Muitos moradores de Curitiba já sentem o impacto das baixas temperaturas na mobilidade diária. O clima frio do Paraná e outras regiões no sul, intensifica a percepção de dores crônicas devido à vasoconstrição e ao aumento da viscosidade do líquido sinovial, o “lubrificante” das nossas juntas.
Se você convive com desconfortos persistentes, entender como o clima da capital paranaense afeta sua biologia é essencial para manter a qualidade de vida. Adotar medidas preventivas agora pode evitar que o inverno de 2025 seja marcado por limitações físicas e uso excessivo de medicamentos.
Por que o clima frio agrava as dores crônicas
O corpo humano reage ao frio intenso de Curitiba priorizando o aquecimento dos órgãos vitais. Para isso, o organismo realiza a vasoconstrição periférica, reduzindo o fluxo sanguíneo para as extremidades e tecidos moles, como músculos e tendões.

Essa redução na circulação sanguínea deixa as estruturas mais rígidas e menos oxigenadas. Além disso, as terminações nervosas tornam-se mais sensíveis, o que explica por que aquela antiga lesão ou a artrose incomodam muito mais quando os termômetros despencam.
Como se proteger e manter a mobilidade no frio
Para enfrentar o inverno paranaense sem travar, a fisioterapia recomenda uma abordagem multifatorial:
- Camadas inteligentes: Mantenha as articulações (especialmente joelhos e tornozelos) aquecidas com o uso de roupas térmicas, evitando o resfriamento direto da pele.
- Movimento “anti-ferrugem”: Mesmo nos dias mais gelados, evite o sedentarismo. Praticar 15 minutos de mobilidade articular pela manhã ajuda a “aquecer” o líquido sinovial.
- Hidratação constante: No frio, tendemos a beber menos água, o que prejudica a hidratação dos discos intervertebrais e das cartilagens.
A importância da fisioterapia preventiva
Buscar o suporte de um fisioterapeuta em Curitiba antes das crises agudas é a estratégia mais inteligente. Técnicas como a terapia manual e a osteopatia ajudam a manter o fluxo sanguíneo adequado e a liberdade de movimento, preparando o corpo para suportar as variações térmicas sem entrar em colapso.
Se você sente que seu corpo “prevê o tempo” através da dor, saiba que isso é um sinal de que sua reserva funcional está baixa e precisa de atenção especializada.
Este artigo foi revisado por:
Dra Celia Sandrini
CREFITO 14.700F
Phd em Prevenção de Lesões




