Passar horas no trânsito das grandes cidades brasileiras é um desafio que vai além da paciência; é um teste de resistência para a sua coluna. Seja você um motorista de aplicativo, alguém que enfrenta o deslocamento diário para o trabalho ou um motociclista que cruza a cidade, a postura correta é o que define se você chegará ao destino com disposição ou com uma crise de dor lombar.
Em 2026, o aumento do tempo de permanência nos veículos trouxe um alerta: a má postura ao volante é uma das principais causas de afastamento por problemas osteomusculares. Como o corpo humano não foi projetado para ficar estático na mesma posição por longos períodos, pequenos vícios — como sentar sobre a carteira ou pilotar com os braços totalmente esticados — podem gerar danos permanentes aos discos intervertebrais.
Dicas de postura para quem dirige carro todos os dias
Para quem está ao volante, a ergonomia começa antes mesmo de ligar o motor. O primeiro erro comum é deixar o banco muito inclinado para trás, o que sobrecarrega a região cervical. O ideal é que o encosto esteja em um ângulo próximo a 100 graus, permitindo que toda a coluna esteja apoiada, sem vãos na região da lombar.

Seus joelhos e cotovelos nunca devem ficar totalmente esticados. Ao pressionar os pedais, a perna deve manter uma leve flexão para evitar impactos diretos no quadril. No volante, a posição correta das mãos é a famosa “9 horas e 15 minutos”, garantindo que os ombros fiquem relaxados. Um ajuste simples, mas ignorado, é a altura do espelho retrovisor: posicione-o para que você seja forçado a manter a coluna ereta para enxergar, evitando o “efeito corcunda”.
Pilotando com ergonomia sobre duas rodas
Para os motociclistas, o desafio é o equilíbrio e a vibração constante. A postura correta na moto exige que a coluna acompanhe a curvatura natural, sem forçar uma posição excessivamente reta ou curvada. Os braços devem estar levemente flexionados e os ombros baixos, evitando que a tensão do trânsito se transforme em uma contratura no trapézio.

Um ponto crítico para quem pilota é o posicionamento das pernas. Elas devem estar próximas ao tanque, ajudando no controle da moto e dividindo o esforço com a musculatura do “core” (abdômen). Isso retira o peso excessivo dos punhos, prevenindo problemas como a síndrome do túnel do carpo, muito comum em profissionais que passam o dia acelerando e freando em corredores urbanos.
Clínica Avanttos: reabilitação e prevenção para profissionais do volante
Entender que o corpo sente o impacto de cada quilômetro rodado é o primeiro passo para buscar ajuda especializada. Na Clínica Avanttos, o foco está em tratar as consequências da rotina pesada de quem dirige ou pilota profissionalmente. Através de avaliações posturais e técnicas de fisioterapia avançada, a equipe ajuda a reequilibrar as cadeias musculares que ficam encurtadas pelo tempo sentado.
Na Avanttos, os pacientes encontram não apenas o alívio para a dor aguda, mas um plano de prevenção para que o trabalho não se torne um fardo para a saúde. O uso de tecnologias de mapeamento de movimento permite identificar exatamente onde a sua postura está falhando, garantindo que você recupere a sua autonomia e vitalidade para seguir viagem sem o peso do estresse físico.
3 sinais de que sua postura no trânsito está prejudicando sua coluna
Muitas vezes, a dor demora a aparecer, mas o corpo envia “avisos” silenciosos. Fique atento a estes sintomas que indicam a necessidade urgente de correção postural:
- Formigamento nas mãos ou pés: Indica que a posição do banco ou do guidão está comprimindo nervos importantes.
- Queimação entre as escápulas: Sinal de que seus braços estão muito esticados ou o volante está longe demais.
- Rigidez ao sair do veículo: Se você sente que precisa de alguns segundos para “esticar o corpo” ao levantar, sua coluna está sofrendo pressão excessiva.
Manter a saúde da coluna em 2026 exige consciência. Tratar o seu veículo como uma extensão do seu posto de trabalho e ajustar a ergonomia diariamente é o que garante que você terá disposição não apenas para dirigir, mas para aproveitar a vida fora do trânsito.
Este artigo foi revisado por:
Dra Celia Sandrini
CREFITO 14.700F
Phd em Prevenção de Lesões




