Como caminhar certo para proteger pés e joelhos

A forma como uma pessoa caminha influencia diretamente a saúde dos pés, joelhos e até da coluna. Pequenos desvios de postura, quando repetidos todos os dias, podem gerar sobrecarga nas articulações e desconfortos que se tornam frequentes. Entender como a Caminhada e a postura se relacionam é um passo importante para reduzir dores e melhorar o bem-estar no dia a dia.

A correção desses hábitos não depende apenas de força de vontade. Envolve observar o corpo, ajustar o alinhamento e, quando necessário, buscar orientação profissional. Com mudanças simples, como a forma de apoiar o pé no chão ou o jeito de posicionar os ombros, é possível aliviar tensões e evitar problemas futuros nos pés e nos joelhos.

Caminhada e postura: por que influenciam tanto pés e joelhos?

A palavra-chave central nesse tema é caminhada e postura, pois o modo de andar determina como o peso do corpo é distribuído sobre pés, tornozelos e joelhos. Quando a postura está desalinhada, certas áreas recebem mais pressão do que outras, favorecendo inflamações, dores e até desgaste precoce das articulações. Esse processo costuma ser gradual, o que faz muitas pessoas associarem as dores apenas ao cansaço.

Ao caminhar, cada passo gera impacto que sobe dos pés para as pernas e chega à região lombar. Se o tronco se inclina demais para frente, se os joelhos ficam muito esticados ou se os pés giram para dentro ou para fora, o corpo tenta compensar esse desequilíbrio. Com o tempo, essas compensações podem levar a incômodos como fascite plantar, dor na parte da frente do joelho ou sensação de peso nas pernas.

Quais erros de postura na caminhada mais causam dor?

Caminhada – Créditos: depositphotos.com / IgorVetushko

Alguns padrões de movimento aparecem com frequência em pessoas que relatam dor nos pés e nos joelhos. Não se trata de defeitos, e sim de hábitos que podem ser ajustados com atenção e treino. Entre os mais comuns, destacam-se:

  • Passadas muito longas: aumentam o impacto sobre o calcanhar e sobre o joelho da frente.
  • Pés virados para dentro ou para fora: alteram o alinhamento do joelho, favorecendo desgaste da cartilagem.
  • Tronco inclinado demais: força musculatura lombar e muda o eixo do corpo sobre as pernas.
  • Joelhos sempre estendidos ou muito flexionados: prejudicam a absorção de impacto natural da marcha.
  • Ombros caídos e cabeça projetada: desequilibram o centro de gravidade e aumentam tensão em toda a cadeia muscular.

Esses fatores, somados ao tipo de calçado e ao terreno onde se caminha, ajudam a explicar por que duas pessoas com rotina parecida podem sentir dores em intensidades diferentes. Detalhes como sola muito fina, salto alto ou tênis gasto também interferem na forma como o pé toca o chão.

Como corrigir a caminhada e a postura para proteger pés e joelhos?

Ajustar a postura ao caminhar pode ser feito em etapas simples, observando o próprio corpo em ambientes do dia a dia, como ruas, parques ou esteiras. Algumas orientações gerais costumam ser úteis para a maioria das pessoas e podem ser incorporadas de maneira gradual, sem necessidade de grandes mudanças de rotina.

  1. Alinhamento da cabeça e troncoManter o olhar na linha do horizonte ajuda a posicionar a cabeça sobre a coluna, evitando que ela fique projetada para frente. O tronco deve permanecer ereto, com leve ativação do abdômen para dar estabilidade. Essa postura distribui melhor o peso sobre quadris, joelhos e pés.
  2. Posição dos ombros e braçosOmbros relaxados, longe das orelhas, evitam tensão no pescoço. Os braços devem balançar de forma natural ao lado do corpo, acompanhando o ritmo das pernas. Esse movimento auxilia o equilíbrio e contribui para uma marcha mais fluida, reduzindo compensações nos membros inferiores.
  3. Apoio correto dos pésNa caminhada, o ideal é que o contato comece suavemente pelo calcanhar, passando pela lateral externa do pé e terminando no impulso com os dedos, especialmente o dedão. Passadas exageradamente longas podem ser substituídas por passos um pouco menores, mantendo um ritmo confortável e constante.
  4. Alinhamento joelho–tornozeloAo observar a perna de frente, o joelho deve seguir na mesma direção do segundo dedo do pé. Se o joelho cai muito para dentro ou gira para fora durante a passada, o impacto sobre a articulação aumenta. Fortalecimento muscular orientado costuma ser uma estratégia importante para corrigir esse alinhamento.

Quais hábitos complementares ajudam a evitar dores?

A correção da caminhada e da postura ganha mais efeito quando combinada com outros cuidados simples do dia a dia. Esses hábitos não substituem avaliação profissional, mas podem contribuir para reduzir sobrecarga nos pés e nos joelhos ao longo do tempo.

  • Escolha adequada de calçados: preferir modelos com bom amortecimento, espaço para os dedos e suporte ao arco plantar. Saltos muito altos e sapatos apertados aumentam a pressão em pontos específicos do pé.
  • Fortalecimento e alongamento: exercícios para pés, panturrilhas, coxas e glúteos ajudam a estabilizar joelhos e tornozelos. Alongar após caminhadas auxilia na recuperação muscular.
  • Controle do tempo e da intensidade da caminhada: aumentar a distância e o ritmo de forma progressiva evita sobrecarga repentina nas articulações.
  • Atenção ao peso corporal: quanto maior a carga sobre as pernas, maior o impacto em cada passo. Estratégias de controle de peso, quando indicadas, reduzem a pressão sobre pés e joelhos.
  • Acompanhamento profissional: fisioterapeutas, educadores físicos e médicos podem avaliar pisada, postura e histórico de dor, indicando intervenções específicas, como palmilhas, exercícios personalizados ou ajustes no treino.

Ao observar a relação entre caminhada e postura e aplicar correções simples, muitas pessoas relatam diminuição de dores e maior conforto ao se movimentar. A atenção aos sinais do corpo, somada à orientação técnica quando necessária, tende a favorecer uma rotina mais ativa, com menor risco de sobrecarga nos pés e nos joelhos.

Este artigo foi revisado por: Dra Celia Sandrini

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Tratamento que devolve a autonomia para idosos com artrose no joelho

É angustiante ver quem a gente ama perder o brilho nos olhos por causa da dor. Se você tem um pai, mãe ou avô em casa que evita levantar da poltrona, reclama ao descer degraus ou diz que o joelho “trava” nos dias frios de Curitiba, você conhece essa rotina.

Muitas famílias caem no erro de achar que a única solução é aumentar a dose do anti-inflamatório ou simplesmente aceitar que “é a velhice”. Mas a verdade, defendida por especialistas em geriatria, é diferente: o remédio tira a dor momentânea, mas não resolve o problema mecânico.

Para devolver a segurança ao caminhar, a solução passa pelo movimento inteligente.

O ciclo vicioso do repouso e da dor

Quando o joelho dói devido à artrose (desgaste da cartilagem), a reação instintiva do idoso é ficar parado. “Se eu andar, vai doer”, ele pensa. Porém, esse repouso excessivo é o maior inimigo da articulação.

Dor no joelho
Conceito de homem com dor no joelho – Créditos: depositphotos.com / CLIPAREA

Funciona assim:

  1. O idoso sente dor e para de se mexer.
  2. A musculatura da coxa e do quadril enfraquece por falta de uso.
  3. Sem músculos fortes para absorver o impacto, todo o peso do corpo cai direto sobre o osso e a cartilagem gasta.
  4. A dor aumenta, e o idoso se movimenta ainda menos.

Quebrar esse ciclo é o primeiro objetivo da fisioterapia especializada. Precisamos mostrar ao corpo que ele pode se sustentar sem “esmagar” o joelho.

Em nossa clínica, utilizamos exercícios controlados, sem impacto, desenhados para fortalecer especificamente o quadríceps (músculo da frente da coxa) e os glúteos. Quando esses músculos ficam fortes, eles agem como um “amortecedor natural”, reduzindo drasticamente a pressão dentro do joelho desgastado.

Ganhos reais no dia a dia

O objetivo do tratamento não é transformar seu pai em um atleta olímpico, mas sim devolver a vida normal que a dor roubou.

Para um idoso que mora em bairros como Cabral, Juvevê ou Bacacheri, a reabilitação significa:

  • Vencer as calçadas: Ter firmeza para caminhar até a padaria ou farmácia sem medo de falsear a perna nas calçadas de petit-pavé.
  • Enfrentar o clima: Manter a articulação lubrificada e móvel, diminuindo aquela rigidez matinal típica dos invernos curitibanos.
  • Independência em casa: Conseguir levantar do vaso sanitário ou sair da cama sem precisar chamar ajuda.
Mulher ajudando idoso com exercícios fisioterapêuticos
Mulher ajudando idoso com exercícios fisioterapêuticos

Por que não esperar “piorar” para começar?

A artrose é uma condição progressiva, mas a perda de função não precisa ser. Esperar o idoso perder a capacidade de andar para iniciar a fisioterapia torna o processo mais longo e difícil.

Quanto antes iniciarmos o fortalecimento e o trabalho de equilíbrio, maiores as chances de evitar cirurgias complexas (como próteses) e, principalmente, de manter o idoso ativo socialmente, frequentando a família e seus locais preferidos.

Este artigo foi revisado por: Dra Celia Sandrini

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Como aliviar a dor ciática com cuidados simples

Dor ciática é um termo usado para descrever um tipo de dor que se espalha ao longo do trajeto do nervo ciático, que começa na região lombar, passa pelo quadril, nádegas e pode seguir até o pé. Em muitos casos, a pessoa sente uma dor que pode ser queimação, choque, formigamento ou sensação de peso na perna. Esse desconforto costuma aparecer de um lado do corpo e pode interferir em atividades simples do dia a dia, como caminhar, sentar ou levantar da cama.

Na prática, a dor ciática não é uma doença em si, mas um sintoma de que algo está irritando ou comprimindo o nervo ciático. Entre as causas mais comuns estão hérnia de disco na coluna lombar, desgaste natural das articulações, espasmos musculares e alterações posturais. Em 2025, ainda é um dos motivos mais frequentes de afastamento do trabalho por dor lombar e de procura por atendimento em pronto-socorros e consultórios de fisioterapia.

O que é dor ciática e como ela se manifesta?

A expressão dor ciática costuma ser usada quando a dor começa na região lombar ou glútea e desce pela parte de trás da coxa, podendo alcançar a panturrilha e o pé. Esse quadro está ligado à irritação do nervo ciático, o maior nervo do corpo humano. A intensidade da dor varia bastante: algumas pessoas relatam desconforto leve e intermitente; outras, dor forte, que limita movimentos simples e impede permanecer muito tempo em pé ou sentado.

Além da dor que irradia pela perna, podem surgir formigamentos, sensação de “agulhadas”, perda leve de força ou dificuldade para realizar movimentos finos com o pé. Ficar muito tempo parado na mesma posição, levantar peso de forma inadequada ou movimentos bruscos podem agravar o quadro. Em situações mais graves, a dor ciática vem acompanhada de perda de força importante, alterações de sensibilidade intensas e, raramente, alterações no controle da bexiga ou do intestino, situações que exigem avaliação médica imediata.

Dor ciática: principais causas e fatores de risco

A dor no nervo ciático geralmente surge quando alguma estrutura comprime ou inflama esse nervo. Entre as causas mais frequentes estão a hérnia de disco lombar, em que parte do disco entre as vértebras se projeta e pressiona o nervo, e a estenose do canal vertebral, um estreitamento do espaço por onde passam as raízes nervosas. Alterações na musculatura, como contraturas intensas no glúteo ou no piriforme, também podem gerar irritação do nervo, sendo conhecidas como síndrome do piriforme.

Alguns fatores de risco tornam a dor ciática mais provável: sedentarismo, sobrepeso, trabalhos que exigem carregar peso com frequência, longos períodos sentado, principalmente sem apoio adequado da lombar, e tabagismo. O envelhecimento natural contribui para desgastes na coluna, o que aumenta as chances de compressão do nervo ciático. Ainda assim, adultos jovens com hábitos inadequados de postura, como trabalhar muitas horas ao computador ou no celular, também aparecem com frequência entre os casos de ciatalgia.

  • Sedentarismo: reduz a força dos músculos que protegem a coluna.
  • Excesso de peso: aumenta a carga nas vértebras lombares.
  • Postura inadequada: permanecer curvado por longos períodos.
  • Movimentos repetitivos: levantar ou torcer o tronco de forma incorreta.
Ciático – Créditos: depositphotos.com / doucefleur

Quais exercícios para dor ciática podem ajudar em casa?

Exercícios simples podem auxiliar no alívio da dor ciática quando realizados com cuidado e orientação adequada. O objetivo desses movimentos é alongar a musculatura da região lombar, do quadril e da parte posterior da perna, além de ativar músculos que estabilizam a coluna. Em geral, recomenda-se começar com exercícios leves, sem forçar a amplitude, observando sempre se a dor não aumenta durante ou após a prática.

É importante que qualquer rotina de atividade para aliviar a dor do nervo ciático seja adaptada à condição física de cada pessoa. Não é indicado reproduzir treinos intensos vistos nas redes sociais sem avaliação prévia. Para quem já recebeu diagnóstico médico e autorização para praticar exercícios, algumas opções caseiras costumam ser utilizadas como apoio no controle dos sintomas.

Passo a passo de exercícios para aliviar a dor ciática em casa

A seguir, alguns exemplos de movimentos frequentemente indicados por profissionais de saúde para auxiliar no alívio da dor ao longo do nervo ciático. A intensidade deve ser ajustada, e qualquer piora importante do quadro é sinal para interromper a prática e buscar avaliação especializada.

  1. Alongamento de joelho ao peito
    • Deitar de barriga para cima, em superfície firme e confortável.
    • Flexionar uma perna e trazer suavemente o joelho em direção ao peito, usando as mãos para apoiar.
    • Manter o alongamento por cerca de 20 a 30 segundos, respirando de forma calma.
    • Retornar devagar e repetir com a outra perna, fazendo de 3 a 5 repetições de cada lado.
  2. Alongamento do piriforme sentado
    • Sentar em uma cadeira, com os pés apoiados no chão.
    • Cruzar o tornozelo da perna dolorida sobre o joelho da perna oposta.
    • Inclinar o tronco levemente à frente, mantendo as costas retas, até sentir um alongamento no glúteo.
    • Segurar por 20 a 30 segundos e repetir de 3 a 5 vezes.
  3. Alongamento de isquiotibiais em pé
    • Apoiar o calcanhar da perna alongada em um degrau baixo ou cadeira firme.
    • Manter o joelho levemente flexionado e o pé apontado para cima.
    • Inclinar o tronco um pouco à frente, sem curvar demais a coluna, até sentir alongar a parte de trás da coxa.
    • Segurar por 20 segundos, trocando as pernas, com 3 repetições de cada lado.
  4. Fortalecimento leve da lombar em quatro apoios
    • Ficar em posição de quatro apoios, com mãos abaixo dos ombros e joelhos abaixo do quadril.
    • Contrair o abdômen, mantendo a coluna neutra.
    • Elevar um braço e a perna oposta lentamente, alinhando com o tronco, sem forçar.
    • Segurar de 3 a 5 segundos, retornar e alternar os lados, fazendo de 8 a 10 repetições.

Cuidados, sinais de alerta e hábitos que protegem o nervo ciático

Mesmo com a prática de exercícios para dor ciática em casa, alguns cuidados gerais são importantes. Manter pausas ao longo do dia para se levantar e caminhar um pouco, ajustar a altura da cadeira e da tela do computador e evitar ficar curvado por longos períodos ajuda a reduzir a sobrecarga na lombar. Atividades regulares de baixo impacto, como caminhada leve, bicicleta ergométrica ou hidroginástica, costumam ser aliadas na prevenção de novas crises.

Existem, porém, sinais de alerta que indicam necessidade de atendimento médico imediato, como dor ciática associada a perda acentuada de força na perna, dificuldade para andar, alteração importante de sensibilidade na região do períneo ou perda do controle urinário ou intestinal. Em situações assim, o quadro pode indicar compressão mais séria das estruturas nervosas, exigindo avaliação rápida. Fora desses casos de urgência, a combinação de orientação profissional, ajustes de postura e exercícios regulares tende a ser uma estratégia importante para manter o nervo ciático menos irritado e reduzir episódios de dor ao longo do tempo.

Este artigo foi revisado por: Dra Celia Sandrini

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Alongamento dinâmico ou estático? Saiba o melhor

Antes de começar uma caminhada, muitas pessoas têm dúvida sobre como preparar o corpo de forma adequada. Entre Alongamento dinâmico, Alongamento estático e outras formas de aquecimento, a escolha influencia diretamente o conforto durante o percurso e a redução do risco de desconfortos musculares. Entender essas diferenças ajuda a montar uma rotina simples e eficiente, sem a necessidade de equipamentos ou grande experiência prévia em atividade física.

De modo geral, especialistas em movimento humano apontam que o aquecimento antes de caminhar deve priorizar a ativação do corpo, o aumento gradual da circulação sanguínea e da temperatura muscular. Nesse contexto, o uso de movimentos controlados e repetidos, típicos do alongamento dinâmico, costuma ser mais adequado do que manter posições paradas por longos segundos, característica do alongamento estático.

O que é alongamento dinâmico e por que ele é importante antes da caminhada?

O alongamento dinâmico é um tipo de preparação em que a pessoa movimenta as articulações e músculos em amplitudes controladas, geralmente de forma ritmada. Em vez de segurar uma posição, a musculatura é trabalhada em movimento, o que contribui para estimular coordenação, mobilidade e leve aumento de frequência cardíaca. Para quem pretende caminhar, esse tipo de estímulo prepara melhor o corpo para o padrão de movimento que será exigido na sequência.

Esse aquecimento dinâmico favorece o fluxo de sangue para as pernas, quadris e região lombar, áreas bastante envolvidas na caminhada. Além disso, ajuda a “acordar” tendões e ligamentos, deixando as passadas mais soltas e coordenadas. Quando bem executado, reduz a sensação de rigidez inicial e facilita o início do exercício em um ritmo confortável, evitando arrancadas bruscas.

Alongamento dinâmico é melhor que o estático antes de caminhar?

Na preparação específica para caminhar, o alongamento dinâmico costuma ser considerado mais adequado do que o estático. O motivo está na função de cada método. O alongamento estático, em que a pessoa mantém uma posição por 20 a 30 segundos ou mais, é mais voltado à melhora da flexibilidade em repouso e ao relaxamento muscular. Já o dinâmico tem foco em aquecer, ativar e simular movimentos que serão usados durante a caminhada.

Quando o objetivo é se mexer logo em seguida, manter os músculos muito tempo em posições alongadas e paradas pode reduzir um pouco a sensação de prontidão para o esforço, especialmente em atividades que exigem resposta rápida do corpo. Na caminhada recreativa isso costuma ser menos intenso do que em esportes de alta velocidade, mas, ainda assim, aquecer com movimentos ativos tende a preparar melhor o organismo. O alongamento estático pode ter papel complementar, principalmente depois do exercício, quando o interesse é aliviar tensões.

De forma prática, antes de se perguntar qual é “melhor” em termos absolutos, vale observar o contexto: para aquecimento e início de movimento, o dinamismo e a ativação leve favorecem o desempenho na caminhada; para trabalhar flexibilidade com mais calma, o estático ganha espaço, geralmente em outro momento da rotina.

O que fazer antes de caminhar? Aquecimento simples passo a passo

Antes de iniciar a caminhada propriamente dita, uma sequência rápida de aquecimento pode ser organizada em poucos minutos. A ideia é combinar movimentos articulares, alongamento dinâmico e uma transição gradual para o ritmo de caminhada escolhido. Um roteiro prático pode seguir a seguinte lógica:

  1. Mobilização articular leve (1 a 2 minutos): rotação de ombros, círculos com os tornozelos, flexão e extensão suaves dos joelhos e quadris.
  2. Alongamentos dinâmicos para pernas (2 a 3 minutos):
    • Elevação alternada de joelhos, em ritmo confortável.
    • Balanceio de pernas à frente e atrás, com apoio em uma parede ou corrimão.
    • Passadas à frente com joelhos flexionados (avanços curtos), respeitando limites de dor.
  3. Ativação do tronco (1 a 2 minutos):
    • Inclinações laterais suaves, com os braços ao longo do corpo.
    • Rotações leves de tronco, mantendo o quadril estável.
  4. Transição para a caminhada (2 a 5 minutos): início em ritmo bem leve, quase como uma marcha, e aumento gradual da velocidade até alcançar o ritmo desejado.

Toda essa preparação pode ser concluída em cerca de 5 a 10 minutos, dependendo da disponibilidade de tempo e da condição física da pessoa. O foco está em se movimentar de forma contínua e controlada, sem pressa, apenas sinalizando ao corpo que um esforço moderado está por vir.

Quando o alongamento estático pode ser útil na rotina de quem caminha?

Embora o alongamento estático não seja a principal escolha para o aquecimento antes de caminhar, ele pode ter um papel relevante em outros momentos do dia. Após a caminhada, por exemplo, pode ajudar a reduzir a sensação de rigidez em regiões que tendem a ficar mais tensionadas, como panturrilhas, parte posterior das coxas e região lombar.

Alongamentos – Créditos: depositphotos.com / alebloshka

Para quem passa muitas horas sentado ou com movimentos repetitivos no trabalho, incluir alguns minutos de alongamentos estáticos em horários separados da caminhada também pode auxiliar na manutenção da mobilidade. Nesses casos, a recomendação comum é manter cada posição de 20 a 30 segundos, sempre em intensidade leve a moderada, sem rebotes ou dor intensa.

  • Panturrilhas: apoio na parede, uma perna atrás, calcanhar no chão e leve inclinação do corpo à frente.
  • Parte posterior da coxa: apoio do calcanhar em um degrau baixo, joelho estendido e tronco levemente inclinado em direção à perna.
  • Quadríceps: segurar o pé atrás do corpo, aproximando o calcanhar do glúteo, mantendo os joelhos lado a lado.

Ao organizar o aquecimento antes da caminhada e o relaxamento depois, a pessoa cria uma rotina mais completa, com alongamento dinâmico preparando o corpo para a atividade e alongamento estático, quando desejado, ajudando a cuidar da flexibilidade e do bem-estar muscular ao longo do tempo.

Este artigo foi revisado por: Dra Celia Sandrini

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Mora ou Trabalha em Pinhais? 5 Sinais de que Sua Coluna Pede Socorro (e Onde Encontrar Ajuda)

Você já notou que, após um longo dia de trabalho no polo ou depois de enfrentar o trânsito na volta para casa, seu corpo parece “pesar” o dobro?

Pinhais é uma cidade que pulsa. Seja na força da nossa indústria, na rotina administrativa ou nos treinos no Parque das Águas, a região exige muito do físico. Mas existe uma linha tênue entre o “cansaço normal” e um problema que precisa de atenção profissional.

Muitos pacientes chegam à Clínica Avanttos dizendo: “Achei que ia passar sozinho”. Para evitar que uma dorzinha vire uma lesão crônica, mapeamos os 5 sinais de alerta mais comuns em quem vive e trabalha na nossa região.

Os 5 Sinais de Alerta (Não ignore!)

Se você identificar algum destes sintomas, seu corpo já acendeu a luz amarela:

1. Formigamento nas mãos (A “Dor do Polo”)

A postura inadequada no trabalho é uma das maiores causas de afastamento e dores crônicas.

Comum em quem trabalha em linhas de produção ou logística na região industrial de Pinhais.

  • O que é: Pode ser início de Síndrome do Túnel do Carpo ou compressão nervosa.
  • O teste: Se você sente as mãos “dormirem” ao segurar o celular ou dirigir, cuidado.

2. “Queimação” entre as escápulas (Ombros)

Muito frequente em quem trabalha em escritório ou passa horas no computador.

  • A causa: Tensão muscular por postura mantida e estresse. É como se você carregasse uma mochila pesada o dia todo.

3. A “Fisgada” na Lombar ao levantar

Você conhece a rotina: entra no carro em Curitiba, enfrenta o trânsito da Rodovia João Leopoldo Jacomel e, quando chega em casa e vai sair do carro… travou.

  • O perigo: Isso indica instabilidade vertebral ou compressão discal. A coluna está pedindo estabilidade.

4. Rigidez Matinal (O corpo “enferrujado”)

Acordar sentindo que precisa de “óleo” nas juntas não é normal, mesmo nos dias frios de Pinhais.

  • O sinal: Se você leva mais de 30 minutos para sentir o corpo solto pela manhã, pode ser um sinal de inflamação articular ou artrose incipiente.

5. Dor no Joelho pós-Parque das Águas

Praticar exercícios é vital, mas o preparo físico deve vir antes da intensidade para evitar lesões.

Nós amamos nosso cartão postal! Mas correr ou caminhar no asfalto/concreto sem o preparo muscular (ou com a pisada errada) sobrecarrega meniscos e ligamentos.

  • O alerta: Dor que persiste no dia seguinte ao treino não é “dor de crescimento”, é lesão.

O Que Fazer Agora? 3 Dicas Práticas

Antes de se automedicar (o que apenas mascara o problema), tente estas mudanças simples na rotina:

  1. A Regra dos 45 Minutos: Se trabalha sentado ou dirigindo, tente mudar de posição a cada 45 minutos. Levante, estique os braços. O corpo precisa de movimento.
  2. Gelo ou Calor? Para dores agudas (aquela batida ou torção recente), use gelo. Para dores musculares de tensão e cansaço (pescoço duro), prefira compressa morna.
  3. Fortaleça o “Core”: Sua coluna precisa de proteção. Exercícios de Pilates [Link para página de Pilates da Avanttos] são essenciais para criar essa “cinta natural” de proteção.

Por que a Fisioterapia Especializada é Diferente?

Na Clínica Avanttos, não tratamos somente o local da dor. Investigamos a causa.

Imagine que seu joelho dói. O problema pode não estar no joelho, mas sim na forma como você pisa ou em uma falta de mobilidade no quadril. Nossa avaliação biomecânica descobre a origem do problema para tratá-lo de vez.

Atuamos com:

  • Osteopatia e Terapia Manual: Para aliviar a dor e devolver mobilidade. [Link para página de Osteopatia]
  • Reabilitação Esportiva: Para quem quer voltar a correr no parque sem medo.
  • Prevenção: Para quem trabalha na indústria e quer longevidade.

Conclusão

Não espere a coluna “travar” para buscar ajuda. Viver sem dor em Pinhais é possível e está ao seu alcance.

Sente algum dos 5 sinais acima? Não deixe para depois. Entre em contato com a Avanttos e agende sua avaliação. Cuidar de você é o seu melhor investimento.

Onde Estamos

Localizados estrategicamente para atender toda a região de Pinhais, R. México, 467 – Bacacheri,
Curitiba – PR, 82510-060
, oferecemos um ambiente acolhedor e tecnologia de ponta. Não espere a coluna “travar” para buscar ajuda.

Sente algum desses sintomas? Agende uma avaliação na Avanttos e descubra como é viver sem dor em Pinhais. Seu corpo é sua casa, cuide bem dele.

Fisioterapia para escoliose leve funciona?

A Escoliose leve costuma gerar muitas dúvidas em quem recebe o diagnóstico. Em geral, trata-se de um desvio discreto da coluna, identificado em exames de rotina ou em avaliações posturais. Mesmo com pouca curvatura, esse quadro pode levantar questões sobre dor, limitações no dia a dia e, principalmente, sobre a necessidade de iniciar fisioterapia ou outros cuidados específicos.

Nos últimos anos, o acompanhamento precoce da saúde da coluna ganhou mais espaço entre profissionais da área. A escoliose leve não é considerada uma emergência, mas exige atenção para que não haja progressão do desvio. A partir daí surgem crenças, alguns medos e muita informação desencontrada, o que torna importante separar mitos e fatos sobre o tratamento, o papel da fisioterapia e os cuidados diários com a coluna.

O que é Escoliose leve e por que a palavra-chave é acompanhamento?

Escoliose leve é geralmente definida como uma curvatura da coluna em “C” ou “S” com ângulo pequeno, normalmente medido pelo chamado ângulo de Cobb em exames de imagem. Na prática, significa que a deformidade é discreta, muitas vezes quase imperceptível à visão leiga, e pode não causar sintomas intensos. Mesmo assim, a coluna já apresenta um desalinhamento que merece monitoramento periódico.

Esse tipo de desvio pode ter diferentes causas, como fatores genéticos, alterações musculares, crescimento acelerado na adolescência ou hábitos posturais inadequados. Na fase de crescimento, o risco de a escoliose leve aumentar é maior, motivo pelo qual médicos costumam recomendar revisões em intervalos definidos. Em adultos, a atenção se volta mais para o controle de dor, manutenção de mobilidade e prevenção de sobrecarga em articulações e músculos.

Escoliose leve precisa de fisioterapia?

A indicação de fisioterapia para escoliose leve depende de alguns fatores: idade, grau da curvatura, sintomas presentes e risco de progressão. Em crianças e adolescentes em fase de crescimento, muitos profissionais defendem a fisioterapia como aliada importante, mesmo quando a curvatura é pequena, porque o fortalecimento e o alongamento direcionados podem ajudar a equilibrar a musculatura ao redor da coluna.

Em adultos, a fisioterapia costuma ser recomendada quando há dor, desconforto muscular, fadiga nas costas após atividades simples ou alteração visível de postura. Nesses casos, o tratamento fisioterapêutico pode incluir exercícios de estabilidade, correção postural e educação em relação à rotina diária. A intenção não é “endireitar” a coluna completamente, mas reduzir sobrecargas, melhorar a função e evitar piora do desvio.

De forma geral, o encaminhamento para fisioterapia é avaliado individualmente por ortopedistas, fisiatras ou outros profissionais habilitados. A presença de escoliose leve isolada, sem sintomas e estável ao longo do tempo, pode ser apenas observada, enquanto quadros com sinais de evolução ou queixas de dor tendem a receber orientação fisioterapêutica mais ativa.

Mitos e verdades sobre a coluna com escoliose leve

Circulam muitas afirmações sobre o que a escoliose causa ou não causa, e nem todas correspondem à realidade. Entender esses pontos ajuda a reduzir temores desnecessários e a adotar cuidados mais coerentes com cada caso.

  • Mito: Toda escoliose leve vira um problema grave no futuro.
  • Fato: Muitas curvas leves permanecem estáveis ao longo da vida, principalmente após o fim do crescimento ósseo, desde que haja acompanhamento e atenção aos sinais de mudança.
  • Mito: Quem tem escoliose não pode praticar esportes.
  • Fato: A prática de atividade física, quando orientada, é frequentemente incentivada para fortalecimento muscular global e melhora da mobilidade.
  • Mito: A fisioterapia “desentorta” completamente a coluna.
  • Fato: A fisioterapia atua principalmente na dor, função e alinhamento postural possível, reduzindo impactos da curva, mas nem sempre elimina o desvio.
  • Mito: Mochila pesada é sempre a causa da escoliose.
  • Fato: Mochilas e cargas podem gerar dor e sobrecarga, mas a maioria dos casos de escoliose leve tem origem multifatorial, muitas vezes relacionada a predisposição genética.

Quais são os benefícios da fisioterapia na escoliose leve?

Quando indicada, a fisioterapia para escoliose leve trabalha com exercícios específicos para a postura, respiração, fortalecimento do tronco e alongamento das cadeias musculares encurtadas. Em determinados métodos, há foco em exercícios assimétricos, buscando compensar diferenças entre os lados do corpo. Em outros, prioriza-se a estabilização global, sempre respeitando as características individuais.

De modo geral, os objetivos mais frequentes da fisioterapia em casos de escoliose leve incluem:

  1. Melhorar o alinhamento postural no dia a dia, reduzindo desequilíbrios evidentes.
  2. Aumentar força e resistência da musculatura que sustenta a coluna.
  3. Diminuir dores, tensões e cansaço nas costas após atividades rotineiras.
  4. Orientar sobre cuidados na escola, no trabalho e em casa, como altura de cadeira, forma de sentar e maneira de carregar peso.
  5. Monitorar sinais de progressão da curva e encaminhar para avaliação médica quando necessário.

Em muitos planos de tratamento, o fisioterapeuta também ensina exercícios para serem feitos em casa, favorecendo a continuidade dos cuidados. Esses programas domiciliares, quando realizados de maneira constante e adequada, podem contribuir para a estabilidade da coluna e para o bem-estar funcional a longo prazo.

Escoliose – Créditos: depositphotos.com / Artemida-psy

Cuidados diários com a coluna: o que pode ajudar na escoliose leve?

Além da fisioterapia, alguns hábitos simples costumam ser valorizados na rotina de quem convive com desvios leves da coluna. Entre as medidas mais citadas por profissionais da área estão:

  • Manter pausas durante atividades prolongadas em posição sentada, alternando com pequenos períodos em pé e de caminhada.
  • Ajustar altura de cadeira, mesa e computador para evitar flexão excessiva do pescoço e arredondamento das costas.
  • Distribuir o peso de bolsas e mochilas, preferindo modelos com duas alças ajustadas.
  • Praticar alguma atividade física regular, como caminhada, natação, pilates ou exercícios de fortalecimento, com liberação profissional.
  • Observar sinais de dor persistente, formigamentos ou mudanças visíveis na postura e buscar avaliação especializada.

A escoliose leve, em muitos casos, permite rotina plena de estudos, trabalho e lazer, desde que acompanhada de perto e com orientação adequada. Informação de qualidade, avaliação médica periódica e, quando indicado, fisioterapia direcionada compõem um conjunto de estratégias que favorecem a saúde da coluna e o equilíbrio do corpo ao longo dos anos.

Este artigo foi revisado por: Dra Celia Sandrini

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Estalos na mandíbula podem ser sinal de alerta

A dor na ATM, articulação que liga a mandíbula ao crânio, tem aparecido com frequência crescente em consultórios de fisioterapia e odontologia. Esse desconforto pode surgir de forma discreta, como um estalo ao abrir a boca, ou de maneira mais intensa, dificultando atividades simples do dia a dia. Em muitos casos, o problema passa despercebido por meses, até que o impacto na mastigação, na fala ou até no sono se torna evidente.

Esse tipo de dor na articulação temporomandibular costuma estar ligado a vários fatores combinados, e não apenas a um único motivo isolado. Há situações associadas ao estresse, ao apertamento dos dentes, a traumas, a alterações posturais e até a hábitos como mascar chiclete por tempo prolongado. Diante desse cenário multifatorial, a fisioterapia aparece como um recurso importante para aliviar sintomas e restaurar a função da mandíbula.

O que é dor na ATM e por que ela acontece?

A dor na ATM, também chamada de disfunção temporomandibular, envolve alterações nos músculos da face, na articulação da mandíbula e nas estruturas ao redor. A pessoa pode perceber estalos, travamentos ao abrir a boca, cansaço ao mastigar, dor de cabeça frequente e até sensação de pressão nos ouvidos. Em alguns casos, a amplitude de abertura bucal diminui, tornando difícil morder alimentos maiores.

Entre as causas mais comuns, destacam-se o bruxismo (hábito de apertar ou ranger os dentes, principalmente à noite), impactos na região do queixo, má oclusão dentária, cirurgias anteriores e posturas mantidas por muito tempo, como trabalho prolongado ao computador com a cabeça projetada para frente. O componente emocional também tem peso, já que a tensão muscular gerada pelo estresse pode aumentar a sobrecarga nessa articulação delicada.

Dor na ATM: quando a fisioterapia é a solução?

A fisioterapia tende a ser indicada quando a dor na ATM passa de episódios isolados para um quadro recorrente ou persistente, afetando atividades básicas. Em geral, o encaminhamento pode vir do dentista, do médico ou até de um fonoaudiólogo, que identificam sinais de sobrecarga articular e muscular na região da face e do pescoço. A proposta é reduzir a dor, melhorar o movimento da mandíbula e prevenir novas crises.

O fisioterapeuta avalia a abertura da boca, a presença de desvio ao falar ou mastigar, a sensibilidade dos músculos da mastigação e a postura global da coluna cervical e dos ombros. A partir disso, monta um plano de tratamento individualizado, que costuma combinar técnicas manuais, exercícios específicos e orientações de autocuidado. Em muitos casos, a fisioterapia é associada ao uso de placa miorrelaxante, prescrita pelo dentista, o que potencializa os resultados.

Quais técnicas a fisioterapia utiliza para tratar a dor na ATM?

No tratamento da dor na articulação temporomandibular, a fisioterapia usa recursos voltados tanto para o alívio imediato quanto para a recuperação funcional. As técnicas manuais sobre os músculos da face, pescoço e ombros ajudam a diminuir pontos de tensão e melhorar a circulação local. Em alguns casos, o profissional realiza mobilizações suaves diretamente na ATM para aumentar a lubrificação da articulação e organizar o movimento.

  • Alongamentos musculares: voltados para a musculatura da mastigação, pescoço e cintura escapular.
  • Exercícios de controle motor: focados na abertura e fechamento da boca sem desvio ou estalo.
  • Técnicas de relaxamento: respiração guiada e orientações para reduzir a contração involuntária dos músculos da face.
  • Recursos analgésicos: como calor superficial e, quando disponível, estímulos elétricos específicos para modulação da dor.

Além das técnicas em consultório, a fisioterapia para dor na ATM costuma incluir um programa de exercícios domiciliares simples, que podem ser feitos em poucos minutos ao dia. A regularidade dessas práticas contribui para manter os ganhos de mobilidade e reduzir a sobrecarga diária na articulação, favorecendo a estabilização do quadro a médio e longo prazo.

Como saber se a dor na ATM precisa de fisioterapia?

Alguns sinais ajudam a identificar quando a dor na ATM merece atenção especializada e pode se beneficiar da intervenção fisioterapêutica. Em geral, recomenda-se buscar avaliação quando o desconforto persiste por várias semanas, piora ao mastigar ou falar, ou vem acompanhado de limitações claras de movimento. Situações em que a mandíbula “trava” aberta ou fechada também exigem investigação.

  1. Dor na região da frente da orelha, que piora ao mastigar ou bocejar.
  2. Estalos, cliques ou sensação de areia na articulação ao abrir e fechar a boca.
  3. Dificuldade para abrir a boca amplamente, como ao morder um sanduíche.
  4. Dores de cabeça frequentes associadas a tensão na face e no pescoço.
  5. Histórico de bruxismo, apertamento dental ou fraturas na região mandibular.

Quando esses sinais aparecem, a avaliação conjunta entre fisioterapeuta e outros profissionais da saúde permite definir se a dor na ATM está ligada a fatores mecânicos, emocionais, oclusais ou a uma combinação deles. A partir desse entendimento, o tratamento ganha foco e tende a se tornar mais eficiente, com metas claras de redução da dor, recuperação da mobilidade e melhora da qualidade funcional nas atividades diárias.

Cuidados diários que ajudam na dor na articulação da mandíbula

Além da atuação direta da fisioterapia, alguns ajustes na rotina podem colaborar para diminuir a sobrecarga na ATM. Entre esses cuidados, destaca-se evitar mascar chiclete por tempo prolongado, reduzir alimentos muito duros, não apoiar a cabeça na mão pressionando o queixo e procurar manter uma postura mais neutra ao usar computador ou celular. Esses hábitos simples reduzem esforços repetitivos sobre a articulação.

Também é comum que a equipe de saúde oriente estratégias para manejo do estresse, já que a tensão emocional costuma aumentar o apertamento dental, principalmente durante o sono. Combinar essas mudanças comportamentais com o tratamento fisioterapêutico e, quando necessário, acompanhamento odontológico e psicológico, favorece uma abordagem mais completa da dor na ATM. Dessa forma, cresce a chance de controle duradouro dos sintomas e de manutenção da função adequada da mandíbula ao longo do tempo.

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Só a academia não vai proteger os músculos desta doença comum acima dos 40

Pernas mais finas, braços menos firmes e queda de desempenho físico costumam ser atribuídos, de forma quase automática, à “falta de academia”.Essa interpretação, porém, enxerga apenas parte do quadro. Em muitos casos, a doença conhecida como sarcopenia não se inicia no sedentarismo, mas sim em um padrão alimentar pobre em proteína e nutrientes ao longo dos anos.

A sarcopenia corresponde à perda progressiva de massa e força muscular que tende a se tornar mais evidente com o avançar da idade, embora seja construída de maneira silenciosa por décadas. Segundo estudos da FAPESP, a sarcopenia está associada a maior risco de quedas, fraturas, perda de autonomia e aumento da mortalidade em idosos.

O que é sarcopenia e por que ela assusta

De forma simples, sarcopenia é quando a pessoa tem pouca massa muscular e, ao mesmo tempo, perde força ou desempenho físico no dia a dia. Na prática, isso aparece como dificuldade para subir escadas, levantar da cadeira sem apoio, carregar sacolas ou caminhar na mesma velocidade de antes.

Sintomas da sarcopenia nos braços em homens mais velhos

O que pouca gente percebe é que essa perda não começa de repente aos 70 anos. Ela tende a se instalar aos poucos, a partir dos 40–50, principalmente quando se combinam pouco movimento, dietas restritivas e muitos anos comendo pouca proteína.

Quando o problema começa no prato

Músculo é tecido caro para o corpo manter. Ele precisa de proteína, energia (calorias) e micronutrientes para ser reparado e preservado. Quando, dia após dia, o organismo recebe menos do que precisa, ele começa a “economizar” justamente onde mais gasta: na massa muscular.

Com o passar dos anos, o corpo também fica menos eficiente em usar a proteína que recebe. Isso significa que, principalmente depois dos 40–50 anos, muitas pessoas precisam de mais proteína por dia e, principalmente, de porções decentes em cada refeição, não só no almoço.

Outro ponto é a qualidade geral da alimentação. Falta de frutas, legumes, boas fontes de gordura, vitamina D, vitaminas do complexo B e antioxidantes aumenta inflamação e prejudica a função muscular. Não é moda, é fisiologia básica.

Como construir uma rotina que protege o músculo

Academia continua sendo fundamental, mas ela trabalha em dupla com a alimentação. Pensando em prevenção da sarcopenia, alguns ajustes simples fazem diferença:

  • Inclua fonte de proteína em todas as refeições principais: ovos, leite, iogurte, queijos, carnes, frango, peixe, feijão, lentilha, grão-de-bico, tofu, soja. Em vez de um dia inteiro de pão, macarrão e salada, tente montar pratos em que a proteína tenha lugar de destaque.
  • Evite viver em “dieta eterna” de pouco nutriente: cortar calorias sem critério, principalmente depois dos 40, pode significar perder mais músculo do que gordura. Se o objetivo é emagrecer, o ideal é planejamento que preserve massa magra.
  • Dê mais cor ao prato: frutas, verduras e legumes variados trazem vitaminas e compostos que ajudam a controlar inflamação e a saúde como um todo.
  • Mantenha algum tipo de treino de força na rotina, mesmo que simples: peso do próprio corpo, elásticos, musculação guiada. O músculo precisa de estímulo mecânico para responder à boa alimentação.
  • Mova-se ao longo do dia: caminhar, subir escadas, levantar com frequência se você trabalha sentado. Ficar parado o dia todo sabota o esforço do treino e da alimentação.

Não é sobre perfeição, e sim sobre consistência. Um prato melhor hoje, outro amanhã, um treino aqui, outro ali vai somando ao poucos no resultado final.

Sinais de alerta para buscar ajuda

Alguns sinais merecem avaliação profissional mais detalhada, especialmente em pessoas a partir dos 50–60 anos:

  • perda de peso sem querer, principalmente com aparência de “murchar” braços e pernas
  • dificuldade crescente para levantar de cadeiras baixas ou da cama
  • quedas, tropeços e insegurança ao andar em locais irregulares
  • cansaço fora do comum para tarefas simples, como carregar compras ou subir poucos degraus

Se você se reconhece nesses pontos, vale conversar com médico e nutricionista. Muitas vezes é possível recuperar parte da força e da massa muscular com ajustes de treino e alimentação bem orientados, mas quanto antes isso é feito, melhores tendem a ser os resultados.

Este artigo foi revisado por: Dra Celia Sandrini

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Como tratar a fascite plantar com medidas simples

Despertar com desconforto ou dor no calcanhar é uma experiência relatada por muitas pessoas, especialmente por quem sofre de Fascite Plantar Crônica. Esta condição afeta a região inferior do pé, onde ocorre a inflamação da fáscia plantar, uma faixa de tecido conectivo responsável por sustentar o arco e absorver impactos durante a caminhada. Ao longo do tempo, o problema tende a se manifestar pela manhã, assim que a pessoa dá os primeiros passos.

As causas da fascite plantar são variadas e envolvem fatores como uso excessivo dos pés, prática de esportes de impacto, alterações anatômicas no pé, além do uso de calçados inadequados. O distúrbio pode tornar atividades simples, como caminhar, bastante desafiadoras e interferir na rotina diária. O diagnóstico precoce é fundamental para evitar agravamento e busca-se, inicialmente, controlar o incômodo com orientações e cuidados feitos em casa.

Quais estratégias podem ser adotadas em casa para aliviar a dor da Fascite Plantar?

Existem diversas formas de manejar a dor provocada pela Fascite Plantar Crônica por meio de práticas diárias simples. Alongamentos específicos para os pés e a panturrilha tendem a ter papel importante na diminuição da tensão da fáscia e na promoção da flexibilidade. Outras medidas, como o uso de gelo sobre a planta do pé por 15 a 20 minutos, são recomendadas para diminuir a inflamação local.

Além dos alongamentos e do gelo, recomenda-se a utilização de palmilhas ortopédicas, que podem oferecer melhor suporte ao arco do pé, e o uso de calçados apropriados, preferencialmente com boa absorção de impacto e solado rígido. Para muitos casos, técnicas de automassagem na sola do pé, com auxílio de uma bolinha de tênis ou garrafa, podem proporcionar alívio temporário da sensação dolorosa. Confira a seguir algumas sugestões práticas:

  • Alongamento da fáscia plantar: sentar-se, cruzar o pé afetado sobre o joelho oposto, puxar suavemente os dedos em direção à canela e manter por 30 segundos.
  • Massagem com bolinha: rolar uma pequena bola sob o pé, aplicando pressão moderada por alguns minutos.
  • Gelo: envolver gelo em uma toalha ou usar uma garrafa congelada para massagear a sola do pé.
  • Alternância de atividades: evitar permanecer muito tempo em pé ou caminhar descalço em pisos duros.

Quando é a hora de procurar um fisioterapeuta para dor no calcanhar?

O acompanhamento com um profissional especializado é indicado quando as estratégias caseiras não proporcionam melhora significativa após algumas semanas de aplicação constante. Persistência da dor intensa, progressão dos sintomas, dificuldade para realizar tarefas diárias, limitação para andar ou inchaço no pé são sinais de que o problema requer avaliação detalhada.

O fisioterapeuta avalia aspectos biomecânicos do paciente, identifica alterações posturais ou de marcha e propõe intervenções adequadas. Entre os métodos utilizados, destacam-se exercícios de fortalecimento muscular, alongamentos supervisionados, aplicação de terapia manual e recursos para analgesia, como ultrassom ou laser, dependendo do caso.

O que evitar durante o tratamento da Fascite Plantar?

Fascite Plantar – Créditos: depositphotos.com / AndrewLozovyi

Algumas atitudes podem colocar em risco a recuperação e até agravar o quadro de Fascite Plantar Crônica. O uso contínuo de calçados inadequados, como sandálias sem sustentação ou chinelos baixinhos, não oferece o suporte necessário ao arco plantar. Praticar atividades físicas intensas sem orientação – sobretudo corridas e saltos – antes da liberação médica pode aumentar a sobrecarga na fáscia e retardar a cicatrização.

  1. Evitar andar descalço em superfícies rígidas.
  2. Controlar o peso corporal para reduzir a pressão sobre os pés.
  3. Utilizar sempre sapatos com amortecimento e apoio firmes.
  4. Reduzir, temporariamente, a prática de exercícios de alto impacto até a recuperação da fáscia.

Por fim, o manejo adequado da Fascite Plantar Crônica envolve disciplina e atenção a sinais do próprio corpo. Em muitos casos, a combinação de tratamentos caseiros com acompanhamento fisioterapêutico pode levar a resultados positivos, restaurando gradualmente o conforto ao caminhar e melhorando a qualidade de vida.

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Trate da sua dor lombar crônica em Curitiba com fisioterapia cinco estrelas

Sentir dor lombar todo dia não é “normal da idade” nem apenas cansaço. Quando a dor fica constante, limita os movimentos ou começa a descer para a perna, é sinal de que seu corpo está pedindo ajuda.

Em Curitiba, onde muita gente passa horas sentada, no trânsito ou no escritório, a fisioterapia é hoje uma das principais formas de tratar dor lombar crônica com segurança. Na Clínica Avanttos de Fisioterapia, no bairro Bacacheri, o foco é justamente avaliar a causa da dor e montar um plano personalizado para quem vive na capital e cidades vizinhas como Colombo, Pinhais e Piraquara.

Sinais de dor lombar para não ignorar

A dor lombar é muito comum, mas nem sempre é grave. O problema é quando ela deixa de ser um incômodo ocasional e passa a fazer parte da rotina, atrapalhando trabalho, lazer e sono.

Alguns sinais indicam que você não deve adiar a avaliação com um profissional:

  • dor que dura mais de três meses ou que volta sempre com a mesma intensidade
  • dor que piora à noite, desperta a pessoa de madrugada ou começa a irradiar para a nádega, perna ou pé
  • formigamento, fraqueza ou perda de força em uma das pernas, especialmente se associado a queda recente ou sensação de que a coluna “travou”

Se junto desses sintomas aparecer febre, perda de peso sem explicação ou perda de controle de xixi e fezes, a orientação é procurar atendimento médico de urgência. Nos demais casos, o fisioterapeuta é o profissional indicado para investigar a origem da dor, avaliar postura, mobilidade e força muscular e propor o tratamento adequado.

Como a fisioterapia trata a dor lombar crônica

O tratamento começa com uma avaliação detalhada. O fisioterapeuta conversa sobre a história da dor, observa postura, mobilidade da coluna, força muscular e possíveis alterações neurológicas, como perda de reflexos ou sensibilidade.

A partir daí, o plano costuma combinar técnicas de terapia manual, exercícios específicos e orientações para o dia a dia. As terapias manuais ajudam a reduzir a tensão na musculatura, melhorar a circulação local e aliviar a dor nos primeiros atendimentos. Já os exercícios terapêuticos são essenciais para fortalecer o core, melhorar a estabilidade da coluna e dar segurança para movimentos como agachar, levantar e carregar peso.

Reeducação na postura

Outro ponto importante é a educação em dor e postura. O fisioterapeuta ensina formas mais seguras de sentar, levantar, dirigir e dormir, além de explicar como a dor crônica funciona. Quando o paciente entende melhor o problema, tende a ter menos medo de se movimentar e participa mais ativamente do tratamento.

Na Clínica Avanttos, podem ser associados recursos como RPG para correção de postura, Pilates para ganho de força e flexibilidade, condicionamento físico e tecnologias de análise de movimento, sempre de acordo com a necessidade de cada pessoa.

Tratamento de dor lombar na Clínica Avanttos de Fisioterapia

A Clínica Avanttos está na Rua México, 467, no Bacacheri, com fácil acesso para moradores de Curitiba, Colombo, Pinhais, Piraquara, Quatro Barras e Campina Grande do Sul. O atendimento é feito por fisioterapeutas especializados em ortopedia, coluna e reabilitação funcional.

Fisioterapia na Avanttos
Fisioterapia na Avanttos

O roteiro costuma seguir algumas etapas: avaliação inicial completa, definição de objetivos (reduzir dor, voltar a caminhar, retornar ao esporte ou melhorar desempenho no trabalho), montagem do plano de tratamento e reavaliações periódicas para acompanhar os resultados.

A clínica funciona de segunda a sexta, das 7h às 19h, o que facilita para quem precisa conciliar as sessões com o horário de trabalho. O agendamento pode ser feito pelo telefone (41) 99894-8760.

Cuidados em casa para prevenir novas crises

Além das sessões de fisioterapia, mudanças simples de rotina fazem grande diferença na coluna:

  • fazer pausas curtas a cada 50–60 minutos de trabalho sentado, levantando e caminhando um pouco
  • manter cadeira e monitor em alturas adequadas, praticar atividade física regular e evitar levantar peso de forma brusca, sempre flexionando os joelhos e aproximando a carga do corpo

Cuidar do sono, do estresse e do peso corporal também ajuda a reduzir a sobrecarga na lombar.
Quando a fisioterapia é combinada com esses hábitos, as crises tendem a ficar mais espaçadas e menos intensas, devolvendo qualidade de vida e confiança para se movimentar.

Venha visitar a Clínica Avanttos e nos deixe cuidar da sua saúde

Se você mora em Curitiba ou na região de Colombo, Pinhais e Piraquara e convive com dor lombar há meses, não precisa aceitar isso como parte da rotina. Com avaliação correta e um plano de fisioterapia bem estruturado, é possível aliviar a dor, recuperar a mobilidade e voltar a fazer atividades que estavam limitadas.

Na Clínica Avanttos de Fisioterapia, o objetivo é justamente tratar a causa da dor lombar crônica e dar ferramentas para que você cuide da coluna no dia a dia, com segurança e orientação profissional.

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