Sofrer um tropeço ou uma queda é algo que vai além da dor física; para muitos, o verdadeiro problema surge depois que o corpo se recupera. O medo de cair novamente pode se tornar um trauma invisível que faz com que a pessoa deixe de sair de casa, evite caminhar e acabe perdendo sua preciosa autonomia.

Esse sentimento é reconhecido como um dos maiores obstáculos para o envelhecimento ativo. A boa notícia é que recuperar a confiança no próprio passo não depende de fórmulas mágicas, mas de um processo gradual de reconexão com o movimento, transformando o receio em segurança para retomar a rotina normal, na Avanttos estimulamos essa boa recuperação.

O susto paralisa mais que a queda

Quando alguém passa por um susto ou uma queda, é natural que o cérebro crie um mecanismo de defesa. O problema é que, para se proteger, a pessoa começa a andar “travada”, olhando fixamente para o chão e dando passos muito curtos. Esse jeito de caminhar, irônicamente, aumenta o risco de novos desequilíbrios porque altera o centro de gravidade do corpo.

Esse trauma pós-queda gera um ciclo de inatividade: por medo de cair, a pessoa se move menos; ao se mover menos, os músculos enfraquecem; e com músculos fracos, a instabilidade aumenta. Quebrar esse ciclo é o primeiro passo para quem deseja manter a independência física e continuar participando de eventos sociais e familiares sem ansiedade.

Pequenos avanços: volte a confiar no equilíbrio

A recuperação da confiança deve ser feita por etapas, respeitando o tempo de cada um. Não se deve forçar uma caminhada longa logo de cara. O segredo está em realizar micro-desafios dentro de um ambiente controlado, onde a pessoa se sinta segura para testar seus limites.

Casal praticando yoga para implementar seu equilíbrio
Casal praticando yoga para implementar seu equilíbrio – Créditos: depositphotos.com / OlgaZakrevskaya

Começar caminhando por corredores com apoio de paredes, ou dar voltas curtas na sala de casa, ajuda o cérebro a entender que o corpo ainda é capaz de se sustentar. Em 2026, o foco está no “movimento consciente”, onde o indivíduo presta atenção no toque dos pés no chão, o que ajuda a diminuir a tontura e a sensação de insegurança.

3 atitudes que transformam a casa em um ambiente de confiança

Para quem está retomando a caminhada após um susto, o ambiente doméstico precisa ser um aliado, não um inimigo. Pequenas mudanças práticas ajudam a diminuir a ansiedade e permitem que o foco seja apenas no ato de andar:

  • Iluminação reforçada: Garantir que corredores e caminhos para o banheiro estejam sempre bem claros, especialmente à noite.
  • Retirada de obstáculos: Tapetes soltos e fios pelo caminho são os maiores vilões da confiança de quem caminha.
  • Calçados adequados: Usar sapatos que prendam bem no calcanhar e tenham solado antiderrapante faz o cérebro se sentir muito mais seguro a cada passo.

A importância de não se isolar para manter a mente ativa

Muitas vezes, o medo de cair leva ao isolamento social. A pessoa deixa de ir à igreja, ao mercado ou ao encontro de amigos por receio de encontrar uma calçada irregular. No entanto, o convívio social é um dos maiores estímulos para a saúde mental e, consequentemente, para a segurança física.

Manter a mente ocupada e o corpo em movimento, mesmo que em doses pequenas, é o que garante que o trauma não vença a vontade de viver bem. O ideal é encarar o envelhecimento como um período de novas descobertas, onde o cuidado com a mobilidade é a chave para aproveitar cada momento com alegria e sem medos desnecessários.

Este artigo foi revisado por: Dra Celia Sandrini

Dra Celia Sandrini

CREFITO 14.700F

Phd em Prevenção de Lesões

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