Muitas pessoas tentam manter a coluna ereta durante o trabalho, mas desistem após poucos minutos porque sentem que os músculos das costas estão “fracos” ou simplesmente não obedecem. Esse cansaço postural ocorre porque os músculos estabilizadores, responsáveis por nos manter em pé, perdem a capacidade de ativação correta devido ao sedentarismo e ao uso excessivo de dispositivos móveis.

Para resolver esse “curto-circuito” muscular, a fisioterapia utiliza a Corrente Australiana. Diferente de um estímulo elétrico comum, essa tecnologia atua como um instrutor neuromuscular, enviando impulsos que “ensinam” as fibras musculares a permanecerem ativas por mais tempo. O resultado é uma postura sustentada de forma natural, sem que você precise se policiar a cada segundo.

O que é a Corrente Australiana e como ela atua no corpo?

A Corrente Australiana é uma modalidade de eletroestimulação de média frequência (4.000 Hz) que é modulada em “bursts” (rajadas) de curta duração. Essa característica permite que a corrente penetre profundamente nos tecidos sem causar o desconforto ou a sensação de “choque” agressivo comum em aparelhos mais antigos.

Terapia eletroestimulante
Terapia eletroestimulante – Créditos: depositphotos.com / javiindy

Ao atingir as fibras motoras, a tecnologia promove uma contração muscular vigorosa e sincronizada. Esse estímulo se mostra fundamental para o recrutamento de unidades motoras que estavam inativas, ajudando a combater a atrofia por desuso e a fadiga muscular crônica que desaba a sua postura ao longo do dia.

O processo de reeducação: Como os músculos “aprendem” a nova postura

O termo “ensinar” é usado na fisioterapia para descrever a reeducação neuromuscular. Quando o corpo recebe o estímulo da Corrente Australiana, o sistema nervoso central recebe um feedback constante sobre como aquele músculo deve se contrair e se comportar.

  • Memória Muscular: O estímulo repetido ajuda o cérebro a “mapear” novamente os músculos eretores da coluna e do core.
  • Aumento do Tônus: A corrente fortalece a musculatura profunda, que é a verdadeira responsável por segurar o esqueleto no lugar.
  • Redução da Inibição: Muitas vezes, a dor “desliga” o músculo; a eletroestimulação ajuda a quebrar esse ciclo, permitindo que o músculo volte a trabalhar.

Benefícios da Corrente Australiana além da estética

Embora uma postura ereta melhore a aparência e a confiança, os benefícios técnicos da Corrente Australiana vão muito além. Ao fortalecer a base de sustentação do tronco, o paciente experimenta uma redução drástica nas dores lombares e cervicais, além de melhorar a capacidade respiratória, já que o diafragma tem mais espaço para se movimentar.

Além disso, por possuir frequências que auxiliam na drenagem linfática, essa tecnologia também ajuda a reduzir o inchaço e a melhorar a circulação sanguínea local. É uma ferramenta completa que une fortalecimento muscular e recuperação tecidual em uma única sessão.

Este artigo foi revisado por: Dra Celia Sandrini

Dra Celia Sandrini

CREFITO 14.700F

Phd em Prevenção de Lesões

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