agravar a Pubalgia, trazendo consequências duradouras para a carreira esportiva. O tratamento precoce possibilita um controle mais rápido do processo inflamatório e reduz a chance de complicações, como a cronicidade da dor e a necessidade de intervenções cirúrgicas.

Muitos atletas de destaque, incluindo Kaká, sofreram impactos significativos na carreira em virtude da Pubalgia. Entre as abordagens terapêuticas recomendadas, destacam-se:

  1. Repouso e redução das atividades físicas até a melhora dos sintomas.
  2. Fisioterapia direcionada ao fortalecimento muscular e reequilíbrio postural.
  3. Uso de medicamentos anti-inflamatórios, quando prescritos por profissionais.
  4. Em situações graves, procedimentos cirúrgicos podem ser considerados.

Além disso, é fundamental a reeducação da prática esportiva, com a adoção de técnicas adequadas de alongamento, fortalecimento de grupos musculares estratégicos e acompanhamento contínuo por equipes multidisciplinares.

Como prevenir a Pubalgia no futebol?

Para minimizar o risco de desenvolver Pubalgia, é importante aderir a um programa de preparação física adequado às demandas do esporte. O fortalecimento dos músculos da região abdominal, adutores e glúteos pode ajudar a distribuir melhor as cargas durante os movimentos típicos do futebol. O acompanhamento fisioterapêutico de rotina, aliado a avaliações periódicas, pode identificar desequilíbrios ou fragilidades logo no início.

  • Realizar aquecimento e alongamento antes de qualquer treino ou jogo.
  • Manter uma rotina de fortalecimento muscular equilibrada.
  • Observar sinais de sobrecarga e respeitar períodos de recuperação.
  • Buscar orientação profissional no caso de dores persistentes.

Atender a essas recomendações contribui para a longevidade da carreira esportiva e pode evitar afastamentos prolongados motivados por quadros de Pubalgia.

A Pubalgia é, sem dúvidas, uma preocupação real para atletas e treinadores ligados ao futebol e outros esportes de contato. O entendimento claro sobre seus sintomas, causas e possibilidades de tratamento torna-se aliado essencial na prevenção e no manejo dessa lesão, preservando a integridade física dos jogadores e, em muitos casos, suas trajetórias nos gramados.

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Sua Perna Está Queimando ao Correr? Pode Ser Canelite! Aprenda Como Evitar Essa Lesão que Assustou Corredores Profissionais

A sensação de dor ou ardência localizada na região da canela costuma preocupar quem pratica atividades físicas regularmente, principalmente corredores. Esse sintoma pode ser um indício de Canelite, uma condição que afeta a parte anterior da perna e tem chamado a atenção até de atletas profissionais. Conhecida entre esportistas, a Canelite apresenta sinais específicos e sua prevenção é fundamental para manter o desempenho e a rotina de treinos em dia.

Embora pareça uma lesão restrita a maratonistas, a Canelite pode se manifestar em qualquer pessoa que pratique exercícios de impacto, como caminhadas rápidas ou esportes de quadra. Reconhecer os fatores que favorecem seu aparecimento contribui para evitar complicações maiores e afastamentos das atividades. O entendimento adequado do problema auxilia tanto em seu tratamento quanto na adoção de medidas preventivas.

O que é Canelite e quais são seus principais sintomas?

A Canelite, denominada médicamente como síndrome do estresse tibial medial, caracteriza-se pelo surgimento de dor na parte anterior da perna, especialmente próxima à tíbia. Esse desconforto geralmente se intensifica durante ou após a prática de exercícios que exigem impacto repetitivo na região inferior das pernas. Os sintomas incluem sensação de queimação, dor contínua ou pontual, e inchaço local.

É importante observar que, nos estágios iniciais, a dor associada à Canelite pode aparecer apenas ao correr ou saltar, aliviando-se com o repouso. Com o agravamento do quadro, o incômodo pode persistir mesmo fora das atividades físicas. Fatores como calçados inadequados, excesso de treinos e terreno irregular aumentam a probabilidade do aparecimento da lesão, tornando necessário atenção à rotina de exercícios.

Quais são as causas da Canelite e como prevenir a lesão?

As principais causas da Canelite incluem sobrecarga nos músculos e ossos das pernas, movimentos repetitivos e uso de calçados com pouca absorção de impacto. A falta de aquecimento e alongamento e o aumento repentino da intensidade dos treinos são elementos que favorecem o desenvolvimento da dor na canela. Por isso, praticantes de corrida, futebol e basquete estão entre os mais afetados.

Para prevenir a Canelite, é indispensável investir em algumas medidas:

  • Uso de tênis apropriados: Escolher calçados com boa absorção de impacto e suporte adequado aos pés.
  • Aquecimento e alongamento: Realizar sessões de aquecimento antes e após os treinos.
  • Ajuste gradual: Aumentar a carga de treino e a intensidade de forma progressiva.
  • Superfícies planas: Priorizar ambientes regulares para diminuir o impacto nas pernas.

Adotar esses cuidados contribui para a integridade muscular e óssea, reduzindo significativamente os riscos de desenvolver o problema.

Canelite pode ser tratada em casa? Quando procurar um especialista?

Nos casos leves, o tratamento da Canelite pode incluir repouso, aplicação de gelo na região afetada e mudanças nos hábitos de treinamento. No entanto, ao persistirem os sintomas de dor e inchaço, torna-se importante buscar a orientação de um profissional de saúde. Em algumas situações, a lesão pode evoluir para quadros mais graves, como fraturas por estresse, se não receber o devido cuidado.

  1. Interromper temporariamente atividades de impacto;
  2. Aplicar compressas frias por 15 a 20 minutos, algumas vezes ao dia;
  3. Realizar exercícios de fortalecimento e alongamento, após liberação médica;
  4. Reavaliar as condições dos tênis e do tipo de solo utilizado durante os treinos.

Se a dor for intensa, limitar os movimentos ou apresentar outros sintomas, como formigamento ou perda de força, a avaliação médica é essencial para diagnóstico correto e indicação do tratamento adequado.

Como a Canelite tem impactado atletas profissionais em 2025?

Em 2025, a incidência de canelite entre atletas profissionais tem motivado a ampliação de programas preventivos em equipes esportivas. O monitoramento individualizado durante treinos, aliado ao uso de tecnologias de análise biomecânica, colabora para detecção precoce e manejo da lesão. Corredores de alto rendimento e jogadores de modalidades como futebol têm passado por avaliações regulares para identificar possíveis sinais antes do surgimento de sintomas mais severos.

Com o conhecimento sobre a Canelite cada vez mais disseminado, há uma tendência crescente na adoção de estratégias que visam preservar a saúde dos praticantes de esportes. Embora a prevenção seja a melhor forma de evitar afastamentos e impactos negativos sobre o desempenho atletico, a recuperação adequada e o respeito aos limites corporais continuam sendo fatores determinantes para manter-se livre de lesões.

Canelite – Créditos: depositphotos.com / MikeEdwards
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Dor no pescoço ou formigamento? Pode ser Hérnia Cervical — Veja os sintomas que até Neymar ignorou!

Nos últimos anos, a incidência de Hérnia de Disco Cervical tornou-se um tema recorrente em consultas ortopédicas e fisioterapêuticas. Esse problema, que afeta principalmente a região do pescoço, pode trazer sintomas que variam desde desconfortos leves até quadros de dor intensa e incapacitante. Muitas pessoas passam dias, semanas ou até meses sentindo dor ou formigamento sem imaginar que estão diante de um quadro de hérnia cervical.

hérnia de disco cervical – Créditos: depositphotos.com / info.cineberg.com

O caso do atleta Neymar em 2024 trouxe ainda mais atenção para o tema. Assim como ele, famosos e anônimos podem negligenciar sinais de alerta, acreditando tratar-se apenas de uma dor muscular passageira. Entender como a hérnia discal cervical se manifesta e quais seus principais sintomas é fundamental para buscar ajuda precoce e evitar complicações maiores.

O que é Hérnia de Disco Cervical?

A Hérnia de Disco Cervical ocorre quando parte do disco que fica entre as vértebras da coluna cervical se desloca, comprimindo os nervos próximos. Esse deslocamento pode ser resultado de desgaste natural, lesões, movimentos repetitivos, má postura ou, como acontece em esportistas, traumas durante a atividade física. O disco herniado pressiona as raízes nervosas ou a medula espinhal, gerando sintomas variados.

A cabeça humana é sustentada por sete vértebras cervicais, numeradas de C1 a C7. Entre elas, discos intervertebrais atuam como amortecedores, promovendo flexibilidade e resistência à coluna. O envelhecimento ou sobrecargas crescentes deixam esses discos mais suscetíveis a fissuras e protusões, abrindo caminho para o surgimento da hérnia cervical.

Quais sintomas podem indicar uma Hérnia de Disco Cervical?

Os sintomas da Hérnia de Disco Cervical costumam se manifestar de maneiras distintas em cada pessoa, dependendo da localização e do grau de compressão nervosa. Em muitos casos, é comum encontrar relatos de dores agudas no pescoço que podem irradiar para ombros, braços e até mãos. Outro sinal frequente é o formigamento ou sensação de dormência, especialmente nos dedos e na palma da mão.

  • Dor cervical persistente: sensação dolorosa que não melhora com repouso.
  • Formigamento ou dormência: incômodo que se espalha do pescoço aos membros superiores.
  • Fraqueza muscular: dificuldade ao segurar objetos ou baixar o braço por tempo prolongado.
  • Limitação de movimentos: dificuldade ao girar o pescoço para os lados.
  • Dores de cabeça: em alguns casos, a dor pode se irradiar para o crânio.

Segundo especialistas, sintomas mais intensos podem indicar comprometimento mais grave, como redução de força ou alterações de sensibilidade. Por isso, sinais persistentes não devem ser negligenciados, mesmo entre pessoas jovens ou atletas de alto rendimento.

Como é realizado o diagnóstico da hérnia cervical?

O diagnóstico da Hérnia de Disco Cervical envolve uma avaliação clínica detalhada, onde o profissional de saúde investiga os sintomas relatados e realiza exames físicos específicos para detectar falhas neurológicas. Além disso, o uso de exames de imagem como ressonância magnética e tomografia computadorizada é fundamental para visualizar o deslocamento do disco e o grau de compressão exercido sobre os nervos ou a medula.

A identificação precoce permite adotar um tratamento mais assertivo, evitando complicações como perda de mobilidade ou problemas neurológicos irreversíveis. Em situações em que o paciente convive com sintomas leves, o médico pode recomendar medidas conservadoras, como fisioterapia, analgesia e mudanças comportamentais. Entretanto, em quadros graves ou quando há déficit motor, pode ser indicada uma intervenção cirúrgica.

Quais cuidados podem ajudar a prevenir a Hérnia de Disco Cervical?

A prevenção da hérnia cervical passa por alguns cuidados simples, mas eficazes, especialmente para quem tem predisposição genética ou realiza movimentos repetitivos na rotina. Manter a postura adequada ao se sentar e ao trabalhar, alternar posições durante o dia e evitar carregar excesso de peso são medidas importantes.

  1. Fortalecer a musculatura do pescoço e das costas por meio de exercícios regulares.
  2. Evitar movimentos bruscos e impactos na região cervical.
  3. Fazer alongamentos frequentes para manter a flexibilidade dos músculos.
  4. Adotar posturas ergonômicas no ambiente de trabalho, especialmente para quem passa horas em frente ao computador.
  5. Consultar um profissional ao perceber sintomas suspeitos, não demorando para investigar a origem da dor.

Permanecer atento aos sinais que o corpo emite pode fazer diferença no tratamento e recuperação da Hérnia de Disco Cervical. Negligenciar sintomas iniciais, como dor e formigamento persistentes, pode resultar em complicações que exigem tempo maior de reabilitação. Por isso, a informação e a busca por orientação especializada são aliados fundamentais na saúde da coluna cervical.

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Hérnia de Disco na Lombar: o erro que acabou com a carreira de vários atletas — entenda se você está correndo o mesmo risco!

A presença de uma Hérnia de Disco Lombar pode representar importante desafio para pessoas de diferentes idades e estilos de vida, especialmente entre aqueles que praticam esportes ou exercem atividades que exigem da região inferior da coluna. Esse quadro ocorre quando parte do disco intervertebral localizado na lombar sofre deslocamento, podendo comprimir estruturas nervosas e gerar diversos sintomas. Seja a causa um movimento brusco, esforço excessivo ou alterações degenerativas, a condição afeta não apenas a performance física, mas também a rotina diária do indivíduo.

Casos de hérnia de disco na lombar são amplamente registrados em atletas de alto rendimento, que submetem a coluna a pressões repetitivas e cargas elevadas. O impacto sobre a carreira esportiva pode ser significativo, com afastamentos das competições e, em situações mais graves, o encerramento precoce da jornada profissional. Além do contexto esportivo, a hérnia lombar também atinge pessoas comuns, manifestando sintomas que variam conforme o grau de lesão e o envolvimento neurológico.

Hérnia de Disco Lombar – Créditos: depositphotos.com / vampy1

O que provoca a Hérnia de Disco Lombar?

A principal característica da hérnia na região lombar é o rompimento ou extravasamento do núcleo gelatinoso de um disco, que tem a função de amortecer choques entre as vértebras. Vários fatores contribuem para o aparecimento desse problema:

  • Sobrepeso e sedentarismo, que aumentam a pressão sobre a coluna.
  • Maus hábitos posturais, como sentar de maneira inadequada ou levantar objetos sem proteção.
  • Processo natural de envelhecimento, levando à degeneração dos discos intervertebrais.
  • Movimentos repetitivos e de alto impacto, especialmente no universo esportivo.

Entre os sintomas mais comuns estão dores intensas na região lombar, que podem irradiar para glúteos e pernas, sensação de formigamento, dormência ou fraqueza muscular. Nos casos mais graves, pode haver alteração de reflexos ou diminuição da força em um dos membros inferiores.

Como identificar os sinais e buscar tratamento?

O diagnóstico da hérnia de disco na lombar ocorre, em geral, por meio de avaliação clínica detalhada e exames de imagem, como ressonância magnética. O reconhecimento precoce dos sintomas faz diferença para evitar agravamento. Sinais de alarme incluem dor persistente que não melhora com repouso, perda de força nos membros, além de dificuldades para se locomover ou realizar atividades cotidianas.

  1. É essencial buscar atendimento especializado diante dos sintomas.
  2. O tratamento inicial costuma envolver fisioterapia, medicamentos para controlar a dor e modificações nos hábitos diários.
  3. Em casos específicos, a cirurgia pode ser indicada, principalmente quando há compressão nervosa severa ou falha no tratamento conservador.

Manter acompanhamento regular e seguir orientações médicas permite maior controle da evolução da doença e evita esqueletar hábitos que podem prejudicar a coluna lombar.

Por que a Hérnia de Disco Lombar afeta tantos atletas?

Entre esportistas, o diagnóstico de hérnia lombar não é incomum. O motivo principal é o esforço intenso e repetitivo aplicado sobre a região lombossacra em modalidades variadas, do futebol ao levantamento de peso. Os jogadores enfrentam mudanças súbitas de direção, saltos, torções e contatos físicos, elevando o risco de sobrecarga nos segmentos vertebrais.

  • Além do fator biomecânico, atletas que negligenciam o fortalecimento muscular ou ignoram sinais precoces de fadiga estão mais expostos.
  • Em muitos casos, situações de retorno precoce aos treinos podem agravar a hérnia, levando a lesões crônicas.
  • O quadro pode comprometer o rendimento esportivo e, em situações sem controle, levar à aposentadoria meteórica de nomes consagrados.

Prevenção, acompanhamento fisioterapêutico e adoção de técnicas de recuperação devem fazer parte da rotina não só de profissionais, mas de todo praticante de atividade física intensa.

Como reduzir riscos de desenvolver a hérnia de disco na lombar?

A adoção de medidas simples no cotidiano auxilia a evitar o aparecimento da Hérnia de Disco Lombar. Algumas recomendações envolvem:

  • Praticar exercícios físicos regulares, com foco no fortalecimento da musculatura abdominal e lombar.
  • Manter o peso corporal adequado e adotar posturas ergonômicas no trabalho e lazer.
  • Evitar o tabagismo, pois o cigarro contribui para a degeneração dos discos.
  • Realizar alongamentos e pausas frequentes durante jornadas longas de trabalho ou atividades repetitivas.

O entendimento dos fatores de risco, juntamente com cuidados diários, representa forma eficaz de preservar a saúde da coluna lombar, minimizando o risco de desenvolver complicações e afastamentos tanto no âmbito esportivo quanto no cotidiano.

No contexto atual de 2025, os avanços em diagnóstico e abordagens conservadoras oferecem melhores perspectivas para portadores de Hérnia de Disco Lombar, desde que haja acompanhamento adequado. Identificar precocemente sinais e adotar um estilo de vida favorável à saúde da coluna são atitudes centrais para manter a qualidade de vida e o desempenho físico em qualquer idade ou profissão.

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A lesão mais temida do futebol: o que é o LCA e por que ele aposenta tantos jogadores?

Entre as várias contusões que podem afetar a carreira de jogadores profissionais e amadores, a Lesão de LCA é frequentemente mencionada como uma das mais preocupantes no futebol. Este tipo de acidente é motivo de apreensão nos gramados, uma vez que está relacionado a longos períodos de recuperação e, em casos mais graves, pode até determinar o encerramento precoce da trajetória esportiva de atletas. A gravidade dessa lesão faz com que o Ligamento Cruzado Anterior se torne uma palavra temida entre atletas e profissionais do esporte.

Neymar rompeu o LCA – Créditos: depositphotos.com / canno73

O tema chama atenção não apenas pela frequência com que ocorre, mas pela quantidade de jogadores impactados. Desde as categorias de base até a elite do futebol mundial, a lesão costuma aparecer em situações de mudanças bruscas de direção, saltos ou choques com outros jogadores. Por envolver uma das principais articulações utilizadas durante as partidas, o joelho, o rompimento do LCA exige cuidados específicos e um tratamento criterioso.

O que é o LCA e qual sua função no joelho?

Ligamento Cruzado Anterior (LCA) faz parte do conjunto de ligamentos intra-articulares do joelho, sendo essencial para a amplitude e estabilidade desse segmento do corpo. Este ligamento atua principalmente na restrição de movimentos inadequados ou excessivos, impedindo que a tíbia se desloque exageradamente para frente em relação ao fêmur. Além disso, o LCA contribui para a proteção das estruturas ósseas e cartilaginosas do joelho durante ações comuns no futebol, como arrancadas, giros e aterrissagens após saltos.

Sem a integridade do LCA, a articulação perde estabilidade e passa a sofrer sobrecarga em outros ligamentos, aumentando as chances de novas lesões e degeneração da cartilagem. Daí a importância de identificar rapidamente qualquer alteração no joelho para reduzir riscos e permitir um tratamento adequado.

Por que a Lesão de LCA é tão comum no futebol?

A Lesão de LCA no futebol se destaca pela natureza dinâmica e de contato da modalidade. Jogadas que exigem mudanças repentinas de direção, desacelerações inesperadas, além de choques com adversários, expõem o ligamento a forças acima do limite suportável. O gramado irregular, tênis inadequado e até o cansaço muscular colaboram para aumentar os riscos durante treinos ou partidas.

Entre os principais fatores de risco para a ruptura do LCA, destacam-se:

  • Mudanças súbitas de direção
  • Atividades de salto e aterrissagem sem preparo muscular ideal
  • Choques diretos no joelho
  • Fadiga muscular, que diminui a capacidade de proteção natural
  • Piso escorregadio ou gramado pesado

Quais os sintomas e como é feito o diagnóstico de Lesão de LCA?

O rompimento desse ligamento geralmente provoca dor intensa imediatamente após o trauma, acompanhada de sensação de estalo e incapacidade de sustentar o peso na perna afetada. Outro sinal comum é o inchaço rápido, resultado do sangramento intra-articular. Nem sempre a dor persiste, mas a instabilidade no joelho tende a permanecer, dificultando movimentos naturais do atleta.

O diagnóstico é realizado por meio de avaliação clínica, exames físicos específicos e, frequentemente, por exames de imagem, como a ressonância magnética. Esse método permite confirmar a extensão da lesão e identificar possíveis danos associados a meniscos ou outros ligamentos. O diagnóstico preciso é fundamental para orientar a estratégia de tratamento e as perspectivas de retorno ao esporte.

Por que a Lesão de LCApode levar à aposentadoria precoce no futebol?

Apesar dos avanços nos tratamentos, a Lesão de LCA é conhecida por demandar um tempo extenso de recuperação, que pode variar de seis meses a um ano, dependendo do caso e do tipo de intervenção adotada. Além do processo cirúrgico, o período de reabilitação inclui fisioterapia intensa, readaptação muscular e monitoramento rigoroso da resposta ao esforço.

Alguns atletas não conseguem recuperar completamente a estabilidade, a força e a confiança necessárias para atuar em alto nível, contribuindo para a decisão de encerrar a carreira antes do planejado. Outros fatores como reincidência da lesão, dores crônicas e complicações, como artrose precoce, também impactam essa decisão. Diversos atletas que já tiveram destaque nos gramados brasileiros e internacionais passaram por situações semelhantes, marcando a história do futebol.

Como diminuir os riscos e proteger o joelho?

Prevenção é palavra-chave quando o assunto é lesão de ligamento cruzado. Programas de fortalecimento muscular, exercícios de propriocepção e acompanhamento fisioterapêutico são altamente recomendados para atletas de todas as idades e níveis. Algumas orientações contribuem para reduzir o risco de lesão:

  1. Realizar alongamentos e aquecimento antes dos treinos e jogos
  2. Investir em treinos específicos para fortalecimento dos músculos ao redor do joelho
  3. Focar em equilíbrio e coordenação motora
  4. Usar acessórios adequados para o jogo, como chuteiras específicas e joelheiras
  5. Respeitar o tempo de descanso e recuperação física

A atenção contínua aos cuidados com o físico, alinhada a uma preparação adequada, reduz significativamente a possibilidade de ocorrências graves. Nos campos de futebol, o foco em medidas preventivas tem contribuído para prolongar a vida útil dos atletas e minimizar os impactos causados pelos temidos problemas no ligamento cruzado anterior.

Este artigo foi revisado por: Dra Celia Sandrini

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A lesão de joelho que abalou Ronaldo: como prevenir o mesmo fim?

No universo do futebol, a Lesão de Menisco se tornou um tema recorrente entre atletas de alto rendimento e amadores. Muitas vezes, um problema aparentemente simples pode transformar a trajetória de um jogador, como ocorreu com Ronaldo Fenômeno na virada do milênio. O impacto dessas lesões no joelho vai além das quatro linhas, exigindo atenção especial tanto para a recuperação quanto para a prevenção desses episódios no esporte atual.

A integridade do menisco é fundamental para o desempenho físico, já que estas estruturas cartilaginosas têm a função de amortecer impactos, estabilizar a articulação e distribuir a carga durante movimentos bruscos. Por isso, quando há uma ruptura ou desgaste significativo do menisco, o atleta pode enfrentar dor, instabilidade e, por vezes, até encerrar prematuramente a carreira.

O que é uma Lesão de Menisco e por que ela é tão relevante?

Lesão no Menisco – Créditos: depositphotos.com / Sasha2109

O menisco é um componente fibrocartilaginoso presente em cada lado do joelho, sendo responsável por tarefas essenciais na dinâmica articular. Uma lesão ocorre quando o menisco sofre um rompimento parcial ou total, geralmente resultado de movimentos rotacionais intensos ou de impacto direto. Nos esportes, especialmente no futebol, a natureza explosiva dos lances favorece esse tipo de trauma.

Os sintomas incluem dor localizada, inchaço, estalidos e limitação dos movimentos da perna. Dependendo do grau da lesão, o retorno à atividade pode variar de algumas semanas até meses, demandando acompanhamento especializado. Em casos graves, como o de Ronaldo em 2000, a lesão pode levar à necessidade de procedimentos cirúrgicos e afastamento prolongado dos gramados.

Como prevenir Lesão de Menisco no futebol?

A prevenção é peça-chave para evitar que jogadores repitam histórias dramáticas de lesões como a sofrida por Ronaldo. Adotar práticas preventivas pode prolongar a carreira de atletas e garantir uma vida esportiva saudável. Entre as formas de prevenção estão:

  • Aquecimento adequado: Realizar exercícios de preparação antes de entrar em campo reduz o risco de lesões musculares e articulares.
  • Fortalecimento muscular: Manter uma boa base de força nos músculos do quadríceps, isquiotibiais e panturrilhas aumenta a proteção do joelho.
  • Técnica de execução: Aprimorar a forma de movimentação, como realizar mudanças de direção e desaceleração com controle, evita sobrecargas inesperadas.
  • Uso de equipamento adequado: Chuteiras e gramados compatíveis com a prática do futebol diminuem o risco de acidentes.
  • Atenção ao cansaço: Reconhecer sinais de fadiga ajuda a interromper o treino antes que haja queda drástica na coordenação motora.

Se houver sintomas como dor persistente ou sensação de joelho travado, buscar avaliação médica rapidamente é essencial, pois negligenciar pequenas lesões pode gerar complicações maiores.

Quais são os tratamentos disponíveis para Lesão de Menisco?

O tratamento para a Lesão de Menisco depende da extensão e do tipo de ruptura. Em casos mais leves, a reabilitação fisioterapêutica é suficiente, com foco no fortalecimento, alongamento e controle da dor. Para lesões complexas ou quando há fragmentação significativa, pode ser recomendada a artroscopia, um procedimento cirúrgico minimamente invasivo para reparar ou remover a parte afetada.

Nos últimos anos, avanços tecnológicos têm permitido abordagens mais conservadoras sempre que possível, evitando a retirada completa do menisco. O pós-operatório envolve cuidados progressivos, sempre controlados por uma equipe multidisciplinar, visando o retorno seguro à prática esportiva. A aderência ao protocolo de reabilitação é crucial para minimizar riscos de recidiva.

Quais são os impactos de uma Lesão de Menisco na carreira de um atleta?

Uma Lesão de Menisco pode alterar significativamente o caminho de um esportista profissional. O tempo necessário para a recuperação, aliado à possibilidade de limitações articulares, influencia diretamente o desempenho em campo. No contexto do futebol, é comum que lesões extensas resultem na perda de partidas decisivas e até mesmo em afastamento prolongado das competições.

Além dos aspectos físicos, o lado emocional e psicológico tende a ser afetado, visto que a insegurança para voltar aos treinos pode impactar a confiança do atleta. Equipes médicas e técnicas trabalham conjuntamente para proporcionar um retorno gradual, respeitando os limites do corpo e analisando constantemente a evolução do quadro clínico.

Considerando a importância do menisco para a função do joelho, medidas preventivas e acompanhamento precoce em casos de sintomas podem ser determinantes para evitar consequências mais gravosas. No futebol moderno, a atenção à saúde articular é prioridade para garantir longevidade e desempenho em alto nível.

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A lesão na panturrilha que tira atletas de elite, você corre o mesmo risco?

Estiramento na Panturrilha é uma lesão frequente tanto entre atletas profissionais quanto em pessoas que praticam atividades físicas de forma amadora. Caracterizado pelo rompimento parcial ou total das fibras musculares dessa região, o problema costuma acontecer de maneira súbita, geralmente durante movimentos rápidos, partidas ou saltos intensos. Apesar de variar em gravidade, o estiramento exige atenção e cuidados imediatos, para evitar complicações e facilitar a recuperação.

Com a alta exigência física, jogadores de futebol, corredores e profissionais de esportes de velocidade são frequentemente afetados por esse tipo de lesão. Entretanto, qualquer pessoa está sujeita ao estiramento, especialmente durante ações cotidianas que demandam força ou mudanças bruscas de direção, como ao subir uma escada rapidamente ou ao correr para alcançar um transporte.

O que é Estiramento na Panturrilha?

O Estiramento na Panturrilha ocorre quando as fibras musculares dos músculos gastrocnêmio e sóleo sofrem alongamento além do seu limite fisiológico. As lesões podem ser classificadas em graus, conforme a extensão do dano: desde microlesões leves que resultam em dor e desconforto, até rupturas severas, acompanhadas de inchaço, hematoma e limitação importante dos movimentos.

Entre os principais sintomas observados após um estiramento estão dor súbita e localizada, sensação de “estalo” ou “rasgo”, dificuldade para apoiar o peso na perna afetada e, em casos severos, alteração visível no formato da panturrilha. O diagnóstico é feito geralmente por avaliação clínica, mas exames de imagem, como ultrassom ou ressonância magnética, podem ser indicados para avaliar a extensão do dano.

Quais são os fatores de risco para o Estiramento na Panturrilha?

O risco de sofrer uma lesão na panturrilha aumenta devido a diversos fatores, que podem estar relacionados tanto ao tipo de atividade física quanto a características individuais. Veja a seguir os elementos que mais contribuem para esse quadro:

  • Aquecimento inadequado: praticar exercícios sem preparação prévia eleva o risco de lesão.
  • Fadiga muscular: músculos cansados respondem de forma menos eficaz, facilitando o estiramento.
  • Desequilíbrio muscular: diferenças entre a força ou flexibilidade dos membros inferiores aumentam a vulnerabilidade.
  • Idade: com o passar dos anos, os músculos tendem a perder elasticidade, tornando-se mais suscetíveis ao estiramento.
  • Uso inadequado de calçados: sapatos impróprios para a atividade podem alterar a biomecânica dos movimentos.

Além desses pontos, fatores como histórico de lesões prévias e superfícies irregulares durante a prática esportiva também elevam a possibilidade de ocorrer o Estiramento na Panturrilha.

Como é feito o tratamento para Estiramento na Panturrilha?

Panturrilha – Créditos: depositphotos.com / NEW_PHOTOS

O tratamento para lesão na panturrilha depende da gravidade. Nos casos leves, a abordagem inicial segue o protocolo “R.I.C.E.”, uma sigla em inglês que determina as ações de repouso (rest), gelo (ice), compressão (compression) e elevação (elevation) da perna afetada. Analgésicos e anti-inflamatórios podem ser orientados para alívio da dor.

  1. Interromper imediatamente a atividade física ao sentir dor aguda.
  2. Aplicar compressa gelada por períodos de 15 a 20 minutos, várias vezes ao dia.
  3. Elevar a perna para minimizar o inchaço.
  4. Após os primeiros dias, iniciar fisioterapia para promover a recuperação e prevenir recidivas.

Em quadros graves, onde ocorre ruptura muscular, pode ser necessário procedimento cirúrgico e um tempo maior de reabilitação, que pode variar de algumas semanas a vários meses, dependendo da lesão e da resposta ao tratamento.

Como prevenir o Estiramento na Panturrilhadurante a prática esportiva?

A prevenção é crucial para quem deseja continuar praticando esportes ou atividades físicas de forma segura. Algumas estratégias podem ajudar a minimizar as chances desse tipo de lesão. Entre elas, destaca-se a importância de um aquecimento adequado, acompanhado de alongamento dos músculos antes e depois dos exercícios. O fortalecimento muscular, especialmente do core e dos membros inferiores, também contribui para aumentar a resistência das fibras da panturrilha.

  • Realizar exercícios de fortalecimento específicos para a canela e o tornozelo.
  • Evitar treinos intensos sem preparação prévia.
  • Utilizar calçados adaptados à atividade e capazes de proporcionar amortecimento.
  • Respeitar limites do corpo, interrompendo as atividades diante do surgimento de dor.

Manter atenção a esses cuidados, aliado ao acompanhamento de um profissional, reduz o risco de Estiramento na Panturrilha e contribui para a saúde muscular em longo prazo.

O Estiramento na Panturrilha pode afetar qualquer pessoa?

A lesão na panturrilha, embora seja muito comum entre atletas de alto desempenho, pode atingir qualquer indivíduo que realize movimentos bruscos ou exija esforço muscular intenso. Pessoas sedentárias, que ocasionalmente se aventuram em atividades físicas, também estão suscetíveis caso não cumpram medidas preventivas ou apresentem fatores de risco individuais.

Quem busca incorporar exercícios à rotina deve estar atento à importância de um preparo físico gradativo e das orientações corretas para evitar esse tipo de lesão e garantir o retorno seguro às atividades, caso algum estiramento venha a ocorrer.

Este artigo foi revisado por: Dra Celia Sandrini

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O motivo surpreendente que tirou Neymar dos campos: Estiramento na Coxa alerta atletas

Lesões musculares são frequentes no universo esportivo e representam um desafio considerável para jogadores de alto rendimento. Entre essas lesões, o Estiramento na Coxa tem chamado atenção não apenas pela sua prevalência, mas também pelos impactos que pode causar na carreira dos atletas. Recentemente, um caso envolvendo um famoso atacante brasileiro trouxe o tema novamente aos holofotes, após o jogador precisar se afastar dos gramados devido a esse tipo de lesão na perna.

Estiramento na coxa – Créditos: depositphotos.com / CLIPAREA

O Estiramento na Coxa é um problema musculoesquelético bastante comum em esportes como o futebol, principalmente devido à intensidade dos movimentos realizados em campo. Atletas que dependem de velocidade e agilidade estão entre os mais vulneráveis a esse tipo de contusão, o que reforça a necessidade de cuidados preventivos e de um bom preparo físico.

O que é Estiramento na Coxa?

O Estiramento na Coxa, conhecido no meio esportivo como lesão muscular da região posterior ou anterior da coxa, ocorre quando as fibras musculares se rompem devido a um esforço exagerado. Essa ruptura pode ser parcial ou total, originando dor aguda, limitação de movimentos e, muitas vezes, afastamento imediato das atividades esportivas.

Na coxa, os músculos mais afetados costumam ser os isquiotibiais (parte posterior) e os quadríceps (parte anterior). Fatores como aquecimento inadequado, fadiga muscular e histórico de lesões aumentam consideravelmente o risco desse tipo de estiramento.

Quais os principais sintomas e como identificar o Estiramento na Coxa?

Atletas que sofrem com Estiramento na Coxa geralmente relatam dor súbita durante a atividade física. Outros sintomas incluem:

  • Dor localizada no músculo afetado;
  • Edema ou inchaço;
  • Dificuldade de caminhar ou correr;
  • Hematomas que podem surgir horas depois da lesão;
  • Perda de força no membro lesionado.

A avaliação médica é fundamental para confirmar o diagnóstico e determinar a gravidade do estiramento, geralmente classificado em graus de acordo com a extensão da ruptura das fibras musculares.

Como ocorre o tratamento e a recuperação de um Estiramento na Coxa?

A abordagem inicial para o Estiramento na Coxa inclui medidas simples, como repouso, aplicação de gelo e elevação do membro afetado, que ajudam a reduzir o inchaço e a dor. Em seguida, a fisioterapia desempenha papel crucial na reabilitação, focando no restabelecimento da força e da flexibilidade muscular. Em alguns casos, especialmente em lesões de maior gravidade, pode ser necessário o uso de medicamentos anti-inflamatórios ou outros recursos terapêuticos.

  1. Repouso: evitar atividade física até a recuperação;
  2. Gelo: aplicar compressas geladas regularmente nas primeiras 48 horas;
  3. Compressão: utilizar faixas elásticas para diminuir o inchaço;
  4. Elevação: manter a perna elevada sempre que possível;
  5. Fisioterapia: exercícios orientados para fortalecer a musculatura e prevenir novas lesões.

O tempo de recuperação depende do grau da lesão, podendo variar de poucos dias até várias semanas em casos mais sérios. O acompanhamento profissional durante todo o processo evita recaídas e assegura retorno seguro às atividades.

Por que atletas de alto nível, como Neymar, são tão suscetíveis ao Estiramento na Coxa?

Jogadores que atuam em alto rendimento são expostos a treinamentos intensivos, jogos em sequência e grande exigência física durante as partidas. A combinação desses fatores aumenta o desgaste muscular e eleva as chances de sofrer um Estiramento na Coxa. Além disso, o excesso de minutos em campo, a pressão por resultados e o risco de sobrecarga muscular criam um cenário propício para o aparecimento dessas lesões.

Mesmo com toda a estrutura disponível para atletas profissionais, lesões musculares continuam a fazer parte do cotidiano esportivo. Estratégias como fortalecimento muscular, aquecimento adequado antes do jogo e acompanhamento fisioterapêutico constante são formas essenciais de reduzir os riscos. Para quem acompanha o mundo do futebol, casos como o ocorrido recentemente servem de alerta sobre a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do tratamento adequado do Estiramento na Coxa.

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