Cuidado: a lesão que quase aposentou Kobe Bryant pode estar se formando em você!

O Manguito Rotador é um conjunto de músculos e tendões presente nos ombros e tem papel fundamental na estabilidade e mobilidade dessa articulação. Situações de lesão nessa região, como a que quase encerrou precocemente a carreira do jogador de basquete Kobe Bryant, são mais comuns do que se imagina e podem afetar qualquer pessoa, independentemente da prática esportiva de alto rendimento.

No dia a dia, tarefas aparentemente simples já exigem o bom funcionamento do Manguito Rotador. Levantar objetos, movimentar o braço para trás e até mesmo vestir uma camisa são ações em que esses músculos atuam de forma dinâmica e coordenada. Por esse motivo, compreender como essas lesões se desenvolvem é fundamental para quem busca preservar a saúde dos ombros.

O que é o Manguito Rotador?

O Manguito Rotador é formado por quatro músculos: supraespinhal, infraespinhal, subescapular e redondo menor. Juntos, eles são responsáveis por manter a cabeça do úmero — o osso do braço — adequadamente encaixada na cavidade glenoidal do ombro. Além disso, esses músculos e seus tendões facilitam movimentos que vão desde o giro do braço até a elevação acima da cabeça.

Essas estruturas, ao trabalharem em conjunto, possibilitam que o ombro execute uma ampla variedade de movimentos, mantendo tanto a força quanto a flexibilidade necessárias para atividades cotidianas e esportivas.

Por que a lesão do Manguito Rotador é preocupante?

Lesões no Manguito Rotador costumam ser silenciosas em seu início, podendo apresentar apenas desconfortos que muitos subestimam. No entanto, se não forem tratadas, podem evoluir para limitações funcionais graves, dor intensa e até mesmo à necessidade de intervenções cirúrgicas.

  • Prejuízo na mobilidade: A pessoa passa a ter dificuldade em elevar ou girar o braço.
  • Dor persistente: A dor pode se intensificar à noite ou durante movimentos rotineiros.
  • Risco de progressão: Lesões não tratadas tendem a aumentar de tamanho e gravidade ao longo do tempo.

Como as lesões do Manguito Rotador acontecem?

A sobrecarga repetitiva, movimentos bruscos ou traumas diretos são algumas das causas principais. Profissionais que atuam com movimentos repetitivos acima da cabeça, como pintores e atletas, estão mais sujeitos ao desenvolvimento de lesões. No entanto, o envelhecimento também é um fator de risco significativo, pois há um desgaste natural dos tendões com o passar dos anos.

  1. Movimentos repetitivos com o braço elevado.
  2. Quedas ou impactos diretos sobre o ombro.
  3. Degeneração natural dos tendões em idosos.

Em muitos casos, pequenas rupturas podem surgir sem sintomas intensos de imediato, o que dificulta a percepção do problema na fase inicial.

Como identificar e prevenir lesões no Manguito Rotador?

Sinais de alerta incluem dor ao movimentar o ombro, sensação de fraqueza e dificuldade para realizar tarefas simples, como pentear o cabelo. Ao notar qualquer desconforto persistente, é indicado buscar avaliação médica, pois o diagnóstico precoce aumenta significativamente as chances de recuperação eficiente.

Manguito Rotador – Créditos: depositphotos.com / MikeEdwards
  • Mantenha o fortalecimento dos músculos do ombro.
  • Evite sobrecarga em atividades repetitivas.
  • Inclua pausas regulares durante tarefas que exijam uso contínuo do braço.
  • Esteja atento à postura e à execução correta dos movimentos.

Em casos de diagnóstico positivo para lesão, o tratamento pode variar de fisioterapia à cirurgia, dependendo da gravidade do quadro. Com acompanhamento adequado, é possível preservar a função articular e evitar maiores complicações.

O Manguito Rotador merece mesmo tanta atenção?

Preservar a saúde do Manguito Rotador implica manter a qualidade dos movimentos do ombro ao longo da vida. Embora atletas profissionais, como Kobe Bryant, se tornem exemplos emblemáticos das consequências das lesões nessa estrutura, a atenção deve ser redobrada por qualquer pessoa que deseje manter sua autonomia e evitar limitações no futuro.

Adotar medidas preventivas, investir em exercícios adequados e valorizar a escuta dos sinais do próprio corpo são atitudes essenciais para garantir que o manguito rotador desempenhe seu papel com eficiência e segurança.

Este artigo foi revisado por: Dra Celia Sandrini

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Dores nos pés ao acordar? Veja como o alongamento pode prevenir a Fascite Plantar!

Sentir dores nos pés ao acordar pode ser mais comum do que se imagina e, em muitos casos, esse desconforto está associado à Fascite Plantar. Esse problema costuma afetar pessoas de diferentes idades, especialmente aquelas que permanecem em pé por longos períodos, praticam atividades físicas intensas ou utilizam calçados inadequados. Assim, compreender as causas do incômodo matinal e formas de preveni-lo é fundamental para evitar lesões mais graves e melhorar a qualidade de vida.

Pesquisas recentes mostram que o surgimento da Fascite Plantar está ligado principalmente à inflamação na fáscia plantar, uma faixa de tecido fibroso que percorre a sola do pé. Esse tecido pode sofrer microlesões que, quando não tratadas corretamente, acabam gerando dor principalmente nos primeiros passos do dia. O diagnóstico precoce e a adoção de hábitos saudáveis são essenciais para evitar a piora do quadro e garantir o retorno às atividades normais.

Quais são as principais causas da Fascite Plantar?

Fascite Plantar – Créditos: depositphotos.com / aliced

A Fascite Plantar é frequentemente resultado de um estresse excessivo sobre a sola do pé. Entre os fatores de risco, destacam-se a prática de esportes de impacto, como corrida e salto, assim como o uso de sapatos sem o suporte adequado. O excesso de peso também pode sobrecarregar a região, aumentando as chances de inflamação. Em alguns casos, alterações na estrutura do pé, como o pé plano ou o pé cavo, favorecem o surgimento da condição.

Dores ao acordar são uma característica marcante, pois durante o sono a fáscia plantar tende a se contrair. Ao pisar no chão pela manhã, a tensão acumulada desencadeia o desconforto, que pode diminuir ao longo do dia com a movimentação. No entanto, sem tratamento adequado, a dor pode se intensificar e prejudicar atividades cotidianas.

Como o alongamento pode ajudar a prevenir dores nos pés?

alongamento é considerado uma das estratégias mais eficazes para evitar a Fascite Plantar e minimizar os sintomas. Ao adotar exercícios voltados para a flexibilidade da fáscia plantar e dos músculos que envolvem o tornozelo e a panturrilha, é possível aumentar a elasticidade dos tecidos e prepará-los para o esforço do dia a dia. Estudos indicam que a prática regular desses movimentos reduz o risco do surgimento de microlesões e contribui para uma boa circulação sanguínea nos membros inferiores.

É importante ressaltar que o alongamento deve ser realizado de forma constante, preferencialmente ao acordar e antes de qualquer atividade física. Entre os exercícios recomendados estão:

  • Flexão dos dedos dos pés em direção à canela
  • Alongamento da panturrilha apoiando as mãos na parede
  • Movimento de rolar uma bolinha sob a sola do pé
  • Torção suave do pé para fortalecer a musculatura

Esses exercícios podem ser feitos em casa, sem a necessidade de aparelhos específicos, tornando o cuidado acessível para a maior parte da população.

Dores nos pés ao acordar são sempre Fascite Plantar?

Apesar da Fascite Plantar ser uma das principais causas de desconforto nos pés ao despertar, existem outras condições que podem provocar sintomas semelhantes. Problemas como esporão de calcâneo, artrite ou até neuropatias periféricas devem ser considerados por profissionais de saúde no momento da avaliação. O diagnóstico diferencial é importante para garantir o tratamento correto.

Nesse sentido, consultar um médico especializado pode ser fundamental quando a dor se torna persistente, intensa ou interfere nas atividades diárias. Exames clínicos, histórico do paciente e, em alguns casos, exames de imagem são utilizados para identificar a real origem do incômodo matinal.

Quais medidas complementares auxiliam na prevenção da Fascite Plantar?

Além do alongamento, existem outras estratégias que podem colaborar para proteger os pés e evitar o desenvolvimento da Fascite Plantar. Entre os cuidados mais recomendados estão:

  1. Escolha adequada de calçados: Opte por sapatos com bom amortecimento e que ofereçam suporte ao arco dos pés.
  2. Controle do peso corporal: Reduzir a sobrecarga na região plantar diminui as chances de inflamação.
  3. Evitar longos períodos em pé: Sempre que possível, faça pausas para descansar os pés.
  4. Pisos adequados: Prefira andar em superfícies planas e evite terrenos muito rígidos ou irregulares.

Adotando esse conjunto de medidas, a prevenção se torna mais eficiente, reduzindo consideravelmente o risco de dores e lesões nos pés.

A identificação rápida dos sintomas, aliada à prática regular de alongamentos e ao cuidado com os hábitos diários, é uma das formas mais efetivas de evitar a Fascite Plantar. Investir em pequenas mudanças no dia a dia pode proporcionar grande alívio nos pés e melhorar a disposição para começar cada manhã sem dor.

Este artigo foi revisado por: Dra Celia Sandrini

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Você Também Corre Risco: A Lesão Que Pegou Neymar e Curry de Surpresa

Quando ouvimos que estrelas como Neymar e Stephen Curry ficaram de fora de competições importantes por causa de uma torção no tornozelo, percebemos como essa parte do corpo é vulnerável — mesmo entre os atletas mais preparados do mundo. Se isso acontece com profissionais, imagine com quem pratica esportes de fim de semana, faz academia ou até mesmo caminha com frequência.

O tornozelo é uma articulação complexa e essencial para o equilíbrio e a locomoção. Uma lesão nessa região pode comprometer não apenas o rendimento físico, mas também tarefas simples do dia a dia. Por isso, entender como prevenir esse tipo de problema é fundamental.

A seguir, listamos 5 cuidados essenciais para evitar lesões no tornozelo e manter sua mobilidade em dia.

1. Fortaleça a musculatura ao redor

Músculos fortes garantem mais estabilidade ao tornozelo. Exercícios que envolvem panturrilhas, tibial anterior e os músculos da perna são fundamentais. O fortalecimento reduz o risco de torções, especialmente em terrenos irregulares.

2. Invista no alongamento

Muita gente negligencia o alongamento, mas ele é essencial para manter a elasticidade dos tendões e ligamentos. Alongar panturrilhas, tornozelos e pés antes e depois da prática de atividade física pode fazer toda a diferença.

Créditos: depositphotos.com / VitalikRadko

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3. Use calçados adequados

Tênis com bom amortecimento, suporte lateral e solado antiderrapante ajudam a proteger os tornozelos, principalmente durante esportes de impacto como futebol, basquete ou corrida. Sapatos inadequados estão entre as principais causas de entorses.

4. Evite superfícies instáveis

Areia fofa, trilhas com pedras ou pisos escorregadios aumentam muito o risco de torções. Sempre que possível, opte por superfícies planas e firmes, especialmente se você está em fase de retorno à prática esportiva após uma lesão.

5. Preste atenção aos sinais do corpo

Sentiu instabilidade, dor leve ou estalos ao caminhar? Esses podem ser sinais de alerta precoce. Forçar o corpo mesmo com incômodo no tornozelo pode agravar o quadro e levar a uma lesão mais séria.

A lesão de Neymar e Curry pode acontecer com qualquer um

Tanto Neymar quanto Curry sofreram com lesões ligamentares no tornozelo — comuns em mudanças bruscas de direção ou quedas. Esses casos mostram que, independentemente do nível de preparo físico, os cuidados preventivos fazem toda a diferença.

Cuide dos tornozelos antes que seja tarde

Prevenir lesões no tornozelo é mais simples do que tratar as consequências. Adotar hábitos saudáveis, fazer fortalecimento e usar calçados adequados são atitudes que ajudam a proteger essa articulação tão importante.

Mas lembre-se: cada corpo é único. Por isso, se você já teve lesão no tornozelo ou sente algum desconforto, procure a orientação de um profissional de saúde. Somente um especialista pode avaliar sua situação e indicar o melhor caminho para evitar problemas mais sérios.

Este artigo foi revisado por: Dra Celia Sandrini

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