Mora ou Trabalha em Pinhais? 5 Sinais de que Sua Coluna Pede Socorro (e Onde Encontrar Ajuda)

Você já notou que, após um longo dia de trabalho no polo ou depois de enfrentar o trânsito na volta para casa, seu corpo parece “pesar” o dobro?

Pinhais é uma cidade que pulsa. Seja na força da nossa indústria, na rotina administrativa ou nos treinos no Parque das Águas, a região exige muito do físico. Mas existe uma linha tênue entre o “cansaço normal” e um problema que precisa de atenção profissional.

Muitos pacientes chegam à Clínica Avanttos dizendo: “Achei que ia passar sozinho”. Para evitar que uma dorzinha vire uma lesão crônica, mapeamos os 5 sinais de alerta mais comuns em quem vive e trabalha na nossa região.

Os 5 Sinais de Alerta (Não ignore!)

Se você identificar algum destes sintomas, seu corpo já acendeu a luz amarela:

1. Formigamento nas mãos (A “Dor do Polo”)

A postura inadequada no trabalho é uma das maiores causas de afastamento e dores crônicas.

Comum em quem trabalha em linhas de produção ou logística na região industrial de Pinhais.

  • O que é: Pode ser início de Síndrome do Túnel do Carpo ou compressão nervosa.
  • O teste: Se você sente as mãos “dormirem” ao segurar o celular ou dirigir, cuidado.

2. “Queimação” entre as escápulas (Ombros)

Muito frequente em quem trabalha em escritório ou passa horas no computador.

  • A causa: Tensão muscular por postura mantida e estresse. É como se você carregasse uma mochila pesada o dia todo.

3. A “Fisgada” na Lombar ao levantar

Você conhece a rotina: entra no carro em Curitiba, enfrenta o trânsito da Rodovia João Leopoldo Jacomel e, quando chega em casa e vai sair do carro… travou.

  • O perigo: Isso indica instabilidade vertebral ou compressão discal. A coluna está pedindo estabilidade.

4. Rigidez Matinal (O corpo “enferrujado”)

Acordar sentindo que precisa de “óleo” nas juntas não é normal, mesmo nos dias frios de Pinhais.

  • O sinal: Se você leva mais de 30 minutos para sentir o corpo solto pela manhã, pode ser um sinal de inflamação articular ou artrose incipiente.

5. Dor no Joelho pós-Parque das Águas

Praticar exercícios é vital, mas o preparo físico deve vir antes da intensidade para evitar lesões.

Nós amamos nosso cartão postal! Mas correr ou caminhar no asfalto/concreto sem o preparo muscular (ou com a pisada errada) sobrecarrega meniscos e ligamentos.

  • O alerta: Dor que persiste no dia seguinte ao treino não é “dor de crescimento”, é lesão.

O Que Fazer Agora? 3 Dicas Práticas

Antes de se automedicar (o que apenas mascara o problema), tente estas mudanças simples na rotina:

  1. A Regra dos 45 Minutos: Se trabalha sentado ou dirigindo, tente mudar de posição a cada 45 minutos. Levante, estique os braços. O corpo precisa de movimento.
  2. Gelo ou Calor? Para dores agudas (aquela batida ou torção recente), use gelo. Para dores musculares de tensão e cansaço (pescoço duro), prefira compressa morna.
  3. Fortaleça o “Core”: Sua coluna precisa de proteção. Exercícios de Pilates [Link para página de Pilates da Avanttos] são essenciais para criar essa “cinta natural” de proteção.

Por que a Fisioterapia Especializada é Diferente?

Na Clínica Avanttos, não tratamos somente o local da dor. Investigamos a causa.

Imagine que seu joelho dói. O problema pode não estar no joelho, mas sim na forma como você pisa ou em uma falta de mobilidade no quadril. Nossa avaliação biomecânica descobre a origem do problema para tratá-lo de vez.

Atuamos com:

  • Osteopatia e Terapia Manual: Para aliviar a dor e devolver mobilidade. [Link para página de Osteopatia]
  • Reabilitação Esportiva: Para quem quer voltar a correr no parque sem medo.
  • Prevenção: Para quem trabalha na indústria e quer longevidade.

Conclusão

Não espere a coluna “travar” para buscar ajuda. Viver sem dor em Pinhais é possível e está ao seu alcance.

Sente algum dos 5 sinais acima? Não deixe para depois. Entre em contato com a Avanttos e agende sua avaliação. Cuidar de você é o seu melhor investimento.

Onde Estamos

Localizados estrategicamente para atender toda a região de Pinhais, R. México, 467 – Bacacheri,
Curitiba – PR, 82510-060
, oferecemos um ambiente acolhedor e tecnologia de ponta. Não espere a coluna “travar” para buscar ajuda.

Sente algum desses sintomas? Agende uma avaliação na Avanttos e descubra como é viver sem dor em Pinhais. Seu corpo é sua casa, cuide bem dele.

Fisioterapia para escoliose leve funciona?

A Escoliose leve costuma gerar muitas dúvidas em quem recebe o diagnóstico. Em geral, trata-se de um desvio discreto da coluna, identificado em exames de rotina ou em avaliações posturais. Mesmo com pouca curvatura, esse quadro pode levantar questões sobre dor, limitações no dia a dia e, principalmente, sobre a necessidade de iniciar fisioterapia ou outros cuidados específicos.

Nos últimos anos, o acompanhamento precoce da saúde da coluna ganhou mais espaço entre profissionais da área. A escoliose leve não é considerada uma emergência, mas exige atenção para que não haja progressão do desvio. A partir daí surgem crenças, alguns medos e muita informação desencontrada, o que torna importante separar mitos e fatos sobre o tratamento, o papel da fisioterapia e os cuidados diários com a coluna.

O que é Escoliose leve e por que a palavra-chave é acompanhamento?

Escoliose leve é geralmente definida como uma curvatura da coluna em “C” ou “S” com ângulo pequeno, normalmente medido pelo chamado ângulo de Cobb em exames de imagem. Na prática, significa que a deformidade é discreta, muitas vezes quase imperceptível à visão leiga, e pode não causar sintomas intensos. Mesmo assim, a coluna já apresenta um desalinhamento que merece monitoramento periódico.

Esse tipo de desvio pode ter diferentes causas, como fatores genéticos, alterações musculares, crescimento acelerado na adolescência ou hábitos posturais inadequados. Na fase de crescimento, o risco de a escoliose leve aumentar é maior, motivo pelo qual médicos costumam recomendar revisões em intervalos definidos. Em adultos, a atenção se volta mais para o controle de dor, manutenção de mobilidade e prevenção de sobrecarga em articulações e músculos.

Escoliose leve precisa de fisioterapia?

A indicação de fisioterapia para escoliose leve depende de alguns fatores: idade, grau da curvatura, sintomas presentes e risco de progressão. Em crianças e adolescentes em fase de crescimento, muitos profissionais defendem a fisioterapia como aliada importante, mesmo quando a curvatura é pequena, porque o fortalecimento e o alongamento direcionados podem ajudar a equilibrar a musculatura ao redor da coluna.

Em adultos, a fisioterapia costuma ser recomendada quando há dor, desconforto muscular, fadiga nas costas após atividades simples ou alteração visível de postura. Nesses casos, o tratamento fisioterapêutico pode incluir exercícios de estabilidade, correção postural e educação em relação à rotina diária. A intenção não é “endireitar” a coluna completamente, mas reduzir sobrecargas, melhorar a função e evitar piora do desvio.

De forma geral, o encaminhamento para fisioterapia é avaliado individualmente por ortopedistas, fisiatras ou outros profissionais habilitados. A presença de escoliose leve isolada, sem sintomas e estável ao longo do tempo, pode ser apenas observada, enquanto quadros com sinais de evolução ou queixas de dor tendem a receber orientação fisioterapêutica mais ativa.

Mitos e verdades sobre a coluna com escoliose leve

Circulam muitas afirmações sobre o que a escoliose causa ou não causa, e nem todas correspondem à realidade. Entender esses pontos ajuda a reduzir temores desnecessários e a adotar cuidados mais coerentes com cada caso.

  • Mito: Toda escoliose leve vira um problema grave no futuro.
  • Fato: Muitas curvas leves permanecem estáveis ao longo da vida, principalmente após o fim do crescimento ósseo, desde que haja acompanhamento e atenção aos sinais de mudança.
  • Mito: Quem tem escoliose não pode praticar esportes.
  • Fato: A prática de atividade física, quando orientada, é frequentemente incentivada para fortalecimento muscular global e melhora da mobilidade.
  • Mito: A fisioterapia “desentorta” completamente a coluna.
  • Fato: A fisioterapia atua principalmente na dor, função e alinhamento postural possível, reduzindo impactos da curva, mas nem sempre elimina o desvio.
  • Mito: Mochila pesada é sempre a causa da escoliose.
  • Fato: Mochilas e cargas podem gerar dor e sobrecarga, mas a maioria dos casos de escoliose leve tem origem multifatorial, muitas vezes relacionada a predisposição genética.

Quais são os benefícios da fisioterapia na escoliose leve?

Quando indicada, a fisioterapia para escoliose leve trabalha com exercícios específicos para a postura, respiração, fortalecimento do tronco e alongamento das cadeias musculares encurtadas. Em determinados métodos, há foco em exercícios assimétricos, buscando compensar diferenças entre os lados do corpo. Em outros, prioriza-se a estabilização global, sempre respeitando as características individuais.

De modo geral, os objetivos mais frequentes da fisioterapia em casos de escoliose leve incluem:

  1. Melhorar o alinhamento postural no dia a dia, reduzindo desequilíbrios evidentes.
  2. Aumentar força e resistência da musculatura que sustenta a coluna.
  3. Diminuir dores, tensões e cansaço nas costas após atividades rotineiras.
  4. Orientar sobre cuidados na escola, no trabalho e em casa, como altura de cadeira, forma de sentar e maneira de carregar peso.
  5. Monitorar sinais de progressão da curva e encaminhar para avaliação médica quando necessário.

Em muitos planos de tratamento, o fisioterapeuta também ensina exercícios para serem feitos em casa, favorecendo a continuidade dos cuidados. Esses programas domiciliares, quando realizados de maneira constante e adequada, podem contribuir para a estabilidade da coluna e para o bem-estar funcional a longo prazo.

Escoliose – Créditos: depositphotos.com / Artemida-psy

Cuidados diários com a coluna: o que pode ajudar na escoliose leve?

Além da fisioterapia, alguns hábitos simples costumam ser valorizados na rotina de quem convive com desvios leves da coluna. Entre as medidas mais citadas por profissionais da área estão:

  • Manter pausas durante atividades prolongadas em posição sentada, alternando com pequenos períodos em pé e de caminhada.
  • Ajustar altura de cadeira, mesa e computador para evitar flexão excessiva do pescoço e arredondamento das costas.
  • Distribuir o peso de bolsas e mochilas, preferindo modelos com duas alças ajustadas.
  • Praticar alguma atividade física regular, como caminhada, natação, pilates ou exercícios de fortalecimento, com liberação profissional.
  • Observar sinais de dor persistente, formigamentos ou mudanças visíveis na postura e buscar avaliação especializada.

A escoliose leve, em muitos casos, permite rotina plena de estudos, trabalho e lazer, desde que acompanhada de perto e com orientação adequada. Informação de qualidade, avaliação médica periódica e, quando indicado, fisioterapia direcionada compõem um conjunto de estratégias que favorecem a saúde da coluna e o equilíbrio do corpo ao longo dos anos.

Este artigo foi revisado por: Dra Celia Sandrini

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Estalos na mandíbula podem ser sinal de alerta

A dor na ATM, articulação que liga a mandíbula ao crânio, tem aparecido com frequência crescente em consultórios de fisioterapia e odontologia. Esse desconforto pode surgir de forma discreta, como um estalo ao abrir a boca, ou de maneira mais intensa, dificultando atividades simples do dia a dia. Em muitos casos, o problema passa despercebido por meses, até que o impacto na mastigação, na fala ou até no sono se torna evidente.

Esse tipo de dor na articulação temporomandibular costuma estar ligado a vários fatores combinados, e não apenas a um único motivo isolado. Há situações associadas ao estresse, ao apertamento dos dentes, a traumas, a alterações posturais e até a hábitos como mascar chiclete por tempo prolongado. Diante desse cenário multifatorial, a fisioterapia aparece como um recurso importante para aliviar sintomas e restaurar a função da mandíbula.

O que é dor na ATM e por que ela acontece?

A dor na ATM, também chamada de disfunção temporomandibular, envolve alterações nos músculos da face, na articulação da mandíbula e nas estruturas ao redor. A pessoa pode perceber estalos, travamentos ao abrir a boca, cansaço ao mastigar, dor de cabeça frequente e até sensação de pressão nos ouvidos. Em alguns casos, a amplitude de abertura bucal diminui, tornando difícil morder alimentos maiores.

Entre as causas mais comuns, destacam-se o bruxismo (hábito de apertar ou ranger os dentes, principalmente à noite), impactos na região do queixo, má oclusão dentária, cirurgias anteriores e posturas mantidas por muito tempo, como trabalho prolongado ao computador com a cabeça projetada para frente. O componente emocional também tem peso, já que a tensão muscular gerada pelo estresse pode aumentar a sobrecarga nessa articulação delicada.

Dor na ATM: quando a fisioterapia é a solução?

A fisioterapia tende a ser indicada quando a dor na ATM passa de episódios isolados para um quadro recorrente ou persistente, afetando atividades básicas. Em geral, o encaminhamento pode vir do dentista, do médico ou até de um fonoaudiólogo, que identificam sinais de sobrecarga articular e muscular na região da face e do pescoço. A proposta é reduzir a dor, melhorar o movimento da mandíbula e prevenir novas crises.

O fisioterapeuta avalia a abertura da boca, a presença de desvio ao falar ou mastigar, a sensibilidade dos músculos da mastigação e a postura global da coluna cervical e dos ombros. A partir disso, monta um plano de tratamento individualizado, que costuma combinar técnicas manuais, exercícios específicos e orientações de autocuidado. Em muitos casos, a fisioterapia é associada ao uso de placa miorrelaxante, prescrita pelo dentista, o que potencializa os resultados.

Quais técnicas a fisioterapia utiliza para tratar a dor na ATM?

No tratamento da dor na articulação temporomandibular, a fisioterapia usa recursos voltados tanto para o alívio imediato quanto para a recuperação funcional. As técnicas manuais sobre os músculos da face, pescoço e ombros ajudam a diminuir pontos de tensão e melhorar a circulação local. Em alguns casos, o profissional realiza mobilizações suaves diretamente na ATM para aumentar a lubrificação da articulação e organizar o movimento.

  • Alongamentos musculares: voltados para a musculatura da mastigação, pescoço e cintura escapular.
  • Exercícios de controle motor: focados na abertura e fechamento da boca sem desvio ou estalo.
  • Técnicas de relaxamento: respiração guiada e orientações para reduzir a contração involuntária dos músculos da face.
  • Recursos analgésicos: como calor superficial e, quando disponível, estímulos elétricos específicos para modulação da dor.

Além das técnicas em consultório, a fisioterapia para dor na ATM costuma incluir um programa de exercícios domiciliares simples, que podem ser feitos em poucos minutos ao dia. A regularidade dessas práticas contribui para manter os ganhos de mobilidade e reduzir a sobrecarga diária na articulação, favorecendo a estabilização do quadro a médio e longo prazo.

Como saber se a dor na ATM precisa de fisioterapia?

Alguns sinais ajudam a identificar quando a dor na ATM merece atenção especializada e pode se beneficiar da intervenção fisioterapêutica. Em geral, recomenda-se buscar avaliação quando o desconforto persiste por várias semanas, piora ao mastigar ou falar, ou vem acompanhado de limitações claras de movimento. Situações em que a mandíbula “trava” aberta ou fechada também exigem investigação.

  1. Dor na região da frente da orelha, que piora ao mastigar ou bocejar.
  2. Estalos, cliques ou sensação de areia na articulação ao abrir e fechar a boca.
  3. Dificuldade para abrir a boca amplamente, como ao morder um sanduíche.
  4. Dores de cabeça frequentes associadas a tensão na face e no pescoço.
  5. Histórico de bruxismo, apertamento dental ou fraturas na região mandibular.

Quando esses sinais aparecem, a avaliação conjunta entre fisioterapeuta e outros profissionais da saúde permite definir se a dor na ATM está ligada a fatores mecânicos, emocionais, oclusais ou a uma combinação deles. A partir desse entendimento, o tratamento ganha foco e tende a se tornar mais eficiente, com metas claras de redução da dor, recuperação da mobilidade e melhora da qualidade funcional nas atividades diárias.

Cuidados diários que ajudam na dor na articulação da mandíbula

Além da atuação direta da fisioterapia, alguns ajustes na rotina podem colaborar para diminuir a sobrecarga na ATM. Entre esses cuidados, destaca-se evitar mascar chiclete por tempo prolongado, reduzir alimentos muito duros, não apoiar a cabeça na mão pressionando o queixo e procurar manter uma postura mais neutra ao usar computador ou celular. Esses hábitos simples reduzem esforços repetitivos sobre a articulação.

Também é comum que a equipe de saúde oriente estratégias para manejo do estresse, já que a tensão emocional costuma aumentar o apertamento dental, principalmente durante o sono. Combinar essas mudanças comportamentais com o tratamento fisioterapêutico e, quando necessário, acompanhamento odontológico e psicológico, favorece uma abordagem mais completa da dor na ATM. Dessa forma, cresce a chance de controle duradouro dos sintomas e de manutenção da função adequada da mandíbula ao longo do tempo.

Este artigo foi revisado por: Dra Celia Sandrini

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Só a academia não vai proteger os músculos desta doença comum acima dos 40

Pernas mais finas, braços menos firmes e queda de desempenho físico costumam ser atribuídos, de forma quase automática, à “falta de academia”.Essa interpretação, porém, enxerga apenas parte do quadro. Em muitos casos, a doença conhecida como sarcopenia não se inicia no sedentarismo, mas sim em um padrão alimentar pobre em proteína e nutrientes ao longo dos anos.

A sarcopenia corresponde à perda progressiva de massa e força muscular que tende a se tornar mais evidente com o avançar da idade, embora seja construída de maneira silenciosa por décadas. Segundo estudos da FAPESP, a sarcopenia está associada a maior risco de quedas, fraturas, perda de autonomia e aumento da mortalidade em idosos.

O que é sarcopenia e por que ela assusta

De forma simples, sarcopenia é quando a pessoa tem pouca massa muscular e, ao mesmo tempo, perde força ou desempenho físico no dia a dia. Na prática, isso aparece como dificuldade para subir escadas, levantar da cadeira sem apoio, carregar sacolas ou caminhar na mesma velocidade de antes.

Sintomas da sarcopenia nos braços em homens mais velhos

O que pouca gente percebe é que essa perda não começa de repente aos 70 anos. Ela tende a se instalar aos poucos, a partir dos 40–50, principalmente quando se combinam pouco movimento, dietas restritivas e muitos anos comendo pouca proteína.

Quando o problema começa no prato

Músculo é tecido caro para o corpo manter. Ele precisa de proteína, energia (calorias) e micronutrientes para ser reparado e preservado. Quando, dia após dia, o organismo recebe menos do que precisa, ele começa a “economizar” justamente onde mais gasta: na massa muscular.

Com o passar dos anos, o corpo também fica menos eficiente em usar a proteína que recebe. Isso significa que, principalmente depois dos 40–50 anos, muitas pessoas precisam de mais proteína por dia e, principalmente, de porções decentes em cada refeição, não só no almoço.

Outro ponto é a qualidade geral da alimentação. Falta de frutas, legumes, boas fontes de gordura, vitamina D, vitaminas do complexo B e antioxidantes aumenta inflamação e prejudica a função muscular. Não é moda, é fisiologia básica.

Como construir uma rotina que protege o músculo

Academia continua sendo fundamental, mas ela trabalha em dupla com a alimentação. Pensando em prevenção da sarcopenia, alguns ajustes simples fazem diferença:

  • Inclua fonte de proteína em todas as refeições principais: ovos, leite, iogurte, queijos, carnes, frango, peixe, feijão, lentilha, grão-de-bico, tofu, soja. Em vez de um dia inteiro de pão, macarrão e salada, tente montar pratos em que a proteína tenha lugar de destaque.
  • Evite viver em “dieta eterna” de pouco nutriente: cortar calorias sem critério, principalmente depois dos 40, pode significar perder mais músculo do que gordura. Se o objetivo é emagrecer, o ideal é planejamento que preserve massa magra.
  • Dê mais cor ao prato: frutas, verduras e legumes variados trazem vitaminas e compostos que ajudam a controlar inflamação e a saúde como um todo.
  • Mantenha algum tipo de treino de força na rotina, mesmo que simples: peso do próprio corpo, elásticos, musculação guiada. O músculo precisa de estímulo mecânico para responder à boa alimentação.
  • Mova-se ao longo do dia: caminhar, subir escadas, levantar com frequência se você trabalha sentado. Ficar parado o dia todo sabota o esforço do treino e da alimentação.

Não é sobre perfeição, e sim sobre consistência. Um prato melhor hoje, outro amanhã, um treino aqui, outro ali vai somando ao poucos no resultado final.

Sinais de alerta para buscar ajuda

Alguns sinais merecem avaliação profissional mais detalhada, especialmente em pessoas a partir dos 50–60 anos:

  • perda de peso sem querer, principalmente com aparência de “murchar” braços e pernas
  • dificuldade crescente para levantar de cadeiras baixas ou da cama
  • quedas, tropeços e insegurança ao andar em locais irregulares
  • cansaço fora do comum para tarefas simples, como carregar compras ou subir poucos degraus

Se você se reconhece nesses pontos, vale conversar com médico e nutricionista. Muitas vezes é possível recuperar parte da força e da massa muscular com ajustes de treino e alimentação bem orientados, mas quanto antes isso é feito, melhores tendem a ser os resultados.

Este artigo foi revisado por: Dra Celia Sandrini

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Como tratar a fascite plantar com medidas simples

Despertar com desconforto ou dor no calcanhar é uma experiência relatada por muitas pessoas, especialmente por quem sofre de Fascite Plantar Crônica. Esta condição afeta a região inferior do pé, onde ocorre a inflamação da fáscia plantar, uma faixa de tecido conectivo responsável por sustentar o arco e absorver impactos durante a caminhada. Ao longo do tempo, o problema tende a se manifestar pela manhã, assim que a pessoa dá os primeiros passos.

As causas da fascite plantar são variadas e envolvem fatores como uso excessivo dos pés, prática de esportes de impacto, alterações anatômicas no pé, além do uso de calçados inadequados. O distúrbio pode tornar atividades simples, como caminhar, bastante desafiadoras e interferir na rotina diária. O diagnóstico precoce é fundamental para evitar agravamento e busca-se, inicialmente, controlar o incômodo com orientações e cuidados feitos em casa.

Quais estratégias podem ser adotadas em casa para aliviar a dor da Fascite Plantar?

Existem diversas formas de manejar a dor provocada pela Fascite Plantar Crônica por meio de práticas diárias simples. Alongamentos específicos para os pés e a panturrilha tendem a ter papel importante na diminuição da tensão da fáscia e na promoção da flexibilidade. Outras medidas, como o uso de gelo sobre a planta do pé por 15 a 20 minutos, são recomendadas para diminuir a inflamação local.

Além dos alongamentos e do gelo, recomenda-se a utilização de palmilhas ortopédicas, que podem oferecer melhor suporte ao arco do pé, e o uso de calçados apropriados, preferencialmente com boa absorção de impacto e solado rígido. Para muitos casos, técnicas de automassagem na sola do pé, com auxílio de uma bolinha de tênis ou garrafa, podem proporcionar alívio temporário da sensação dolorosa. Confira a seguir algumas sugestões práticas:

  • Alongamento da fáscia plantar: sentar-se, cruzar o pé afetado sobre o joelho oposto, puxar suavemente os dedos em direção à canela e manter por 30 segundos.
  • Massagem com bolinha: rolar uma pequena bola sob o pé, aplicando pressão moderada por alguns minutos.
  • Gelo: envolver gelo em uma toalha ou usar uma garrafa congelada para massagear a sola do pé.
  • Alternância de atividades: evitar permanecer muito tempo em pé ou caminhar descalço em pisos duros.

Quando é a hora de procurar um fisioterapeuta para dor no calcanhar?

O acompanhamento com um profissional especializado é indicado quando as estratégias caseiras não proporcionam melhora significativa após algumas semanas de aplicação constante. Persistência da dor intensa, progressão dos sintomas, dificuldade para realizar tarefas diárias, limitação para andar ou inchaço no pé são sinais de que o problema requer avaliação detalhada.

O fisioterapeuta avalia aspectos biomecânicos do paciente, identifica alterações posturais ou de marcha e propõe intervenções adequadas. Entre os métodos utilizados, destacam-se exercícios de fortalecimento muscular, alongamentos supervisionados, aplicação de terapia manual e recursos para analgesia, como ultrassom ou laser, dependendo do caso.

O que evitar durante o tratamento da Fascite Plantar?

Fascite Plantar – Créditos: depositphotos.com / AndrewLozovyi

Algumas atitudes podem colocar em risco a recuperação e até agravar o quadro de Fascite Plantar Crônica. O uso contínuo de calçados inadequados, como sandálias sem sustentação ou chinelos baixinhos, não oferece o suporte necessário ao arco plantar. Praticar atividades físicas intensas sem orientação – sobretudo corridas e saltos – antes da liberação médica pode aumentar a sobrecarga na fáscia e retardar a cicatrização.

  1. Evitar andar descalço em superfícies rígidas.
  2. Controlar o peso corporal para reduzir a pressão sobre os pés.
  3. Utilizar sempre sapatos com amortecimento e apoio firmes.
  4. Reduzir, temporariamente, a prática de exercícios de alto impacto até a recuperação da fáscia.

Por fim, o manejo adequado da Fascite Plantar Crônica envolve disciplina e atenção a sinais do próprio corpo. Em muitos casos, a combinação de tratamentos caseiros com acompanhamento fisioterapêutico pode levar a resultados positivos, restaurando gradualmente o conforto ao caminhar e melhorando a qualidade de vida.

Este artigo foi revisado por: Dra Celia Sandrini

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Trate da sua dor lombar crônica em Curitiba com fisioterapia cinco estrelas

Sentir dor lombar todo dia não é “normal da idade” nem apenas cansaço. Quando a dor fica constante, limita os movimentos ou começa a descer para a perna, é sinal de que seu corpo está pedindo ajuda.

Em Curitiba, onde muita gente passa horas sentada, no trânsito ou no escritório, a fisioterapia é hoje uma das principais formas de tratar dor lombar crônica com segurança. Na Clínica Avanttos de Fisioterapia, no bairro Bacacheri, o foco é justamente avaliar a causa da dor e montar um plano personalizado para quem vive na capital e cidades vizinhas como Colombo, Pinhais e Piraquara.

Sinais de dor lombar para não ignorar

A dor lombar é muito comum, mas nem sempre é grave. O problema é quando ela deixa de ser um incômodo ocasional e passa a fazer parte da rotina, atrapalhando trabalho, lazer e sono.

Alguns sinais indicam que você não deve adiar a avaliação com um profissional:

  • dor que dura mais de três meses ou que volta sempre com a mesma intensidade
  • dor que piora à noite, desperta a pessoa de madrugada ou começa a irradiar para a nádega, perna ou pé
  • formigamento, fraqueza ou perda de força em uma das pernas, especialmente se associado a queda recente ou sensação de que a coluna “travou”

Se junto desses sintomas aparecer febre, perda de peso sem explicação ou perda de controle de xixi e fezes, a orientação é procurar atendimento médico de urgência. Nos demais casos, o fisioterapeuta é o profissional indicado para investigar a origem da dor, avaliar postura, mobilidade e força muscular e propor o tratamento adequado.

Como a fisioterapia trata a dor lombar crônica

O tratamento começa com uma avaliação detalhada. O fisioterapeuta conversa sobre a história da dor, observa postura, mobilidade da coluna, força muscular e possíveis alterações neurológicas, como perda de reflexos ou sensibilidade.

A partir daí, o plano costuma combinar técnicas de terapia manual, exercícios específicos e orientações para o dia a dia. As terapias manuais ajudam a reduzir a tensão na musculatura, melhorar a circulação local e aliviar a dor nos primeiros atendimentos. Já os exercícios terapêuticos são essenciais para fortalecer o core, melhorar a estabilidade da coluna e dar segurança para movimentos como agachar, levantar e carregar peso.

Reeducação na postura

Outro ponto importante é a educação em dor e postura. O fisioterapeuta ensina formas mais seguras de sentar, levantar, dirigir e dormir, além de explicar como a dor crônica funciona. Quando o paciente entende melhor o problema, tende a ter menos medo de se movimentar e participa mais ativamente do tratamento.

Na Clínica Avanttos, podem ser associados recursos como RPG para correção de postura, Pilates para ganho de força e flexibilidade, condicionamento físico e tecnologias de análise de movimento, sempre de acordo com a necessidade de cada pessoa.

Tratamento de dor lombar na Clínica Avanttos de Fisioterapia

A Clínica Avanttos está na Rua México, 467, no Bacacheri, com fácil acesso para moradores de Curitiba, Colombo, Pinhais, Piraquara, Quatro Barras e Campina Grande do Sul. O atendimento é feito por fisioterapeutas especializados em ortopedia, coluna e reabilitação funcional.

Fisioterapia na Avanttos
Fisioterapia na Avanttos

O roteiro costuma seguir algumas etapas: avaliação inicial completa, definição de objetivos (reduzir dor, voltar a caminhar, retornar ao esporte ou melhorar desempenho no trabalho), montagem do plano de tratamento e reavaliações periódicas para acompanhar os resultados.

A clínica funciona de segunda a sexta, das 7h às 19h, o que facilita para quem precisa conciliar as sessões com o horário de trabalho. O agendamento pode ser feito pelo telefone (41) 99894-8760.

Cuidados em casa para prevenir novas crises

Além das sessões de fisioterapia, mudanças simples de rotina fazem grande diferença na coluna:

  • fazer pausas curtas a cada 50–60 minutos de trabalho sentado, levantando e caminhando um pouco
  • manter cadeira e monitor em alturas adequadas, praticar atividade física regular e evitar levantar peso de forma brusca, sempre flexionando os joelhos e aproximando a carga do corpo

Cuidar do sono, do estresse e do peso corporal também ajuda a reduzir a sobrecarga na lombar.
Quando a fisioterapia é combinada com esses hábitos, as crises tendem a ficar mais espaçadas e menos intensas, devolvendo qualidade de vida e confiança para se movimentar.

Venha visitar a Clínica Avanttos e nos deixe cuidar da sua saúde

Se você mora em Curitiba ou na região de Colombo, Pinhais e Piraquara e convive com dor lombar há meses, não precisa aceitar isso como parte da rotina. Com avaliação correta e um plano de fisioterapia bem estruturado, é possível aliviar a dor, recuperar a mobilidade e voltar a fazer atividades que estavam limitadas.

Na Clínica Avanttos de Fisioterapia, o objetivo é justamente tratar a causa da dor lombar crônica e dar ferramentas para que você cuide da coluna no dia a dia, com segurança e orientação profissional.

Este artigo foi revisado por: Dra Celia Sandrini

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Horas sentado podem anular seu treino de academia, segundo a ciência

Você treina direitinho, cumpre a ficha na musculação ou faz seu cardio religiosamente, mas passa 8 horas (ou mais) sentado na frente do computador. A sensação é de dever cumprido, só que a ciência vem avisando: o tempo excessivo na cadeira cobra um preço alto da sua saúde, mesmo quando você malha.

Estudos com dezenas de milhares de pessoas mostram que longos períodos sentado aumentam o risco de morte e de doenças cardiovasculares, independentemente de a pessoa cumprir as recomendações de exercício. Em alguns trabalhos, quem passa mais de 10–11 horas por dia sentado tem aumento de cerca de 30% no risco de morte, mesmo sendo fisicamente ativo.

Ficar sentado prejudica até quem treina?

Isso não significa que o treino “não vale nada”, mas indica que só a academia não é suficiente para compensar um estilo de vida muito sedentário.

Em saúde, “comportamento sedentário” não é apenas “não fazer exercício”. É qualquer comportamento de vigília feito sentado ou reclinado, com gasto energético muito baixo – como trabalhar no computador, dirigir, ver TV. Você pode, sim, ser alguém que treina e, ainda assim, ser classificado como “ativo e sedentário”, se passa o resto do dia praticamente imóvel.

O que acontece no corpo quando você fica horas sentado

Quando você permanece muito tempo na cadeira, vários mecanismos entram em jogo:

  • Músculos desligados: as pernas e a musculatura postural quase não se contraem, o que reduz o consumo de glicose e gorduras como fonte de energia.
  • Metabolismo mais lento: o sangue circula mais devagar, aumenta a tendência a resistência à insulina, ganho de gordura abdominal e alterações de colesterol.
  • Inflamação silenciosa: o sedentarismo prolongado está ligado a inflamação crônica de baixo grau, fator que participa de doenças cardíacas, diabetes tipo 2 e alguns tipos de câncer.
  • Coração e vasos sob pressão: estudos recentes relacionam longos períodos sentado a maior risco de infarto, AVC e insuficiência cardíaca, inclusive em pessoas que fazem exercícios regularmente.

Em um estudo com mulheres idosas, aquelas que passavam cerca de 11,7 horas por dia sentadas tiveram risco de morte 30% maior do que quem ficava em torno de 8 horas, mesmo quando praticavam atividade física. Ou seja: o treino continua importante, mas não “zera” o dano acumulado por um dia inteiro de imobilidade.

Hábitos simples para que o dia sentado não anule seu treino

A boa notícia: você não precisa largar o trabalho nem viver na academia.
Pequenas “quebras” ao longo do dia já reduzem uma parte relevante do risco associado a 8 horas na cadeira.

1. Use a regra dos 20–30 minutos

  • A cada 20 a 30 minutos sentado, levante e se mexa por 1 a 3 minutos.
  • Vale ir ao banheiro, encher a garrafa de água, alongar, dar uma volta rápida no corredor.

Estudos mostram que levantar com frequência e fazer caminhadas curtas ao longo do dia ajuda a melhorar glicemia, pressão arterial e circulação, mesmo mantendo a mesma carga total de trabalho sentado.

2. Transforme tarefas em mini-caminhadas

  • Atenda ligações em pé ou caminhando.
  • Combine “reuniões em movimento” com colegas, sempre que possível.
  • Desça um andar de escada antes do elevador ou estacione um pouco mais longe.

Esses minutos extras contam para o chamado NEAT (gasto energético fora do exercício formal), que ajuda a controlar peso e melhora marcadores metabólicos.

3. Não confie só na mesa em pé

Mesas elevatórias ajudam, mas ficar horas em pé, parado, também não é o ideal.
Trocar apenas a posição sentado por em pé não reduz tanto o risco cardiometabólico quanto incorporar pausas de caminhada ao longo do dia.

Se puder, pense em alternar: sentado → em pé → pequena caminhada → volta ao trabalho.

4. Garanta o “mínimo sindical” de exercício na semana

As principais diretrizes de saúde recomendam, para adultos:

  • 150 a 300 minutos por semana de atividade aeróbica moderada (ex.: caminhada rápida, bike leve),
    ou
  • 75 a 150 minutos de atividade vigorosa (ex.: corrida, HIIT, bike intensa),
  • além de 2 dias de fortalecimento muscular (musculação, treinos de resistência).

Isso equivale, por exemplo, a:

  • 30 minutos de caminhada rápida, 5 vezes por semana + musculação 2 dias; ou
  • 25–30 minutos de treino mais intenso, 3–4 vezes por semana.

Pesquisas sugerem que 30–40 minutos diários de exercício moderado a vigoroso ajudam a compensar boa parte dos efeitos de ficar sentado muito tempo, mas não todos.

5. Ajuste seu treino de academia pensando no dia sentado

Se você passa 8 horas na cadeira:

  • Priorize exercícios multiarticulares (agachamento, remadas, supino, avanços), que recrutam grandes grupos musculares.
  • Inclua algum componente de condicionamento (tiros intervalados na esteira ou na bike, circuitos, aulas aeróbicas).
  • Evite ficar muitos minutos parado entre séries: use os intervalos para caminhar leve pela sala ou fazer alongamentos dinâmicos.

O que a ciência diz sobre passar muito tempo sentado

Revisões recentes sobre atividade física reforçam três pontos importantes: a maioria dos benefícios de saúde aparece com 150–300 minutos de atividade moderada ou 75–150 minutos de vigorosa por semana. Então, mais tempo sedentário, pior: ficar muitas horas parado está associado a maior risco de morte, doenças cardiovasculares, câncer e diabetes tipo 2. A recomendação atual é “mover mais e sentar menos” em qualquer intensidade, inclusive leve.

Outros estudos específicos sobre sedentarismo mostram que:

  • Exercício reduz o risco em relação a quem não se mexe nunca,
    mas
  • O tempo sentado aparece como um fator de risco independente: quanto mais horas na cadeira, maior o risco, mesmo em pessoas que treinam.
Este artigo foi revisado por: Dra Celia Sandrini

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Fisioterapia no combate à cefaleia do dia a dia

Entre os diferentes tipos de dores de cabeça, a Cefaleia Tensional destaca-se por ser uma das mais comuns em adultos atualmente. Essa condição, constantemente relacionada ao estresse, à má postura e ao excesso de atividades diárias, afeta milhões de pessoas e interfere diretamente na qualidade de vida. Em grande parte dos casos, o desconforto surge de maneira persistente, muitas vezes se estendendo por vários dias e afetando braços, pescoço e couro cabeludo.

Especialistas em saúde reconhecem que as tensões musculares da região cervical desempenham papel central no desenvolvimento da Cefaleia Tensional. Os músculos do pescoço e dos ombros, quando sobrecarregados por más posturas ou esforços repetitivos, podem irradiar dor para regiões próximas à cabeça, desencadeando crises recorrentes. Muitos relatos de pacientes apontam um início gradual dos sintomas, acompanhados de sensação de peso e compressão na cabeça.

Como a fisioterapia atua no combate à Cefaleia Tensional?

A fisioterapia oferece abordagens efetivas para reduzir a frequência e a intensidade das dores de cabeça desse tipo. Profissionais da área atuam diretamente no relaxamento muscular, reeducação postural e alívio das tensões localizadas, promovendo melhor equilíbrio entre as estruturas do pescoço. O tratamento fisioterapêutico se baseia na identificação dos fatores desencadeantes e na correção de desequilíbrios que contribuem para o perpetuamento da dor.

Durante as sessões, são utilizados diferentes recursos terapêuticos. Técnicas manuais, exercícios de alongamento, mobilizações articulares e até recursos como calor e eletroterapia podem ser empregados. O objetivo principal é restabelecer a mobilidade cervical e diminuir os pontos de tensão, prevenindo novas crises e minimizando impactos no cotidiano.

Qual é a relação entre a dor no pescoço e a Cefaleia Tensional?

Os músculos cervicais têm conexão direta com estruturas da cabeça, incluindo nervos e vasos sanguíneos responsáveis pela sensibilidade da região. Quando há sobrecarga muscular, especialmente no trapézio e nos músculos suboccipitais, ocorrem processos inflamatórios e aumento da sensibilidade local. Essa condição, frequentemente denominada dor referida, explica por que tanto o pescoço quanto a cabeça são afetados simultaneamente.

  • Posturas inadequadas no trabalho ou no descanso intensificam a rigidez da musculatura cervical.
  • falta de atividade física regular contribui para fraquezas musculares, facilitando o aparecimento de dores.
  • Estresse emocional, por sua vez, aumenta a tensão nos músculos do pescoço e do couro cabeludo.

A integração entre o tratamento fisioterapêutico e a adoção de hábitos saudáveis é determinante para uma melhora consistente dos sintomas. Muitos pacientes relatam diminuição expressiva das dores após ajustes na rotina, como pausas para alongamentos, correção ergonômica e exercícios de fortalecimento muscular.

Quais técnicas fisioterapêuticas são recomendadas para aliviar a Cefaleia Tensional?

Entre as diversas opções disponíveis, algumas se destacam pela eficácia comprovada no manejo da cefaleia de origem tensional. A seguir, estão métodos frequentemente indicados:

Cefaleia – Créditos: depositphotos.com / AndrewLozovyi
  1. Massoterapia: terapia manual voltada para o relaxamento muscular, reduzindo pontos de tensão no ombro e pescoço.
  2. Exercícios de alongamento: promovem flexibilidade e aliviam rigidez nos músculos cervicais.
  3. Fortalecimento muscular: exercícios específicos para a região do pescoço ajudam a prevenir novas crises.
  4. Reeducação postural: orientação sobre postura correta em atividades cotidianas, como uso do computador e tempo de tela.
  5. Técnicas de relaxamento: exercícios de respiração e controle do estresse auxiliam na redução da tensão muscular.

O acompanhamento com fisioterapeuta permite a personalização do plano de cuidados, adaptando os recursos de acordo com o histórico e as necessidades de cada indivíduo. Ao adotar uma abordagem multidisciplinar, envolvendo também orientações sobre ergonomia e práticas de autocuidado, amplia-se o potencial de controle das cefaleias tensionais.

Com a expansão das jornadas profissionais e o crescimento do tempo diante de telas, identifica-se um aumento no número de pessoas acometidas por dores de cabeça derivadas de tensões cervicais até o ano de 2025. O papel da fisioterapia, nesse cenário, ganha relevância tanto na prevenção quanto na reabilitação, promovendo mais conforto e bem-estar na rotina diária.

Este artigo foi revisado por: Dra Celia Sandrini

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Dor no punho ao digitar: o que pode ser?

Manter uma rotina de trabalho em casa trouxe uma série de mudanças na vida de muitas pessoas, entre elas o aumento do tempo em frente ao computador. Diversos profissionais afirmam ter notado incômodos nas mãos, principalmente Dor no Punho ao Digitar, fenômeno que tem se tornado mais comum no home office. Esse tipo de dor geralmente está associado ao uso repetitivo do teclado e do mouse, podendo evoluir para quadros clínicos conhecidos como Lesão por Esforço Repetitivo (LER) ou Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT).

Essas condições, quando não diagnosticadas e tratadas adequadamente, podem prejudicar as atividades do dia a dia e impactar negativamente o desempenho profissional. Vale ressaltar que além dos fatores físicos, a falta de pausas regulares e a postura inadequada também colaboram para o surgimento desses problemas. Portanto, adotar medidas preventivas é fundamental para preservar a saúde e garantir mais conforto durante o expediente remoto.

Dor no punho – Créditos: depositphotos.com / AndrewLozovyi

Quais são as principais causas da dor no punho ao digitar?

O surgimento da dor no punho enquanto se digita normalmente está relacionado a hábitos inadequados e à configuração do ambiente de trabalho. Movimentos repetidos por longos períodos, apoio incorreto das mãos e utilização de equipamentos sem ergonomia são fatores que favorecem o aparecimento de LER/DORT. Além disso, a ausência de pausas regulares aumenta a fadiga muscular e sobrecarrega tendões e nervos na região do punho.

Outro aspecto relevante está na altura e inclinação dos dispositivos utilizados. Um teclado alto ou inclinado de maneira inadequada pode exigir maior esforço dos músculos do antebraço, favorecendo dores e desconfortos. O uso constante do mouse, sem o suporte ideal para o punho, também pode acentuar o problema. Portanto, ajustar a estação de trabalho pode ser um primeiro passo importante na prevenção.

Como prevenir a LER/DORT no ambiente de home office?

Adotar algumas medidas simples no cotidiano é eficiente para evitar o desenvolvimento de lesões por esforço repetitivo no home office. No entanto, esse cuidado exige disciplina e atenção aos detalhes do ambiente de trabalho. Entre as ações recomendadas, destacam-se:

  • Pausas regulares: Intercalar o uso do computador com pequenos intervalos ajuda a reduzir a sobrecarga muscular e permite a recuperação dos tecidos.
  • Alongamentos específicos: Realizar exercícios de alongamento para mãos, punhos e antebraços contribui para aumentar a flexibilidade e aliviar tensões.
  • Correção postural: Sentar-se com a coluna ereta e manter os pés apoiados no chão é essencial para evitar desalinhamentos.
  • Ergonomia dos equipamentos: Ajustar a altura da cadeira, da mesa, do monitor e utilizar suportes para teclado e mouse garantem maior conforto e diminuem riscos de lesão.

Quais sinais indicam que é hora de procurar ajuda médica?

Nem sempre as dores no punho desaparecem apenas com mudanças nos hábitos. Em caso de sintomas persistentes, como formigamento, perda de força ou sensibilidade alterada, torna-se indispensável buscar avaliação profissional. Esses sinais podem indicar o início de quadros mais graves, como síndrome do túnel do carpo ou tenossinovite.

O tratamento adequado, muitas vezes, envolve fisioterapia, uso de medicamentos ou, em casos excepcionais, orientação para procedimentos cirúrgicos. Quanto antes o diagnóstico for realizado, maiores são as chances de recuperação plena e retorno às atividades sem limitações. Por essa razão, o acompanhamento médico é um aliado fundamental na manutenção da qualidade de vida no trabalho remoto.

Quais práticas favorecem a saúde dos punhos durante o home office?

Manter a saúde das articulações no home office depende da atenção às práticas diárias. Deixar os punhos relaxados, evitar o excesso de força ao teclar e preferir teclados e mouses ergonômicos são atitudes recomendadas. Outra estratégia eficiente é alternar tarefas digitadas com outras atividades manuais distintas, proporcionando descanso aos músculos e prevenindo o aparecimento de sintomas de LER/DORT.

  1. Organizar o espaço de trabalho para atender às normas de ergonomia;
  2. Incluir pausas programadas no cronograma;
  3. Realizar automassagem nos punhos e mãos;
  4. Utilizar suportes específicos, como apoios de silicone, para aliviar a pressão nos punhos;
  5. Consultar profissionais especializados em ergonomia para avaliações detalhadas.

Com as adaptações certas, é possível minimizar significativamente o risco de dor no punho ao digitar e evitar complicações relacionadas à LER/DORT no home office, favorecendo uma rotina mais produtiva e saudável.

Este artigo foi revisado por: Dra Celia Sandrini

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Ficar muito tempo sentado pode causar lesões?

Com o avanço do trabalho remoto e as longas horas passadas em escritórios, surge uma preocupação constante: Ficar Sentado o Dia Todo pode causar lesões? A rotina de muitos brasileiros, principalmente os que trabalham em ambientes corporativos, tem sido marcada por períodos prolongados na cadeira, em frente a computadores, o que eleva os riscos para a saúde corporal.

Estudos recentes em ergonomia apontam que atividades laborais predominantemente sedentárias favorecem o aparecimento de dores musculares, problemas de postura e até distúrbios circulatórios. O sedentarismo, por sua vez, não está ligado apenas ao ganho de peso, mas também à maior incidência de doenças crônicas e lesões, principalmente quando não são adotadas medidas de prevenção e correção postural no ambiente profissional.

Por que permanecer sentado por muitas horas pode causar prejuízos à saúde?

Adotar a posição sentada por períodos prolongados pode sobrecarregar certas regiões do corpo, como coluna lombar, pescoço, ombros e membros inferiores. Nesses casos, a inatividade dos músculos e articulações durante a jornada de trabalho impede uma distribuição harmoniosa do peso corporal. Dessa maneira, podem surgir lesões por esforço repetitivo (LER), distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho (DORT) e quadros de má circulação, como varizes.

Além disso, a ausência de movimento reduz o gasto calórico e pode favorecer problemas metabólicos, facilitando o aparecimento de quadros como diabetes tipo 2 e hipertensão arterial. O corpo humano é adaptado para se movimentar com regularidade, por isso passar praticamente todo o dia sentado, sem pausas ou alongamentos, potencializa o surgimento de complicações físicas ao longo do tempo.

Quais são as principais lesões associadas ao sedentarismo no escritório?

No contexto dos escritórios, o sedentarismo e a má ergonomia são fatores frequentes para o desenvolvimento de patologias. Entre elas, destacam-se:

  • Dores lombares: O excesso de tempo sentado favorece tensões e compressões na região inferior das costas.
  • Problemas cervicais: Inadequação da altura do monitor ou da posição do pescoço pode originar dor cervical.
  • Lesões de punho e mão: Maus hábitos de digitação e uso incorreto do mouse levam a quadros como tendinite.
  • Fadiga ocular: A exposição intensa à tela sem intervalos regulares pode resultar em desconforto visual.

Além dessas, há relatos cada vez mais frequentes de quadros como síndrome do túnel do carpo, rigidez articular e formigamentos nas pernas, sintomas relacionados à falta de movimentação periódica.

Como se proteger dos riscos do sedentarismo e das lesões no escritório?

Evitar os prejuízos causados pelo sedentarismo no trabalho requer adoção de boas práticas ergonômicas e mudanças de postura. Veja algumas recomendações fundamentais:

  1. Adapte o espaço de trabalho: Certifique-se de que cadeira, mesa e monitor estejam na altura adequada. O encosto da cadeira deve oferecer suporte lumbar, os pés devem permanecer apoiados no chão e o monitor deve ficar no nível dos olhos.
  2. Realize pausas frequentes: Levantar-se a cada hora por alguns minutos ajuda na circulação e reduz o risco de dores musculares. Pequenos alongamentos podem ser feitos ao lado da mesa.
  3. Inclua exercícios no cotidiano: A prática regular de atividades físicas fora do trabalho auxilia a manter o corpo saudável e a prevenir lesões.
  4. Fique atento à postura: Mantenha as costas eretas, ombros em posição confortável e pulsos alinhados durante a digitação.
  5. Use acessórios ergonômicos: Apoios de punho, suportes de monitor e cadeiras com ajuste contribuem para uma melhor acomodação corporal.

Além disso, buscar orientação de um profissional especializado em ergonomia pode auxiliar na personalização do ambiente de trabalho, levando em conta características individuais e demandas específicas da atividade exercida.

Ficar Sentado o Dia Todo – Créditos: depositphotos.com / alebloshka

Ergonomia realmente faz diferença na prevenção de lesões?

A adaptação ergonômica de escritórios e estações de trabalho mostra resultados positivos na prevenção de lesões e no aumento do conforto físico ao longo do expediente. Quando aplicada corretamente, a ergonomia promove não só o bem-estar dos trabalhadores, mas também contribui para o aumento da produtividade e redução de afastamentos por problemas de saúde.

Os benefícios vão além do aspecto físico, alcançando também o ambiente psicológico, já que um espaço melhor organizado e adaptado diminui o estresse e o desconforto no dia a dia do trabalho. Investir em soluções ergonômicas e incentivar pausas ativas são medidas importantes para quem busca qualidade de vida, mesmo em profissões que exigem longos períodos na posição sentada.

Este artigo foi revisado por: Dra Celia Sandrini

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